Conhecendo a Filosofia
Filosofia é uma palavra derivada do
grego - φιλοσοφία - que significa "amor pela sabedoria" (filos /
sophos). Pode-se então traduzir o termo "filósofo" como "amigo
da sabedoria" (ver amizade no conceito aristotélico). O filósofo é,
portanto, concebido como aquele que busca o conhecimento puro e não se deixa
corromper por sistemas pré-estabelecidos.
A principal
característica que Aristóteles vê num filósofo é que ele não é um especialista.
O sophós, o sábio, é um conhecedor de todas as coisas sem possuir uma ciência
específica. O seu olhar derrama-se pelo mundo, sua curiosidade insaciável o faz
investigar tanto os mistérios do cosmo e da physis, a natureza, como as que
dizem respeito ao homem e à sociedade. No fundo, o filósofo é um desvelador,
alguém que afasta o véu daquilo que está a encobrir os nossos olhos e procura
mostrar os objetos na sua forma e posição original, agindo como alguém que
encontra uma estátua jogada no fundo do mar coberta de musgo e algas, e
gradativamente, afastando-as uma a uma, vem a revelar-nos a sua real forma.
Para Platão, a
primeira atitude do filósofo é admirar-se. A partir da admiração faz-se a
reflexão crítica, o que marca a filosofia como busca da verdade. Filosofar é
dar sentido à experiência.
Origens históricas
A palavra
filosofia ganha, em dimensões específicas de tempo e espaço, concepções novas e
diferentes tornando difícil sua exata localização.
Historicamente,
a Filosofia inicia com Tales de Mileto, embora este princípio histórico seja
mais um ponto de referência do que uma discussão já acabada. Aristóteles
escreveu que a Filosofia foi possível através do ócio, pois, tendo resolvidos
seus problemas com moradia, alimentação, vestuário, e sendo dispensados da
necessidade do trabalho braçal pesado, os gregos puderam dedicar-se à
investigação filosófica. Tales foi o primeiro dos filósofos Pré-socráticos, ou
filósofos da Physis, que buscavam a arché, que era um princípio que, além de
ser o princípio de todas as coisas, deveria também compor (ou fazer parte de)
todas as coisas, e mesmo ser o fim último de todas as coisas.
Platão é quem
inicia esta nova linguagem, a filosofia como a conhecemos, a busca da essência,
a ontologia, dos conceitos universais em detrimento do conhecimento vulgar e
sensorial. Anteriormente a ele, a filosofia era discursada por sábios, era o
amor pela sabedoria daqueles que haviam experimentado a própria ignorância,
conceito, ao que parece, atribuído por Pitágoras.
Por muito
tempo a Filosofia concebia tudo o que era conhecimento, basta ver a vasta obra
de Aristóteles, que abrange desde a física até a ética. Ainda hoje é difícil
definir o objeto exato da filosofia.
Seus objetos próprios
são:
Metafísica: Concerne os estudos daquilo
que não é físico (physis), do conhecimento do ser (ontologia), do que
transcende o sensorial e também da teologia.
Epistemologia: Estudo do
conhecimento, teoriza sobre a própria ciência e de como seria possível a
apreensão deste conhecimento.
Ética: Para Aristóteles, é parte do conhecimento prático já que nos
mostraria como devemos viver e agir.
Correntes e Tópicos
Teogonia
Filosofia no Egito Antigo
Filosofia védica
Ciência Caldéia
Os Pré-Socráticos
Sofistas
Teosofia
Helenismo
Ceticismo
Cinismo
Estoicismo
Epicurismo
Neo-platonismo
Cosmologia Hebraica
Teologia Gnóstica
Filosofia árabe medieval
Escolástica
Revolução Científica
Humanismo
Idade da Razão
Iluministas
Iluminismo
Fenomenologia
Existencialismo
Antropologia filosófica
Racionalismo
Racionalismo Cartesiano
Racionalismo Cristão
Materialismo
Os filósofos
dividem-se em duas grandes correntes - materialistas e idealistas. O termo
materialista significa aqueles que acreditam que o universo (tudo o que existe)
é formado de matéria, inclusive as ideias são resultado do movimento da matéria
(ou de energia, que é matéria, como mostrou Einstein). Os idealistas são
aqueles que acreditam que existe uma origem, ou ponto de origem, ou ser
superior que tudo criou.
Filósofos
Filosofos Antigüidade
v Pré-socráticos
v Anaximandro de Mileto
v Anaxímenes de Mileto
v Anaxágoras de Clazômenas
v Arquitas de Tarento
v Demócrito de Abdera
v Diógenes de Apolônia
v Filolau de Crotona
v Empédocles
v Heráclito de Éfeso
v Leucipo de Mileto
v Melisso de Samos
v Parmênides de Eléia
v Pitágoras
v Protágoras de Abdera
v Tales de Mileto
v Xenófanes de Cólofon
v Zenão de Eléia
Filosofos do Classicismo grego
v Aristóteles
v Platão
v Sócrates
Filosofos Helênicos
v Aristarco
v Arquimedes
v Epicuro
v Eratóstenes
v Euclides
v Ptolomeu
Filosofos Romanos
v Agostinho
v Górgias de Leontini
v Cícero
Filosofos Medievais
v Alberto Magno
v Duns Scot
v Erasmo
v Robert Grosseteste
v Roger Bacon
v Sêneca
v Santo Anselmo
v Tomas de Aquino
v William de Ockham
Filosfos Renascentistas - Iluministas
v Giordano Bruno
v Michel Eyguem de Montaigne
v Montesquieu
v John Locke
v François Rabelais
v Espinoza
v René Descartes
v David Hume
v Rousseau
v Voltaire
v Giambattista Vico
v Thomas Hobbes
v Francis Bacon
Filosofos Modernos
v Immanuel Kant
v Leibniz
v Espinoza
v Giambattista Vico
v Hegel
v Fichte
v Schelling
v Kierkegaard
v Friedrich Nietzsche
v Augusto Comte
v Ludwig Feuerbach
v Karl Marx
Filosofos Contemporâneos
v Bertrand Russell
v Cornelius
Castoriadis
v Edmund Husserl
v Ernest Gellner
v Félix Guattari
v Gilles Deleuze
v Giorgio Agamben
v Henri Bergson
v Hilary Putnam
v Jean Baudrillard
v Jean-Paul Sartre
v Jürgen Habermas
v José Marinho
v José Ortega y Gasset
v Karl Korsch
v Karl Popper
v Ken Wilber
v Leonardo Boff
v Ludwig Wittgenstein
v Martin Heidegger
v Michel Foucault
v Michel Serres
v Michael Tye
v Nildo Viana
v Norberto Bobbio
v Paul Boghossian
v Paul Ricoeur
v Paulo Freire
v Pierre Fougeyrollas
v Pierre Lévy
v Pietro Ubaldi
v Richard Rorty
v Slavoj Zizek
v Stanley Cavell
v Thomas Kuhn
v Tyler Burge
Cronologia
séc. VI a.C. Início da filosofia
ocidental com Tales de Mileto.
fim do séc. VI a.C. Morte de Pitágoras.
399 a.C. Sócrates condenado à morte em Atenas.
387 a.C. Platão funda a Academia em Atenas, a primeira universidade.
335 a.C. Aristóteles funda o Liceu em Atenas, escola rival da Academia.
324 d.C. O imperador Constantino
muda a capital do Império Romano para Bizâncio.
400 d.C. Santo Agostinho escreve Confissões. A filosofia é absolvida pela
teologia cristã.
410 d.C. Roma é saqueada pelos visigodos.
529 d.C. Fechamento da Academia
em Atenas, pelo imperador Justiniano, marca o fim da era greco-romana e
consolida a entrada na Alta Idade Média.
meados do séc. XIII Tomás de
Aquino escreve seus comentários sobre Aristóteles. Era da filosofia
escolástica.
1453 Queda de Bizâncio para os
Turcos, fim do Império Bizantino.
1492 Colombo chega à América. Renascimento em Florença e renovação do
interesse pela aprendizagem do grego.
1543 Copérnico publica Sobre as revoluções dos orbes celestes, com um
modelo matemático no qual a Terra gira em torno do Sol.
1633 Galileu é forçado pela Igreja a abjurar a teoria heliocêntrica, até
que (e se) surgissem evidências conclusivas dessa hipótese.
1641 Descartes publica as Meditações, início da filosofia moderna.
1677 A morte de Spinoza
permite a publicação da Ética.
1687 Newton publica os Principia, introduzindo o conceito de gravidade.
1689 Locke publica o Ensaio sobre o entendimento humano. Início do
empirismo.
1710 Berkeley publica os Princípios do conhecimento humano, levando o
empirismo a novos extremos.
1716 Morte de Leibniz.
1739-40 Hume publica o Tratado sobre a natureza humana, conduzindo o empirismo
a seus limites lógicos.
1781 Kant, despertado de seu "sono dogmático" por Hume,
publica a Crítica da razão pura. Início da grande era da metafísica alemã.
1807 Hegel publica A fenomenologia do espírito: apogeu da metafísica
alemã.
1818 Schopenhauer publica O mundo como vontade e representação,
introduzindo a filosofia indiana na matafísica alemã.
1889 Nietzsche, o declarador de que "Deus está morto", sucumbe
à loucura em Turim.
1921 Wittgenstein publica o Tractatus logico-phiosophicus, advogando a "solução
final" para os problemas da filosofia.
década de 1920 O círculo de Viena
apresenta o positivismo lógico.
1927 Heidegger publica Ser e tempo, anunciando a ruptura entre a
filosofia analítica e a continental.
1943 Sartre publica O ser e o nada, avançando no pensamento de Heidegger
e instigando o surgimento do existêncialismo.
1953 Publicação póstuma de
Investigações filosóficas, de Wittgentein. Auge da análise lingüística.
Racionalismo Cristão
Fundação: O
Racionalismo Cristão foi fundado em 1910 na cidade de Santos, Brasil, por Luiz
de Mattos e seu amigo Luiz Alves Thomaz. Aquele codificou e poliu as partes
cultural e teórica do Racionalismo Cristão enquanto o último desenvolveu ações
práticas para solidificar a base material da filosofia e assegurar sua
independência financeira.
Apesar de carregar a
palavra "Cristão" no nome, não é uma corrente religiosa.
Muito
semelhante ao Espíritismo, incialmente denominada "Espiritismo Racional e
Científico Cristão", depois, "Racionalismo Cristão". O que
diferencia, basicamente, o Racionalismo Cristão do Espiritismo Kardecista, é
que primeiro admite o alto grau evolutivo de Jesus, mas condena sua adoração.
Também não considera Deus uma pessoa feita a imagem e semelhança do homem ou
vice-versa, mas, a fonte primária de inteligência ou "Grande Foco",
"Força Criadora".
Ao contrário
do kardecismo,que não admite que animais atinjam o estágio humano, os
racionalistas defendem a idéia de que os que hoje são espíritos (seres humanos
encarnados) iniciaram sua trajetória como particulas de força que animaram,
primeiramente, átomos, ascendendo, pouco a pouca, a tarefas cada vez mais
complexas até atingir o reino animal e, posteriormente o humano e adiante.
Para os
Racionalistas Cristãos não existem "anjos da guarda", como no
espiritismo. Ele explica que o ser humano tem três, por assim dizer,
"dimensões":
O corpo
físico, feito da matéria do planeta terra, que é apenas um dos "mundos
escola", onde se misturam espíritos das 17 primeiras classes de uma série
de 33.
O corpo astral (também chamado
fluídico ou perispírito, feito também de matéria, mas uma matéria mais diáfana,
vinda do mundo próprio de cada classe, também chamados "mundos de
estágio", onde se não misturam espíritos de classes diferentes e onde não
há, portanto, evolução. Daí a necessidade de se encarnar;
Espírito, propriamente dito,
energia, ou partícula em evolução da força universal, ou do todo ( o que os
espíritas chamariam de "Deus". Para o Racionalismo Cristão, os
espíritos, após a morte (ou desencarnação)só poderiam a terra retornar, como
"encarnados", depois de terem passado por os mundos que lhe são
próprio, ou mundo de estágios, como dizemos, em número de 17 para quem encarna
neste planeta.
Ninguém reencarnaria a partir de
outro lugar que não o seu próprio mundo. Nunca diretamente da atmosfera da
terra, por exemplo. Nela, somente os espíritos desgarrados, perturbados ou
rebeldes, por mais perturbados, por mais inteligentes, evoluídos ou bondosos
que pareçam, permaneceriam.
Esta
atmosfera, formada por espíritos de classes diferentes, mas todos fora de seus
mundos próprios, se denomina "Astral Inferior". Nele, ha guias,
mestres, gênios, sacerdotes, tudo. Só eles se ocupariam (a única excessão são
os espíritos das primeiras seis classes evolutivas, que encarnariam, sim,
somente, sob supervisão superior, como as crianças em seus primeiros anos de
escola), 24 horas por dia, da vida das pessoas, em suma, viveriam em
comunidades muito semelhantes às nossas e na própria atmosfera da terra,
realizando atividades, como de escritor, semelhantes às da terra, Nosso Lar.
Os espíritos
verdadeiramente evoluídos, os ditos "Superiores", também em evolução,
viveriam em outros planetas, mais diáfanos, e só poderiam ser atraídos à Terra,
com muita dificuldade, devido a diferença vibratória (ou de sintonia).
Sem o
estabelecimento de pólos de atração suficientemente fortes, seria impossível os
espíritos superiores alcançarem a terra. Para isso, além dos seres esclarecidos
(vivos, encarnados) que neste planeta lhe servem de instrumento, contam com o
concurso dos espíritos de mundos "opacos" (aqueles que estão entre a
sexta e a décima primeira classe).
Os espíritos
do Astral Superior, ou aqueles de evolução superior a décima sétima classe, só
encarnariam na terra para missões especiais ou viriam ao planeta, como
desencarnados, para realizar determinada atividade. Não se quedariam, a nossa
volta, dia e noite, a participar do dia a dia ou se imiscuir na rotina dos
encarnados. Quantos aos outros, todos, seriam - mesmo que intitulados
superiores ou guias - espíritos obsessores, que, por ainda não terem regressado
aos seus próprios mundos (de onde vêm seus corpos astrais, de diferente
densidade, consoante o mundo), na verdade não estariam em condições de ajudar
nem a si mesmos.
O chamado
"Astral Superior" ou espíritos mais evoluídos, nenhum deles vivendo
na crosta terreste, a cuja influência não poderiam resistir, seria o
responsável por seu "arrebatamento" ou devolução aos mundos próprios,
com o auxílio do pensamento dos encarnados esclarecidos e dos espíritos dos
mundos opacos. O Racionalismo Cristão e o Kardecismo se diferenciam também no
vocabulário. O que os racionalistas chamam de "irradiação" os
kardecistas denominam "vibração" ou que uns nomeiam "obsedado"
os outros, "obsidiados".
No
Racionalismo Cristão também não existe a prática de "passes"
magnéticos. Só espíritos do Astral Superior energizariam os encarnados, por sua
simples presença, não outros encarnados, que dispõe de constituições
semelhantes. Mas há sessões de "desdobramento", algo muito semelhante
a projeciologia de Waldo Vieira. Durante estas sessões, os médiuns, denominados
"de desdobramento" sairiam do corpo e acorreriam, guiados por
espíritos de outros planos ou planetas, para salvar pessoas em perigo, curar enfermos,
aliviar dores ou realizar outros trabalhos de benfeitoria. Só existem
"estremeções" (espécie de sacudidelas ministradas à altura dos
ombros) para despertar ou trazer de volta à consciência os sonolentos ou os
que, em não sendo médiuns da casa, ou "desenvolvidos", mas meros
expectadores, ameacem manifestar algum tipo de "possessão" ou
"incorporação" de espíritos, durante as sessõe públicas.
O Racionalismo
Cristão inova, também (embora as gravuras já tenham mais de 50 anos) por ter
uma publicação (muitas vezes usada indevidamente por outras correntes ou
seitas) com imagens coloridas sobre a chamada "A Vida Fora da
Matéria". E todas as manifestações que, nas outras doutrinas
espiritualistas são descritas apenas com palavras, ganham então imagens.
Epistemologia
Epistemologia (do grego, episteme,
"conhecimento"; logos, "teoria"), é um ramo da filosofia
que trata sobre os problemas filosóficos relacionados à teoria do conhecimento.
O sentido da
palavra epistéme é melhor compreendido se comparado com seu oposto, doxa,
levando-se sempre em conta que a exposição a seguir é baseada em Platão.
"Doxa" significa "opinião", sendo seu significado próximo a
"senso-comum"; essa opinião tem a conotação de conhecimento falso, ou
baseado em algo falso, mal-construído, inconsistente, etc. Assim, a doxa é
aquele tipo de conhecimento vão, vago, inútil, que expressa não a verdade, mas
sim determinado ponto de vista parcial e mais comprometido com a subjetividade
de quem emite esse ponto de vista do que com a verdade do assunto do qual
trata.
Contraposta à
doxa, a epistéme é o conhecimento, o logos, o enunciado comprometido com o
verdadeiro, e não com um ponto de vista subjetivo e parcial (o qual, para
Platão, era muito próximo da mentira). Este termo foi introduzido por filósofos
alemães dentro da denominada Erkenntnistheorie ou teoria do conhecimento.
O Conhecimento
é uma crença da que estamos seguros,e ademais, podemos demonstrar. O
conhecimento se divide em grupos:
O
conhecimento teórico: também denominado episteme, é o conjunto de
todas aquelas informações que descrevem e explicam o mundo natural e social que
nos rodeia. analisar o que ocorre,
determinar por que ocorre dessa forma e utilizar estes conhecimentos para
antecipar uma realidade futura.
O conhecimento prático: é um
saber atuar no mundo que nos fornecem as normas para viver e ser felizes.
O problema do conhecimento, já
que é uma crença verdadeira, é que apresenta algumas dificuldades à hora de
reconhecer, o que é ou não verdadeiro. A verdade é um fato justificável, esta
tem dois sentidos.
Verdade de
fatos: tipo de verdade demonstrável que se confunde com a realidade.
A verdade de fatos pode ser autêntica, se explica os fatos do mundo tal e como
são realmente, ou aparentes, se explica como aparece ou se manifesta na
realidade.
Verdade de proposição: tipo de
verdade que não só se atribui à realidade, senão, sobretudo, às afirmações que
fazemos sobre ela. As verdades de proposição podem ser de dois tipos: empíricas
e formais.
A verdade de
proposição empírica é a que afirma algo dos fatos e acontecimentos
do mundo. A
verdade como correspondência considera que uma proposição é verdadeira quando
há uma adequação entre o que a proposição expressa e a realidade à que se
refere. A verdade como sucesso considera que uma proposição é verdadeira quando
é útil e, portanto, conduz ao sucesso. Por outra parte se encontra a verdade
das proposições formais que não afirmam nada a respeito da realidade. É um tipo
verdade de coerência, que considera que uma proposição é verdadeira se não
entra em contradição com o resto das proposições aceitas.
A epistemologia também estuda os
critérios para reconhecer e estar seguros da verdade: a evidência, sentimento
que temos de segurança da verdade tão claro, que não existe dúvida; e também a
intersubjetividade, que defende a idéia de que nossas crenças têm de ser
aceitas para qualquer sujeito racional se queremos que sejam admitidas como
verdadeiras e que constituam conhecimento.
Ante a possibilidade do
conhecimento existem diferentes atitudes que são as seguintes:
- Dogmatismo;
atitude filosófica defendida por Descartes segundo a qual podemos adquirir
conhecimentos seguros e universais, e ter absoluta certeza disso.
- Cepticismo;
atitude filosófica oposta ao dogmatismo a qual duvida de que seja possível um
conhecimento firme e seguro, esta postura foi defendida por Pirro.
- Criticismo;
atitude filosófica intermédia entre o dogmatismo e o cepticismo, que admite a
possibilidade de encontrar a verdade, mas esta verdade não é definitiva senão
que é uma verdade criticável, esta postura foi defendida por Immanuel Kant.
- Relativismo;
atitude filosófica defendida pelos sofistas que nega a existência de uma
verdade absoluta e defende a idéia de que cada indivíduo possui sua própria
verdade. Esta verdade depende do espaço e o tempo.
- Perspectivismo;
atitude filosófica que defende a existência de uma verdade absoluta mas pensa
que nenhum de nós podemos chegar a ela senão que chegamos a uma pequena parte.
Cada ser humano tem uma visão da verdade. Esta postura foi defendida por José
Ortega y Gaset.
Existencialismo
O existencialismo
O
existencialismo é um movimento filosófico unilateral, que coloca o
ênfase no individual, no próprio, a experiência do indivíduo e na singularidade
dele como a única realidade. Os existencialista acreditam na liberdade absoluta
e aceitam as consequências e ramificações de suas acções no seu todo. Os
existencialistas preferem a subjectividade e acham a existência em geral como
um mistério, e que eles são cada um uma entidade isolada, num universo
indiferente e por vezes ambíguo.
Origem
O
existencialismo foi inspirado nas obras de Arthur Schopenhauer, Søren
Kierkegaard e nos filósofos alemães Friedrich Nietzsche, Edmund Husserl, e
Martin Heidegger e foi particularmente popular por volta dos meados do século
XX com as obras do escritor e filósofo francês Jean-Paul Sartre e a escritora e
filósofa Simone de Beauvoir. Os principais princípios do movimento são expostos
no livro de Sartre "L'Existentialisme est un humanisme". O termo
existencialismo foi adotado apesar de existência filosófica ter sido usado
inicialmente por Karl Jaspers, da mesma tradição.
Relação com a Religião
Apesar de
muitos, senão a maioria, dos existencialistas terem sido ateístas, os autores
Søren Kierkegaard, Karl Jaspers e Gabriel Marcel propuseram uma versão mais
teológica do existencialismo. O ex-marxista Nikolai Berdyaev desenvolveu uma
filosofia do Cristianismo existencialista na sua Rússia natal e mais tarde em França,
na véspera da Segunda Guerra Mundial.
Principais conceitos
A Existência
precede a essência entre as proposições existencialistas mais famosas de Sartre
está o ditado: "a existência precede e domina a essência", que em
geral é interpretado pela não existência pré-definida da Humanidade excepto
naquilo que nós a fazemos dela. Uma vez que o existencialismo de Sartre não
reconhece a existência de Deus ou qualquer outro princípio determinante, os
seres humanos são livres de fazerem aquilo que quiserem.
Uma vez que
não existe uma natureza humana pré-definida ou avaliação última para além
daquilo que os humanos projetam para o mundo, as pessoas podem apenas ser
julgadas ou definidas pelas suas acções ou escolhas e as escolhas humanas são o
avaliador último. Este conceito é baseado no conceito de Nietzsche do eterno
retorno: a idéia de que "as coisas perdem valores porque deixam de
existir". Se todas as coisas continuassem sempre a existir então elas
seriam muito importantes, mas porque elas são apenas passageiras e deixarão de
existir, elas perdem o seu valor. O conceito de existência precedendo a
essência é importante porque ele descreve a única realidade concebível como o
juiz sobre o bem ou o mal. Se as coisas apenas "existem", sem
directiva, objectivo ou verdade universal, então a verdade (ou essência) é
apenas a projecção de aquilo que é produto da existência, ou experiência
colectiva. Uma vez que a verdade existe, a existência tem de existir antes
dela.
Temáticas
Trata-se de uma posição que foi
bastante fértil no terreno da criação literária, nomeadamente em França, e que
continua com bastante vitalidade no mundo filosófico e literário contemporâneo.
As principais
temáticas abordadas sugerem o contexto da sua aparição (final da Segunda Guerra
Mundial), reflectindo o absurdo do mundo e da barbárie injustificada, das
situações e das relações quotidianas ("L'enfer, c'est les autres",
Jean-Paul Sartre). Paralelamente, surgem temáticas como o silêncio e a solidão,
corolários óbvios de vidas largadas ao abandono, depois da "morte de
deus" (Friedrich Nietzsche). A existência humana, em toda a sua natureza,
é questionada: quem somos? o que fazemos? para onde vamos? quem nos move?
É esta
consciência aguda de abandono e de solidão (voluntária ou não), de impotência e
de injustificabilidade das acções, que se manifesta nas principais obras desta
corrente em que o filosófico e o literário se conjugam.
O Método
Científico é um conjunto de regras básicas para um cientista
desenvolver uma experiência controlada para o bem da ciência.
No método
científico, a hipótese é o caminho que deve levar à formulação de uma teoria. O
cientista, na sua hipótese, tem dois objetivos: explicar um fato e prever
outros acontecimentos dele decorrentes. A hipótese deverá ser testada em
experiências laboratoriais controladas e, se os resultados obtidos pelos
pesquisadores comprovarem perfeitamente a hipótese, então ela será aceita como
uma teoria.
O método científico
consiste das seguintes fases:
Observação de um fato
Formulação de um problema
Proposta de uma hipótese
Realização de uma experiência
controlada, para testar a validade da hipótese
Para maior segurança nas
conclusões, toda experiência deve ser controlada. Experiência Controlada é
aquela realizada com técnicas que permitem descartar as variáveis que podem
mascarar o resultado.
Nesse tipo de
experiência, utiliza-se o Duplo-cego, um método que utiliza:
Um grupo de teste (o grupo que
será efetivamente testado)
Um grupo de controle (um grupo
que não é testado, e serve apenas para comprovar que o teste é válido)
EXEMPLO
Um pesquisador
procura testar a eficiência de determinado medicamento na cura de certa doença.
Ele, então, usa dois grupos de doentes portadores daquela doença. A um dos
grupos ele ministra comprimidos contendo a substância ativa (grupo de teste).
Aos pacientes do outro grupo (grupo de controle), são dados comprimidos que não
possuem a substância ativa, embora idênticos no aspecto, tamanho e cor. Nenhum
doente saberá se está tomando o remédio verdadeiro ou apenas o placebo (falso
remédio). Da mesma forma, a pessoa encarregada de distribuir os comprimidos
também não o saberá. Apenas, cada doente receberá um vidro enumerado, para que
o pesquisador possa, ao final, identificar quem tomou a substância ativa e quem
tomou o placebo.
conceito
Um conceito é
uma entidade psíquica abstrata e universal que serve para designar uma
categoria ou classe de entidades, eventos ou relações.
Um conceito é
o elemento de uma proposição como uma palavra é o elemento de uma sentença. Conceitos
são abstratos porque omitem as diferenças entre as coisas em sua extensão,
tratando-as como se fossem idênticas. Conceitos são universais ao se aplicarem
igualmente a todas as coisas em sua extensão.
Conceitos são
portadores de significado. Um único conceito pode ser expresso em qualquer
número de linguagens. O conceito "cão" pode ser expresso como
"Hund" em alemão, "dog" em inglês, "perro" em espanhol. O fato de
que conceitos são, de uma certa forma, independentes das linguagens torna a
tradução possível; palavras em várias línguas "querem dizer" o mesmo
porque expressam um e o mesmo conceito.
Platão
Platão nasceu
em Atenas, em 428/27 a.C, um ano após a morte do estadista ateniense Péricles.
Era filho de Ariston e de Perictione. Seu nome verdadeiro era Aristoclés e
Platão, na verdade, era seu apelido. Consta que sua mãe descendia de Sólon.
Inicialmente, foi discípulo do filósofo Crátilo, que seguia o pensamento de Heráclito de Éfeso. Ainda em sua juventude,
Platão encontrou Sócrates e a influência desse filósofo foi determinante para o
conjunto do pensamento platônico. Após a morte do mestre, Platão começa a
viajar. Vai a Mégara e ao sul da Itália, onde encontra o filósofo pitagórico
Arquitas de Tarento. Vai também a Siracusa, na Sicília e ao norte da África. É
por esta época que começa a escrever seus primeiros diálogos. Em 387 a.C., funda em Atenas sua
própria escola filosófica: a Academia. Dedica-se ao ensino por longo período
até que, em 367 a.C.,
Platão parte para Siracusa com a esperança de lá implantar seus ideais
políticos. Dionísio I, o tirano local havia morrido e com a sucessão de
Dionísio II, havia chance para mudanças na política local. A viagem de Platão,
contudo, foi inútil. Nenhuma mudança fora possível. Decepcionado, o filósofo retorna
para Atenas. Em seus últimos anos, Platão continua a filosofar. Reconsidera e
reelabora posições anteriores e se ocupa com novos problemas também. Sua última
obra, as Leis, trata da preocupação fundamental de toda sua vida: a política.
Seu mais famoso discípulo foi o filósofo Aristóteles.
Pensamento platônico
Em linhas
gerais, Platão desenvolveu a noção de Mundo das Idéias (ou Hiperurâneo), que
são as formas ideais daquilo que vemos e sentimos. O que vemos e sentimos, ou
seja, aquilo que percebemos com nossas sensações, são meras sombras das Idéias
perfeitas dessas mesmas coisas.
Tal filosofia de
Platão também é conhecida por Teoria das Idéias ou Teoria das Formas.
Para Platão, o
mundo concreto percebido pelos sentidos é uma pálida reprodução do mundo das
Idéias. Cada objeto concreto que existe participa, junto com todos os outros
objetos de sua categoria, de uma Idéia perfeita. Uma determinada caneta, por
exemplo, terá determinados atributos (cor, formato, tamanho, etc). Outra caneta
terá outros atributos, sendo ela também uma caneta, tanto quanto a outra.
Aquilo que faz com que as duas sejam canetas é, para Platão, a Idéia de Caneta,
perfeita, que esgota todas as possibilidades de ser caneta.
A ontologia de
Platão diz, então, que algo é na medida em que participa da Idéia desse objeto.
No caso da caneta é irrelevante, mas o foco de Platão são coisas como o ser
humano, o bem ou a justiça, por exemplo.
O problema que
Platão propõe-se a resolver é a tensão entre Heráclito e Parmênides: para o
primeiro, o ser é a mudança, tudo está em constante movimento e é uma ilusão a
estaticidade, ou a permanência de qualquer coisa; para o segundo, o movimento é
que é uma ilusão, pois algo que é não pode deixar de ser e algo que não é não
pode ser, assim, não há mudança.
Ou seja (por
exemplo), o que faz com que determinada árvore seja ela mesma desde o estágio
de semente até morrer, e o que faz com que ela seja tão árvore quanto outra de
outra espécie, com características tão diferentes? Há aqui uma mudança, tanto
da árvore em relação a si mesma (com o passar do tempo ela cresce) quanto da
árvore em relação a outra. Para Heráclito, a árvore está sempre mudando e nunca
é a mesma, e para Parmênides, ela nunca muda, é sempre a mesma e é uma ilusão
sua mudança.
Platão resolve
esse problema com sua Teoria das Idéias. O que há de permanente em um objeto é
a Idéia, mais precisamente, a participação desse objeto na sua Idéia
correspondente. E a mudança ocorre porque esse objeto não é uma Idéia, mas uma
incompleta representação da Idéia desse objeto. No exemplo da árvore, o que faz
com que ela seja ela mesma e seja uma árvore (e não outra coisa), a despeito de
sua diferença daquilo que era quando mais jovem e de outras árvores de outras
espécies (e mesmo das da mesma espécie) é sua participação na Idéia de Árvore;
e sua mudança deve-se ao fato de ser uma pálida representação da Idéia de
Árvore.
Platão também
elaborou uma teoria gnosiológica, ou seja, uma teoria que explica como se pode
conhecer as coisas, ou ainda, uma teoria do conhecimento. Segundo ele, ao
vermos um objeto repetidas vezes, uma pessoa lembra-se, aos poucos, da Idéia
daquele objeto, que viu no mundo das Idéias. Para explicar como se dá isso,
Platão recorre a um mito (ou uma metáfora) que diz que, antes de nascer, a alma
de cada pessoa vivia em
uma Estrela, onde localizam-se as Idéias. Quando uma pessoa
nasce, sua alma é "jogada" para a Terra, e o impacto que ocorre faz
com que esqueça o que viu na Estrela. Mas ao ver um objeto aparecer de
diferentes formas (como as diferentes árvores que se pode ver), a alma
recorda-se da Idéia daquele objeto que foi vista na Estrela. Tal recordação, em
Platão, chama-se anamnesis.
A reminiscência
Uma das
condições para a indagação ou investigação acerca das Idéias é que não estamos
em estado de completa ignorância sobre elas. Do contrário, não teríamos nem
desejo nem poder de procurá-las. Em vista disso, é uma condição necessária
(para tal investigação) que tenhamos em nossa alma alguma espécie de
conhecimento ou lembrança de nosso contato com as Idéias (contato esse ocorrido
antes do nosso próprio nascimento) e nos recordamos das Idéias por vê-las
reproduzidas palidamente nas coisas. Deste modo, toda a ciência platônica é uma
reminiscência. A investigação das Idéias supõe que as almas preexistiram em uma
região divina onde contemplavam as Idéias.
Obra
Platão
escreveu na forma de diálogos. A coleção desses escritos - geralmente tida como
autêntica - é a seguinte:
Alcibíades (Primeiro): trata da
doutrina socrática do auto-conhecimento;
Alcibíades (Segundo): trata do
conhecimento;
Apologia: relata o discurso de
defesa de Sócrates no tribunal de Atenas;
Banquete: trata da origem, as
diferentes manifestações e o significado do amor sensual;
Cármides: diálogo ético;
Clítofon: trata da virtude;
Crátilo: trata da natureza dos
nomes;
Crítias: Platão narra aqui mito
de Atlântida através de Crítias (seu avô). É um diálogo inacabado;
Críton: trata da justiça;
Eutidemo: crítica aos sofistas;
Eutífron: trata dos conceitos de
piedade e impiedade;
Fédon: relata o julgamento e
morte de Sócrates e trata da imortalidade da alma;
Fedro: trata da retórica e do
amor sensual;
Filebo: versa sobre o bom e o
belo e como o homem viver melhor;
Górgias: trata do verdadeiro
filósofo em oposição aos sofistas;
Hípias (maior): discussão
estética;
Hípias (menor): trata do agir
humano;
Íon: trata de poesia;
Laques: trata da coragem;
Leis: aborda vários temas da
esfera política e jurídica. É o último (inacabado), mais longo e complexo
diálogo de Platão;
Lísis: trata da amizade/amor;
Menêxeno: elogio da morte no
campo de batalha;
Mênon: trata do ensino da
virtude;
Parmênides: trata da ontologia. É
neste diálogo que Platão introduz a teoria das formas;
Político: trata do perfil do
homem político;
Protágoras: trata do conceito e
natureza da virtude;
A República : aborda vários
temas, mas todos subordinados à questão central da justiça;
Sofista: diálogo de caráter
ontológico;
Teeteto: trata exclusivamente da
Teoria do Conhecimento;
Timeu: trata da origem do
universo.
Linha do Tempo
432 a.C. - Início da guerra
do Peloponeso.
428/27 a.C. - Nascimento de
Platão.
399 a.C. - Condenação de
Sócrates pela Assembléia popular de Atenas.
387 a.C. - Platão funda a
Academia.
348/47 a.C. - Morte de Platão em
Atenas.
338 a.C. - Felipe da
Macedônia vence a batalha de Queronéia e conquista a Grécia.
Artigos relacionados
Atlântida
Páginas externas
Alegoria da Caverna
Biografia de Platão
Pré-socráticos
Os filósofos pré-socráticos são,
como sugere o nome, os filósofos anteriores a Sócrates.
Essa divisão acontece devido ao
objeto da filosofia destes filósofos e da novidade introduzida por Sócrates.
Temporalmente, os Sofistas são anteriores a Sócrates, pois já havia sofistas
antes de Sócrates, contemporâneos a ele e posteriores. Mas o pensamento deles
situa-se em uma categoria própria em certas vezes, e relacionados a Sócrates
noutras vezes. Isso porque o pensamento de ambos (sofistas e Sócrates) chega a
tocar-se muitas vezes; suas diferenças consistem em questões de conduta (os sofistas
cobravam por seu ensinamento, por exemplo) e algumas posições (os sofistas
eram, no mais das vezes, relativistas, por exemplo). Mas ambos representam uma
certa ruptura com os pré-socráticos, que são também chamados de filósofos da
physis.
Tais filósofos, considerados
pioneiros da filosofia ocidental, buscavam um princípio, a arché, que deveria
ser um princípio presente em todos os momentos da existência de tudo. Essa
arché deveria estar no início, no desenvolvimento e no fim de tudo.
São chamados "da physis"
porque suas investigações giravam sempre em torno do mundo material, físico;
embora não poucas vezes o arché fosse algo não-físico, como os números, para os
pitagóricos, ou o a-peiron (uma "coisa" incriada e sem um começo),
para Anaximandro.
Parmênides e Heráclito
Foi neste grupo de filósofos que
iniciou um dos maiores debates da filosofia ocidental (e essa discussão
prossegue ainda em aberto, ainda que não nos mesmos termos e à luz de todo o
pensamento ocidental desde aquela época até hoje), entre Parmênides de Eléia e
Heráclito de Éfeso.
Resumidamente: para Parmênides e
seus seguidores (escola eleática, o movimento não existe. Sua afirmação "o
que é, é, e não pode não ser, e o que não é, não é, e não pode ser" traduz
seu pensamento de que qualquer movimento (e/ou mudança) não existe, pelo
simples fato de que, se há movimento, há mudança, e se há mudança, algo que não
era passou a ser (ou ao contrário: algo que era passou a não ser), o que
contradiz a "regra" de sua afirmação (se o que é é e não pode não
ser, é impossível que haja movimento, pois o movimento implica em mudança, o
que, pela regra de Parmênides, não somente está errado como é impossível). Já
Heráclito pensava justamente o contrário: "Panta rhei" ("tudo
flui") é a sua afirmação. Heráclito identifica o ser, a arché, no
movimento. Para ele, a única coisa que pode ser classificada de imutável é o
próprio movimento, e todas as outras coisas que existem estão em permanente
movimento, em permanente mudança, e é impossível que não seja assim. Heráclito
exemplifica, dizendo que "não entramos duas vezes no mesmo rio", o
que é verdade, pois as águas de um rio estão sempre mudando, as próprias
células de seres orgânicos estão sempre renovando-se, e mesmo nos seres
inorgânicos há mudanças (oxidação, erosão, etc).
Sócrates não interessou-se por
este debate, por estar mais preocupado com o ser humano do que com o que é
externo ao mesmo ser humano (a physis). Mas Platão e Aristóteles, sem
descuidarem também deste enfoque dado por Sócrates ao ser humano, procuraram
resolver esse problema levantados por dois dos filósofos da physis.
O continuador de Parmênides foi
Zenão, autor dos famosos argumentos contra o movimento. Um desses argumentos é
o seguinte: imagine uma tartaruga posta para correr ao lado de Aquiles, o herói
grego, considerado invencível na corrida. Como a tartaruga é menor e mais
frágil, Aquiles lhe dá 10
metros de vantagem. Num primeiro instante, Aquiles
percorre esses 10 metros
- mas a tartaruga também percorre alguns centímetros. Novamente Aquiles está
atrás, e precisa cobrir a distânica. Porém ao fazê-lo dará tempo para que a
tartaruga avance mais. E sempre haverá um espaço entre a tartaruga e Aquiles,
acabando num abusrdo que comprovaria a inexistência daquilo que chamamos
movimento. Por trás destes argumentos lúdicos, Zenão professava a mesma crença
do seu mestre: a mudança é uma ilusã
Homem
O Homem é o nome geral dado ao
ser humano, animal bípede da família dos primatas, pertencente à espécie Homo
sapiens sapiens. São chamados de homem (sentido estrito) os integrantes do sexo
masculino e mulher os do sexo feminino.
Os filósofos gregos buscaram
durante séculos a definição exata de o que é um homem, sendo a mais conhecida a
que o descreve como "um bípede implume" (duas pernas e sem penas).
Origem Mítica
Ao longo da História,
desenvolveram-se diferentes concepções míticas, religiosas, filosóficas e
científicas em relação ao Homem, cada uma com sua própria explicação sobre
nossa origem, trascenência e sentido da vida:
Os acádios afirmavam que o
primeiro homem, Adapa, era filho do deus Ea, mas perdeu a imortalidade.
Um mito mesopotâmico afirma que o
homem cresceu da terra como uma planta.
Para Hesíodo, Zeus modelou em argila Pandora, a
primeira mulher, de cujo enlace com o deus Epimeteu nasceram o resto dos
homens. Mais tarde, Pandora foi a responsável por todos os males da Humanidade,
ao abrir a Caixa de Pandora. Reteve apenas na caixa, a Esperança.
O mito nórdico da criação atribui
a Odin e seus irmãos o ato de infundir vida a dois troncos de árvore de uma
praia, convertendo-os em Ask, o primeiro homem, e Embla, a primeira mulher.
Segindo o mito judaico-cristão, o
homem foi criado por Deus à Sua imagem e semelhança a partir do barro, e foi
expulso do Paraíso como conseqüência do pecado original depois de adquirir
consciência do bem e do mal.
Ateísmo Origem.
Ateísmo refere-se ao ato de não
partilhar crença alguma em
divindades. Isso faz dos ateus pessoas que não acreditam em
Deus, deuses ou entidades divinas. Ateus podem então pertencer a várias
modalidades, que vão desde a dúvida na existência de deuses até a crença na
não-existência de divindades, passando pelo que se denomina de Ateísmo Fraco e
Ateísmo Forte. Pessoas que não se decidiram se acreditam ou não em algum deus
ou deusa não são ateus, são agnósticos. Algumas pessoas restringem o uso do
termo ateísmo, reservando-o a determinados grupos de ateus, como os dois grupos
exemplificados acima. Além disso, muitas culturas já chamaram ou ainda chamam
qualquer um que não acredita em sua religião particular de ateu; por exemplo,
ateísmo foi uma freqüente acusação dos romanos pagãos contra os primeiros
cristãos, e vice-versa.
Etimologia
O termo ateísmo é formado pelo
prefixo grego a-, significando "sem" ou "não" e o
greco-derivado teísmo, significando a crença em um deus ou deuses. O
significado literal do termo, então, é: "sem crença em deus ou
deuses", o que torna qualquer pessoa que não acredita na existência de
deuses um ateu.
O que o ateísmo não é...
O ateísmo é considerado como uma
posição ideológica em relação à crença em deuses. O ateísmo não é algum tipo de religião já
que, na maioria das definições, para uma posição ser considerada de caráter
religioso esta deve ter como elemento central um ou mais deuses, ou entidades
relacionadas aos deuses. Certas correntes filosóficas podem até ser
consideradas como atéias, mas o conceito de ateísmo não se prende a uma
filosofia ou religião específica. Devemos lembrar que algumas correntes do
Budismo podem ser denominadas atéias por não ter nenhuma definição de deus,
(mas isso pode ser controverso e não devemos confundir o Budismo com o ateísmo
ou o contrário).
Existem tantos ateus diferentes
entre si quanto há pessoas diferentes na população como um todo. Pelo simples
fato de uma pessoa ser ateísta, não se pode inferir que esta pessoa esteja
alinhada a qualquer crença positiva particular e não implica em aceitação de
nenhum sistema filosófico específico. O ateísmo também não é uma visão do mundo
ou uma maneira de viver, temos ateus com os mais diversos gostos musicais,
preferências políticas, times de futebol, escolhas morais, etc. Além disso, o
indivíduo ateu não é necessariamente ligado ao comunismo ou qualquer outro
sistema particular de organização social, os ateus representam muitas vertentes
do espectro político, e freqüentemente discordam entre si sobre esses temas.
Obviamente, o fato dos ateus discordarem das idéias de pessoas religiosas não
quer dizer que eles defendam a perseguição dos religiosos.
Também ocorre de atribuirem-se aos
ateus certas características que estariam em plena contradição com a própria
definição do termo. Por instância, os ateus não defendem a adoração ao satã
(pois, se não existem deuses, também não deve haver demônios para fazer
oposição a esses deuses). Eles também não defendem crenças da "nova
era", ou coisas do gênero.
Tipos de ateus
O ateu é geralmente alguém que
não aceita dogmas, indivíduos seriam ateus porque aspiram à objetividade. Uma
parte dos ateus é também alguém cético. Não lhes interessa acreditar em algo
por meio da fé, sendo a fé exatamente o sustentáculo das crenças de alguns
teístas, entretanto, teístas também podem ser céticos e suas idéias nem sempre
dependem de fé. Muitos ateus acham que a idéia de Deus, da maneira como é
apresentada pela maioria das religiões, é essencialmente auto-contraditória, e
é logicamente impossível que tal deus exista. Alguns ateus, também podem ser
levados a achar a idéia de Deus algo improvável, por não estar de acordo com
suas crenças materialistas.
Alguns dos que poderiam ser
chamados ateus não se identificam com o termo, preferindo ser chamados de
agnósticos, ou seja, deixam aberta a possibilidade, mas não afirmam que um deus
exista, nem baseiam sua vida ou suas escolhas na existência desses seres
sobrenaturais. Nesse caso, o agnosticismo seria o que se costuma chamar
"ateísmo fraco". Por outro lado o agnóstico também pode ser, por
exemplo, aquele que acredita na existência de um deus ou deuses, mas pensa nele
como uma entidade superior do universo, ou a própria natureza em si, sem
aceitar o caráter religioso convencional e formal de crenças existentes, nesse
segundo caso a atribuição do termo ateu não cabe. Para muitos, o verdadeiro
ateu não aceitaria nenhuma das posições acima, sendo que julga a inexistência
de deuses pela impossibilidade física ou lógica dos mesmos. Não abre chance a
possibilidades, pois já estaria provada pela natureza em si sua posição. Essa
corrente é a também chamada de "ateísmo forte". Em última instância,
há vários tipos de ateus e muitas justificativas filosóficas possíveis para o
Ateísmo. Desse modo, se quisermos descobrir porque uma pessoa em particular
escolheu ser um ateu, o melhor é perguntar-lhe diretamente.
O
ateísmo no mundo e na história
A Encyclopædia
Britannica estima que cerca de 2,5% da população mundial se classifica como
atéia. Parte considerável das pessoas, cerca de 12,8%, tende a se descrever
como "não-religiosa". O ateísmo é um pouco mais preponderante na
Europa e na Rússia do que nos Estados Unidos e é raramente encontrada no
terceiro mundo. Por exemplo, de acordo com uma pesquisa de 2003, 33% dos
franceses adultos dizem que "ateu" define sua posição sobre religião
muito bem.
É possível que
o ateísmo seja mais preponderante do que as pesquisas sugerem, uma vez que
ateus que expressam abertamente suas visões frequentemente passam a carregar um
estigma social, correndo o risco de serem discriminados, ou, em alguns países,
mortos. Os adeptos de visões teístas frequentemente consideram aqueles sem uma
crença em deuses como sendo amorais ou não confiáveis -- inadequados como
membros da sociedade. O ateísmo já foi considerado crime em muitas sociedades
antigas, e ainda o é em algumas de hoje. As escrituras de algumas das muitas
religiões contêm condenações a descrentes; veja, por exemplo, a estória de
Amalek. Na Europa Medieval, o ateísmo era tido como amoral e muitas vezes
criminoso; ateus podiam ser sentenciados à morte na fogueira, especialmente em
países onde a Inquisição era ativa. Enquanto o Protestantismo sofreu
discriminação e perseguição pela então dominante Igreja Católica Romana,
Calvino também foi a favor da queima de ateus e hereges. O fato é que algumas
igrejas, seitas ou grupos, peseguiram e ainda hoje perseguem, aqueles que nao
compartilham de suas interpretações religiosas, perseguindo ateus e teístas,
mesmo aqueles que fazem parte da mesma religião. mas em grupos, seitas ou
igrejas com interpretações distintas das deles.
Por outro
lado, o ateísmo às vezes é a posição oficial de países Comunistas, como a
ex-União Soviética, o ex-bloco Oriental e a República Popular da China. Karl
Marx, ateu e filho de rabino judeu, afirmava que religião é "o ópio do
povo", significando que existe para esconder das pessoas o verdadeiro
estado das coisas numa sociedade, e tornando-os assim mais receptivos ao
controle social e exploração. Doutrinas Marxistas à parte, o fato é que tais
estados encontraram um meio de desencorajar todas as religiões no intuito de
enfraquecer quaisquer possíveis centros de oposição ao seu completo controle
sobre esses estados. Na União Soviética e na República Popular da China, eram
toleradas algumas igrejas que se submetiam ao estrito controle do estado. É
notável que a resistência ao comunismo frequentemente encontrasse focos em
assuntos religiosos, e ao papa João Paulo II é muitas vezes dado o crédito de
ter ajudado a terminar com o comunismo no Leste Europeu.
Desde a Segunda Guerra Mundial,
toda formatura militar nos Estados Unidos é acompanhada pelo freqüente uso dos
dizeres "Não existem ateus em trincheiras". Durante a Guerra Fria, o
fato dos inimigos dos EUA serem oficialmente ateus ("Comunistas sem
deus") somou-se à visão de que ateus não são confiáveis nem patriotas.
Recentemente na campanha presidencial de 1987 nos (oficialmente seculares) EUA,
George H. W. Bush disse "não sei se ateus deveriam ser considerados como
cidadãos nem como patriotas. Essa é uma nação sob Deus." Declarações
similares foram feitas durante a discussão que cercava a inclusão da frase "sob
Deus" no Juramento de Lealdade Americano, palavras que foram adicionadas
ao juramento no início do período da Guerra Fria.
Apesar das atitudes do período de
Guerra Fria, os ateus são legalmente protegidos da discriminação nos EUA e são
os mais fortes advogados da separação legal entre igreja e estado. Os tribunais
americanos regularmente - se não controversalmente - interpretam o requisito
constitucional em relação à separação entre igreja e estado como sendo protetor
da liberdade dos descrentes, e também proibindo o estabelecimento de qualquer
estado religioso. Os ateus muitas vezes resumem a situação legal com a frase:
"Liberdade religiosa também significa liberdade da não religião."
O ateísmo requer fé?
Qualquer afirmação ou idéia pode
ser considerada como baseada na fé, se ela não for bem fundamentada. Um ateu
hipotético poderia perfeitamente afirmar que acredita que deuses não existam
mesmo sem ter argumentos racionais que fundamentem sua afirmação. Nesse
sentido, ateísmo e fé não são auto-excludentes. Alguns vão mais longe e
argumentam que a prática do ateísmo requer fé, já que os ateus seriam pessoas
que têm fé na não-existência de Deus. Tal afirmação não poderia ser aplicada ao
grupo dos ateus fracos, pois estes não afirmam que as crenças teístas sejam necessariamente
falsas. O argumento, na verdade, estaria endereçado aos ateus fortes que negam
ativamente qualquer possibilidade da existência de divindades.
Para muitos agnósticos e ateus
fracos, tanto o teísta quanto o ateu forte estariam baseando suas afirmações na
fé, e não no conhecimento. Segue abaixo um pequeno resumo de argumentos acerca
da idéia, (aqui o termo ateu será usado como sinônimo de ateu forte).
O ateísmo forte não requer fé
O ateísmo forte requer fé
O ateísmo não é uma crença
apoiada em dogmas: ele acabaria se surgisse uma prova irrefutável da existência
de entidades divinas.
Nada impede que muitos teístas
afirmem que abandonariam suas crenças caso fique provado que seu deus não
existe. Isso não faz com que eles deixem de estar apoiados na fé.
É a crença na
existência de algo sem que existam provas a esse respeito que é inaceitável e
não o contrário, ou seja, caso não se possa provar que algo existe, deve-se
partir do pressuposto de que esse algo não existe. A descrença dos ateus não é
equivalente a uma crença, uma vez que o ateísmo só existe como conseqüência da
falta de provas e indícios favoráveis à existência de deuses.
É considerado uma falácia afirmar
que, porque uma coisa não foi provada como verdadeira deve ser necessariamente
falsa. Para a ciência, todo aquele que afirma algo sobre a realidade passa a
ter o ônus da prova. Tanto pessoas que afirmem que um deus existe quanto
aquelas que afirmam não haver deuses precisam apresentar provas daquilo que
estão dizendo.
A inexistência de Deus não
precisa ser provada porque, da maneira como é apresentada pela maioria das
religiões, é essencialmente auto-contraditória. Seria logicamente impossível
que tal deus exista.
A lógica é
freqüentemente usada tanto para tentar negar, quanto para tentar provar a
existência de um criador. Até mesmo o pressuposto de que a lógica seria capaz
de concluir pela existência ou não de um deus é algo questionável.
Essa discussão tem muitas facetas
e envolvem desde discussões epistemológicas até a própria definição de termos
como fé e crença. Não parece provável que surja uma resposta consensual no
futuro próximo.
Não devemos, entretanto,
confundir ateísmo com ceticismo. Um cético, mesmo duvidando e questionando a
existencia de um Deus ou Deuses, pode racionalmente ser levado a achar mais
provável a existencia de Deus, que a sua não existencia. Se denominando como
teísta, inclusive algumas religiões tem como base um ceticismo filosófico.
Da mesma forma um ateu forte,
pode ser levado a essa posição, não pela duvida ou questionamento, mas pela
crença no materialismo. Seria um ateu forte, mas nao necessariamente um cético.
Lógica
Nota: Este artigo encontra-se em
processo de tradução. A sua ajuda é bem-vinda.
Provavelmente existem blocos de
texto por traduzir no conteúdo do artigo. Verifique se lhe são úteis.
Lógica
A Lógica é um ramo tanto da
Filosofia quanto da Matemática. O sistema lógico (ou simplesmente a lógica) é
um conjunto de regras para raciocínio sobre um determinado assunto. Muitos
sistemas diferentes de lógica foram construídos ao longo do tempo. Esses
sistemas artificiais de raciocínio têm encontrado atualmente muitas aplicações
práticas na computação, como por exemplo nas aplicações de Inteligência
artificial.
De forma superficial, lógica é o
estudo de sistemas prescritivos de raciocínio, ou seja, sistemas que definem
como se "deveria" realmente pensar para não errar, usando a razão,
dedutivamente e indutivamente. A forma como as pessoas realmente raciocinam é
estudado noutras áreas, como na psicologia cognitiva.
Como ciência, a lógica define a estrutura de declaração e argumento e
elabora fórmulas através das quais estes podem ser codificados. Implícita
no estudo da lógica está a compreensão do que gera um bom argumento e de quais
os argumentos que são falaciosos.
A lógica filosófica lida com
descrições formais da linguagem natural. A maior parte dos filósofos assumem
que a maior parte do raciocínio "normal" pode ser capturado pela
lógica, desde que se seja capaz de encontrar o método certo para traduzir a linguagem
corrente para essa lógica.
Abaixo estão discussões mais
específicas sobre alguns sistemas lógicos. Veja também: lista de tópicos em
lógica.
Lógica Aristotélica
A Lógica aristotélica foi
iniciada por Aristóteles. Embora seja possível que Aristóteles tenha aprendido
de alguém anteriormente, o primeiro estudo do raciocínio foi atribuído a ele.
Aristóteles e seus discípulos concluíram que dois dos mais importantes
princípios da lógica são a lei da não-contradição e a lei do terceiro excluído.
Esta lógica é atualmente conhecida por vários nomes, que a distinguem de
sistemas lógicos mais recentes, por exemplo, Lógica Aristotélica ou Lógica
bivalente clássica.
A lei da não-contradição diz que
nenhuma afirmação pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo e a lei do
terceiro excluído diz que uma afirmação deve ser ou verdadeira ou falsa.
Combinadas, estas duas leis requerem dois valores de verdade que são mutuamente
exclusivos. Uma afirmação pode ser falsa ou verdadeira, mas, de modo algum,
pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
Lógica formal
A Lógica Formal, também chamada
de Lógica Simbólica, se preocupa basicamente com a estrutura do raciocínio. A
Lógica Formal lida com a relação entre conceitos e fornece um meio de compor
provas de declarações. Na Lógica Formal os conceitos são rigorosamente
definidos, e as sentenças são transformadas em notações simbólicas precisas,
compactas e não ambíguas.
Alguns exemplos de notações
simbólicas são:
As letras minúsculas p, q e r em
fonte itálica, são convencionalmente usadas para denotar proposições:
p: 1 + 2 = 3
Esta declaração define que p é 1
+ 2 = 3 e que isso é verdadeiro.
Duas proposições podem ser
combinadas, formando conjunções, disjunções ou condicionais. Elas são chamadas
operadores lógicos binários . Estas proposições combinadas são chamadas
proposições compostas. Por exemplo:
p: 1 + 1 = 2 e "Lógica é o
estudo do raciocínio."
Neste caso, e é uma conjunção. As
duas proposições podem diferir totalmente uma da outra.
Na matemática e na ciência da
computação, pode ser necessário enunciar uma proposição dependendo de
variáveis:
p: n é um inteiro ímpar.
Essa proposição pode ser ou
verdadeira ou falsa, a depender do valor assumido pela variável n.
Uma proposição com variáveis
livres é chamada função proposicional com domínio de discurso D. Para formar
uma proposição real, devem ser usados quantificadores. "Para todo n",
ou "para algum n" podem ser especificados por quantificadores: o
quantificador universal, ou o quantificador existencia, respectivamente. Por
exemplo:
para todo n em D, P(n).
Isto pode ser escrito como:
When there are several free variables free, the
standard situation in mathematical analysis since Weierstrass, the
quantifications for all ... there exists or there exists ... such that for all
(and more complex analogues) can be expressed.
Lógica matemática
Lógica Matemática é o uso de
lógica formal para estudar o raciocínio matemático. No início do século XX,
lógicos filosóficos incluindo (Frege, Russell) tentaram provar que matemática
poderia ser inteiramente reduzida à lógica. Eles diziam que descobrir a forma
lógica de uma sentença era, na verdade, revelar a forma "certa" de
dizê-la, ou revelar alguma essência previamente escondida. A redução falhou,
mas, hoje em dia, a lógica é aceita como uma forma precisa de descrever o
raciocínio matemático.
Lógica filosófica
Lógica filosófica é
essencialmente uma continuação da disciplina tradicional que foi chamada
"Lógica", depois ela foi substituída pela invenção da Lógica Matemática.
Relaciona-se com a elucidação de idéias como referência, previsão, identidade,
verdade, quantificação, existência, e outras. A Lógica filosófica está muito
mais preocupada com a conexão entre a Linguagem Natural e a Lógica.
Lógica de predicados
Gottlob Frege, em sua Conceitografia
(Begriffsschrift), descobriu uma maneira de reordenar várias sentenças para
tornar sua forma lógica clara, com a intenção de mostrar como as sentenças se
relacionam em certos aspectos. Antes de Frege, a lógica formal não obteve
sucesso além do nível da lógica de sentenças: ela podia representar a estrutura
de sentenças compostas de outras sentenças, usando palavras como "e",
"ou" e "não", mas não podia quebrar sentenças em partes
menores. Não era possível mostrar como "Vacas são animais" leva a
concluir que "Partes de vacas são partes de animais".
A lógica sentencial explica como funcionam palavras como
"e", "mas", "ou", "não",
"se-então", "se e somente se", e "nem-ou". Frege
expandiu a lógica para incluir palavras como "todos",
"alguns", e "nenhum". Ele mostrou como podemos introduzir
variáveis e quantificadores para reorganizar sentenças.
"Todos os humanos são
mortais" se torna "Todos os X são tais que, se x é um humano então x
é mortal." que pode ser escrito simbolicamente como:
"Alguns humanos são
vegetarianso" se torna "Existe algum (ao menos um) x tal que x é
humano e x é vegetariano" que pode ser escrito simbolicamente como:
.
Frege trata sentenças simples sem
substantivos como predicados e aplica a eles to "dummy objects" (x).
A estrutura lógica na discurssão sobre objetos pode ser operada de acordo com
as regras da lógica sentencial, com alguns detalhes adicionais para adicionar e
remover quantificadores. Frege's
work started contemporary formal logic.no,
Frege adds to sentential logic (1) the
vocabulary of quantifiers (upside-down A, backward E) and variables, (2) a
semantics that explains that the variables denote individual objects and the
quantifiers have something like the force of "all" "some"
in relation to those objects, and (3) methods for using these in language. To
introduce an "All" quantifier, you assume an arbitrary variable,
prove something that must hold true of it, and then prove that it didn't matter
which variable you chose, that would have held true. An "All"
quantifier can be removed by applying the sentence to any particular object at
all. A "Some" (exists) quantifier can be added to a sentence true of
any object at all; it can be removed in favor of a term about which you are not
already presupposing any information.
Lógica de vários valores
Sistemas que vão além dessas duas
distinções (verdadeiro e falso) são conhecidos como lógicas não-aristotélicas,
ou lógica de vários valores.
No início do século 20, Jan
Łukasiewicz investigou a extensão dos tradicionais valores verdadeiro/falso
para incluir um terceiro valor, "possível".
Lógicas como a lógica difusa
foram então desenvolvidas com um número infinito de "graus de
verdade", representados, por exemplo, por um número real entre 0 e 1.
Probabilidade bayesiana pode ser interpretada como um sistema de lógica onde
probabilidade é o valor verdade subjetivo.
Lógica e computadores
Lógica é extensivamente usada em
áreas como Inteligência Artificial, e Ciência da computação.
Nas décadas de 50 e 60,
pesquisadores previram que quando o conhecimento humano pudesse ser expresso
usando lógica com notação matemática, supunham que seria possível cria uma
máquina com a capacidade de pensar, ou seja, inteligência artificial. Isto se
mostrou mais difícil que o esperado em função da complexidade do raciocínio
humano. programação lógica é uma tentativa de fazer computadores usarem
raciocínio lógico e a linguagem de programação Prolog é comumente utilizada
para isto.
Na lógica simbólica e lógica
matemática, demonstrações feitas por humanos podem ser auxiliadas por
computador. Usando demonstração automática de teoremas os computadores podem
achar e checar demonstrações, assim como trabalhar com demonstrações muito
extensas.
Na ciência da computação, a
álgebra booleana é a base do projeto de hardware.
See also analytic proposition; college logic;
argument form; validity; soundness; cogency; deduction and induction; modus
ponens; affirming the consequent; modus tollens; disjunctive syllogism, faith,
Scientific method; fuzzy logic; history of logic; set theory
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