quarta-feira, 18 de julho de 2012

Filosofia de Alberto Cambolo Ngonga Baião


Conhecendo a Filosofia


Filosofia é uma palavra derivada do grego - φιλοσοφία - que significa "amor pela sabedoria" (filos / sophos). Pode-se então traduzir o termo "filósofo" como "amigo da sabedoria" (ver amizade no conceito aristotélico). O filósofo é, portanto, concebido como aquele que busca o conhecimento puro e não se deixa corromper por sistemas pré-estabelecidos.

A principal característica que Aristóteles vê num filósofo é que ele não é um especialista. O sophós, o sábio, é um conhecedor de todas as coisas sem possuir uma ciência específica. O seu olhar derrama-se pelo mundo, sua curiosidade insaciável o faz investigar tanto os mistérios do cosmo e da physis, a natureza, como as que dizem respeito ao homem e à sociedade. No fundo, o filósofo é um desvelador, alguém que afasta o véu daquilo que está a encobrir os nossos olhos e procura mostrar os objetos na sua forma e posição original, agindo como alguém que encontra uma estátua jogada no fundo do mar coberta de musgo e algas, e gradativamente, afastando-as uma a uma, vem a revelar-nos a sua real forma.

Para Platão, a primeira atitude do filósofo é admirar-se. A partir da admiração faz-se a reflexão crítica, o que marca a filosofia como busca da verdade. Filosofar é dar sentido à experiência.


Origens históricas
A palavra filosofia ganha, em dimensões específicas de tempo e espaço, concepções novas e diferentes tornando difícil sua exata localização.

Historicamente, a Filosofia inicia com Tales de Mileto, embora este princípio histórico seja mais um ponto de referência do que uma discussão já acabada. Aristóteles escreveu que a Filosofia foi possível através do ócio, pois, tendo resolvidos seus problemas com moradia, alimentação, vestuário, e sendo dispensados da necessidade do trabalho braçal pesado, os gregos puderam dedicar-se à investigação filosófica. Tales foi o primeiro dos filósofos Pré-socráticos, ou filósofos da Physis, que buscavam a arché, que era um princípio que, além de ser o princípio de todas as coisas, deveria também compor (ou fazer parte de) todas as coisas, e mesmo ser o fim último de todas as coisas.

Platão é quem inicia esta nova linguagem, a filosofia como a conhecemos, a busca da essência, a ontologia, dos conceitos universais em detrimento do conhecimento vulgar e sensorial. Anteriormente a ele, a filosofia era discursada por sábios, era o amor pela sabedoria daqueles que haviam experimentado a própria ignorância, conceito, ao que parece, atribuído por Pitágoras.

Por muito tempo a Filosofia concebia tudo o que era conhecimento, basta ver a vasta obra de Aristóteles, que abrange desde a física até a ética. Ainda hoje é difícil definir o objeto exato da filosofia.



                          Seus objetos próprios são:

Metafísica: Concerne os estudos daquilo que não é físico (physis), do conhecimento do ser (ontologia), do que transcende o sensorial e também da teologia.
Epistemologia: Estudo do conhecimento, teoriza sobre a própria ciência e de como seria possível a apreensão deste conhecimento.

Ética: Para Aristóteles, é parte do conhecimento prático já que nos mostraria como devemos viver e agir.

Correntes e Tópicos
Teogonia
Filosofia no Egito Antigo
Filosofia védica
Ciência Caldéia
Os Pré-Socráticos
Sofistas

Teosofia
Helenismo
Ceticismo
Cinismo
Estoicismo
Epicurismo
Neo-platonismo

Cosmologia Hebraica
Teologia Gnóstica
Filosofia árabe medieval
Escolástica
Revolução Científica
Humanismo
Idade da Razão
Iluministas
Iluminismo

Fenomenologia
Existencialismo
Antropologia filosófica
Racionalismo
Racionalismo Cartesiano
Racionalismo Cristão
Materialismo

Os filósofos dividem-se em duas grandes correntes - materialistas e idealistas. O termo materialista significa aqueles que acreditam que o universo (tudo o que existe) é formado de matéria, inclusive as ideias são resultado do movimento da matéria (ou de energia, que é matéria, como mostrou Einstein). Os idealistas são aqueles que acreditam que existe uma origem, ou ponto de origem, ou ser superior que tudo criou.


Filósofos

Filosofos Antigüidade

v Pré-socráticos
v Anaximandro de Mileto
v Anaxímenes de Mileto
v Anaxágoras de Clazômenas
v Arquitas de Tarento
v Demócrito de Abdera
v Diógenes de Apolônia
v Filolau de Crotona
v Empédocles
v Heráclito de Éfeso
v Leucipo de Mileto
v Melisso de Samos
v Parmênides de Eléia
v Pitágoras
v Protágoras de Abdera
v Tales de Mileto
v Xenófanes de Cólofon
v Zenão de Eléia

Filosofos do Classicismo grego
v Aristóteles
v Platão
v Sócrates

Filosofos Helênicos
v Aristarco
v Arquimedes
v Epicuro
v Eratóstenes
v Euclides
v Ptolomeu

Filosofos Romanos
v Agostinho
v Górgias de Leontini
v Cícero



Filosofos Medievais
v Alberto Magno
v Duns Scot
v Erasmo
v Robert Grosseteste
v Roger Bacon
v Sêneca
v Santo Anselmo
v Tomas de Aquino
v William de Ockham

Filosfos Renascentistas - Iluministas
v Giordano Bruno
v Michel Eyguem de Montaigne
v Montesquieu
v John Locke
v François Rabelais
v Espinoza
v René Descartes
v David Hume
v Rousseau
v Voltaire
v Giambattista Vico
v Thomas Hobbes
v Francis Bacon

Filosofos Modernos
v Immanuel Kant
v Leibniz
v Espinoza
v Giambattista Vico
v Hegel
v Fichte
v Schelling
v Kierkegaard
v Friedrich Nietzsche
v Augusto Comte
v Ludwig Feuerbach
v Karl Marx





Filosofos Contemporâneos
v Bertrand Russell
v Cornelius Castoriadis
v Edmund Husserl
v Ernest Gellner
v Félix Guattari
v Gilles Deleuze
v Giorgio Agamben
v Henri Bergson
v Hilary Putnam
v Jean Baudrillard
v Jean-Paul Sartre
v Jürgen Habermas
v José Marinho
v José Ortega y Gasset
v Karl Korsch
v Karl Popper
v Ken Wilber
v Leonardo Boff
v Ludwig Wittgenstein
v Martin Heidegger
v Michel Foucault
v Michel Serres
v Michael Tye
v Nildo Viana
v Norberto Bobbio
v Paul Boghossian
v Paul Ricoeur
v Paulo Freire
v Pierre Fougeyrollas
v Pierre Lévy
v Pietro Ubaldi
v Richard Rorty
v Slavoj Zizek
v Stanley Cavell
v Thomas Kuhn
v Tyler Burge







                                       Cronologia

séc. VI a.C. Início da filosofia ocidental com Tales de Mileto.

fim do séc. VI a.C. Morte de Pitágoras.

399 a.C. Sócrates condenado à morte em Atenas.

387 a.C. Platão funda a Academia em Atenas, a primeira universidade.

335 a.C. Aristóteles funda o Liceu em Atenas, escola rival da Academia.

324 d.C. O imperador Constantino muda a capital do Império Romano para Bizâncio.

400 d.C. Santo Agostinho escreve Confissões. A filosofia é absolvida pela teologia cristã.

410 d.C. Roma é saqueada pelos visigodos.

529 d.C. Fechamento da Academia em Atenas, pelo imperador Justiniano, marca o fim da era greco-romana e consolida a entrada na Alta Idade Média.

meados do séc. XIII Tomás de Aquino escreve seus comentários sobre Aristóteles. Era da filosofia escolástica.

1453 Queda de Bizâncio para os Turcos, fim do Império Bizantino.

1492 Colombo chega à América. Renascimento em Florença e renovação do interesse pela aprendizagem do grego.

1543 Copérnico publica Sobre as revoluções dos orbes celestes, com um modelo matemático no qual a Terra gira em torno do Sol.

1633 Galileu é forçado pela Igreja a abjurar a teoria heliocêntrica, até que (e se) surgissem evidências conclusivas dessa hipótese.

1641 Descartes publica as Meditações, início da filosofia moderna.

1677 A morte de Spinoza permite a publicação da Ética.

1687 Newton publica os Principia, introduzindo o conceito de gravidade.

1689 Locke publica o Ensaio sobre o entendimento humano. Início do empirismo.

1710 Berkeley publica os Princípios do conhecimento humano, levando o empirismo a novos extremos.

1716 Morte de Leibniz.

1739-40 Hume publica o Tratado sobre a natureza humana, conduzindo o empirismo a seus limites lógicos.

1781 Kant, despertado de seu "sono dogmático" por Hume, publica a Crítica da razão pura. Início da grande era da metafísica alemã.

1807 Hegel publica A fenomenologia do espírito: apogeu da metafísica alemã.

1818 Schopenhauer publica O mundo como vontade e representação, introduzindo a filosofia indiana na matafísica alemã.

1889 Nietzsche, o declarador de que "Deus está morto", sucumbe à loucura em Turim.

1921 Wittgenstein publica o Tractatus logico-phiosophicus, advogando a "solução final" para os problemas da filosofia.

década de 1920 O círculo de Viena apresenta o positivismo lógico.

1927 Heidegger publica Ser e tempo, anunciando a ruptura entre a filosofia analítica e a continental.

1943 Sartre publica O ser e o nada, avançando no pensamento de Heidegger e instigando o surgimento do existêncialismo.

1953 Publicação póstuma de Investigações filosóficas, de Wittgentein. Auge da análise lingüística.



Racionalismo Cristão



Fundação: O Racionalismo Cristão foi fundado em 1910 na cidade de Santos, Brasil, por Luiz de Mattos e seu amigo Luiz Alves Thomaz. Aquele codificou e poliu as partes cultural e teórica do Racionalismo Cristão enquanto o último desenvolveu ações práticas para solidificar a base material da filosofia e assegurar sua independência financeira.

Apesar de carregar a palavra "Cristão" no nome, não é uma corrente religiosa.

Muito semelhante ao Espíritismo, incialmente denominada "Espiritismo Racional e Científico Cristão", depois, "Racionalismo Cristão". O que diferencia, basicamente, o Racionalismo Cristão do Espiritismo Kardecista, é que primeiro admite o alto grau evolutivo de Jesus, mas condena sua adoração. Também não considera Deus uma pessoa feita a imagem e semelhança do homem ou vice-versa, mas, a fonte primária de inteligência ou "Grande Foco", "Força Criadora".

Ao contrário do kardecismo,que não admite que animais atinjam o estágio humano, os racionalistas defendem a idéia de que os que hoje são espíritos (seres humanos encarnados) iniciaram sua trajetória como particulas de força que animaram, primeiramente, átomos, ascendendo, pouco a pouca, a tarefas cada vez mais complexas até atingir o reino animal e, posteriormente o humano e adiante.

Para os Racionalistas Cristãos não existem "anjos da guarda", como no espiritismo. Ele explica que o ser humano tem três, por assim dizer, "dimensões":

O corpo físico, feito da matéria do planeta terra, que é apenas um dos "mundos escola", onde se misturam espíritos das 17 primeiras classes de uma série de 33.
O corpo astral (também chamado fluídico ou perispírito, feito também de matéria, mas uma matéria mais diáfana, vinda do mundo próprio de cada classe, também chamados "mundos de estágio", onde se não misturam espíritos de classes diferentes e onde não há, portanto, evolução. Daí a necessidade de se encarnar;
Espírito, propriamente dito, energia, ou partícula em evolução da força universal, ou do todo ( o que os espíritas chamariam de "Deus". Para o Racionalismo Cristão, os espíritos, após a morte (ou desencarnação)só poderiam a terra retornar, como "encarnados", depois de terem passado por os mundos que lhe são próprio, ou mundo de estágios, como dizemos, em número de 17 para quem encarna neste planeta.
Ninguém reencarnaria a partir de outro lugar que não o seu próprio mundo. Nunca diretamente da atmosfera da terra, por exemplo. Nela, somente os espíritos desgarrados, perturbados ou rebeldes, por mais perturbados, por mais inteligentes, evoluídos ou bondosos que pareçam, permaneceriam.

Esta atmosfera, formada por espíritos de classes diferentes, mas todos fora de seus mundos próprios, se denomina "Astral Inferior". Nele, ha guias, mestres, gênios, sacerdotes, tudo. Só eles se ocupariam (a única excessão são os espíritos das primeiras seis classes evolutivas, que encarnariam, sim, somente, sob supervisão superior, como as crianças em seus primeiros anos de escola), 24 horas por dia, da vida das pessoas, em suma, viveriam em comunidades muito semelhantes às nossas e na própria atmosfera da terra, realizando atividades, como de escritor, semelhantes às da terra, Nosso Lar.

Os espíritos verdadeiramente evoluídos, os ditos "Superiores", também em evolução, viveriam em outros planetas, mais diáfanos, e só poderiam ser atraídos à Terra, com muita dificuldade, devido a diferença vibratória (ou de sintonia).

Sem o estabelecimento de pólos de atração suficientemente fortes, seria impossível os espíritos superiores alcançarem a terra. Para isso, além dos seres esclarecidos (vivos, encarnados) que neste planeta lhe servem de instrumento, contam com o concurso dos espíritos de mundos "opacos" (aqueles que estão entre a sexta e a décima primeira classe).

Os espíritos do Astral Superior, ou aqueles de evolução superior a décima sétima classe, só encarnariam na terra para missões especiais ou viriam ao planeta, como desencarnados, para realizar determinada atividade. Não se quedariam, a nossa volta, dia e noite, a participar do dia a dia ou se imiscuir na rotina dos encarnados. Quantos aos outros, todos, seriam - mesmo que intitulados superiores ou guias - espíritos obsessores, que, por ainda não terem regressado aos seus próprios mundos (de onde vêm seus corpos astrais, de diferente densidade, consoante o mundo), na verdade não estariam em condições de ajudar nem a si mesmos.

O chamado "Astral Superior" ou espíritos mais evoluídos, nenhum deles vivendo na crosta terreste, a cuja influência não poderiam resistir, seria o responsável por seu "arrebatamento" ou devolução aos mundos próprios, com o auxílio do pensamento dos encarnados esclarecidos e dos espíritos dos mundos opacos. O Racionalismo Cristão e o Kardecismo se diferenciam também no vocabulário. O que os racionalistas chamam de "irradiação" os kardecistas denominam "vibração" ou que uns nomeiam "obsedado" os outros, "obsidiados".

No Racionalismo Cristão também não existe a prática de "passes" magnéticos. Só espíritos do Astral Superior energizariam os encarnados, por sua simples presença, não outros encarnados, que dispõe de constituições semelhantes. Mas há sessões de "desdobramento", algo muito semelhante a projeciologia de Waldo Vieira. Durante estas sessões, os médiuns, denominados "de desdobramento" sairiam do corpo e acorreriam, guiados por espíritos de outros planos ou planetas, para salvar pessoas em perigo, curar enfermos, aliviar dores ou realizar outros trabalhos de benfeitoria. Só existem "estremeções" (espécie de sacudidelas ministradas à altura dos ombros) para despertar ou trazer de volta à consciência os sonolentos ou os que, em não sendo médiuns da casa, ou "desenvolvidos", mas meros expectadores, ameacem manifestar algum tipo de "possessão" ou "incorporação" de espíritos, durante as sessõe públicas.

O Racionalismo Cristão inova, também (embora as gravuras já tenham mais de 50 anos) por ter uma publicação (muitas vezes usada indevidamente por outras correntes ou seitas) com imagens coloridas sobre a chamada "A Vida Fora da Matéria". E todas as manifestações que, nas outras doutrinas espiritualistas são descritas apenas com palavras, ganham então imagens.



Epistemologia

Epistemologia (do grego, episteme, "conhecimento"; logos, "teoria"), é um ramo da filosofia que trata sobre os problemas filosóficos relacionados à teoria do conhecimento.

O sentido da palavra epistéme é melhor compreendido se comparado com seu oposto, doxa, levando-se sempre em conta que a exposição a seguir é baseada em Platão. "Doxa" significa "opinião", sendo seu significado próximo a "senso-comum"; essa opinião tem a conotação de conhecimento falso, ou baseado em algo falso, mal-construído, inconsistente, etc. Assim, a doxa é aquele tipo de conhecimento vão, vago, inútil, que expressa não a verdade, mas sim determinado ponto de vista parcial e mais comprometido com a subjetividade de quem emite esse ponto de vista do que com a verdade do assunto do qual trata.

Contraposta à doxa, a epistéme é o conhecimento, o logos, o enunciado comprometido com o verdadeiro, e não com um ponto de vista subjetivo e parcial (o qual, para Platão, era muito próximo da mentira). Este termo foi introduzido por filósofos alemães dentro da denominada Erkenntnistheorie ou teoria do conhecimento.

O Conhecimento é uma crença da que estamos seguros,e ademais, podemos demonstrar. O conhecimento se divide em grupos:

O conhecimento teórico: também denominado episteme, é o conjunto de todas aquelas informações que descrevem e explicam o mundo natural e social que nos rodeia.  analisar o que ocorre, determinar por que ocorre dessa forma e utilizar estes conhecimentos para antecipar uma realidade futura.
O conhecimento prático: é um saber atuar no mundo que nos fornecem as normas para viver e ser felizes.
O problema do conhecimento, já que é uma crença verdadeira, é que apresenta algumas dificuldades à hora de reconhecer, o que é ou não verdadeiro. A verdade é um fato justificável, esta tem dois sentidos.

Verdade de fatos: tipo de verdade demonstrável que se confunde com a realidade. A verdade de fatos pode ser autêntica, se explica os fatos do mundo tal e como são realmente, ou aparentes, se explica como aparece ou se manifesta na realidade.
Verdade de proposição: tipo de verdade que não só se atribui à realidade, senão, sobretudo, às afirmações que fazemos sobre ela. As verdades de proposição podem ser de dois tipos: empíricas e formais.

A verdade de proposição empírica é a que afirma algo dos fatos e acontecimentos
do mundo. A verdade como correspondência considera que uma proposição é verdadeira quando há uma adequação entre o que a proposição expressa e a realidade à que se refere. A verdade como sucesso considera que uma proposição é verdadeira quando é útil e, portanto, conduz ao sucesso. Por outra parte se encontra a verdade das proposições formais que não afirmam nada a respeito da realidade. É um tipo verdade de coerência, que considera que uma proposição é verdadeira se não entra em contradição com o resto das proposições aceitas.

A epistemologia também estuda os critérios para reconhecer e estar seguros da verdade: a evidência, sentimento que temos de segurança da verdade tão claro, que não existe dúvida; e também a intersubjetividade, que defende a idéia de que nossas crenças têm de ser aceitas para qualquer sujeito racional se queremos que sejam admitidas como verdadeiras e que constituam conhecimento.

Ante a possibilidade do conhecimento existem diferentes atitudes que são as seguintes:

- Dogmatismo; atitude filosófica defendida por Descartes segundo a qual podemos adquirir conhecimentos seguros e universais, e ter absoluta certeza disso.

- Cepticismo; atitude filosófica oposta ao dogmatismo a qual duvida de que seja possível um conhecimento firme e seguro, esta postura foi defendida por Pirro.

- Criticismo; atitude filosófica intermédia entre o dogmatismo e o cepticismo, que admite a possibilidade de encontrar a verdade, mas esta verdade não é definitiva senão que é uma verdade criticável, esta postura foi defendida por Immanuel Kant.

- Relativismo; atitude filosófica defendida pelos sofistas que nega a existência de uma verdade absoluta e defende a idéia de que cada indivíduo possui sua própria verdade. Esta verdade depende do espaço e o tempo.

- Perspectivismo; atitude filosófica que defende a existência de uma verdade absoluta mas pensa que nenhum de nós podemos chegar a ela senão que chegamos a uma pequena parte. Cada ser humano tem uma visão da verdade. Esta postura foi defendida por José Ortega y Gaset.
Existencialismo


                              O existencialismo

O existencialismo é um movimento filosófico unilateral, que coloca o ênfase no individual, no próprio, a experiência do indivíduo e na singularidade dele como a única realidade. Os existencialista acreditam na liberdade absoluta e aceitam as consequências e ramificações de suas acções no seu todo. Os existencialistas preferem a subjectividade e acham a existência em geral como um mistério, e que eles são cada um uma entidade isolada, num universo indiferente e por vezes ambíguo.


Origem
O existencialismo foi inspirado nas obras de Arthur Schopenhauer, Søren Kierkegaard e nos filósofos alemães Friedrich Nietzsche, Edmund Husserl, e Martin Heidegger e foi particularmente popular por volta dos meados do século XX com as obras do escritor e filósofo francês Jean-Paul Sartre e a escritora e filósofa Simone de Beauvoir. Os principais princípios do movimento são expostos no livro de Sartre "L'Existentialisme est un humanisme". O termo existencialismo foi adotado apesar de existência filosófica ter sido usado inicialmente por Karl Jaspers, da mesma tradição.


Relação com a Religião
Apesar de muitos, senão a maioria, dos existencialistas terem sido ateístas, os autores Søren Kierkegaard, Karl Jaspers e Gabriel Marcel propuseram uma versão mais teológica do existencialismo. O ex-marxista Nikolai Berdyaev desenvolveu uma filosofia do Cristianismo existencialista na sua Rússia natal e mais tarde em França, na véspera da Segunda Guerra Mundial.


Principais conceitos

A Existência precede a essência entre as proposições existencialistas mais famosas de Sartre está o ditado: "a existência precede e domina a essência", que em geral é interpretado pela não existência pré-definida da Humanidade excepto naquilo que nós a fazemos dela. Uma vez que o existencialismo de Sartre não reconhece a existência de Deus ou qualquer outro princípio determinante, os seres humanos são livres de fazerem aquilo que quiserem.

Uma vez que não existe uma natureza humana pré-definida ou avaliação última para além daquilo que os humanos projetam para o mundo, as pessoas podem apenas ser julgadas ou definidas pelas suas acções ou escolhas e as escolhas humanas são o avaliador último. Este conceito é baseado no conceito de Nietzsche do eterno retorno: a idéia de que "as coisas perdem valores porque deixam de existir". Se todas as coisas continuassem sempre a existir então elas seriam muito importantes, mas porque elas são apenas passageiras e deixarão de existir, elas perdem o seu valor. O conceito de existência precedendo a essência é importante porque ele descreve a única realidade concebível como o juiz sobre o bem ou o mal. Se as coisas apenas "existem", sem directiva, objectivo ou verdade universal, então a verdade (ou essência) é apenas a projecção de aquilo que é produto da existência, ou experiência colectiva. Uma vez que a verdade existe, a existência tem de existir antes dela.


Temáticas
Trata-se de uma posição que foi bastante fértil no terreno da criação literária, nomeadamente em França, e que continua com bastante vitalidade no mundo filosófico e literário contemporâneo.

As principais temáticas abordadas sugerem o contexto da sua aparição (final da Segunda Guerra Mundial), reflectindo o absurdo do mundo e da barbárie injustificada, das situações e das relações quotidianas ("L'enfer, c'est les autres", Jean-Paul Sartre). Paralelamente, surgem temáticas como o silêncio e a solidão, corolários óbvios de vidas largadas ao abandono, depois da "morte de deus" (Friedrich Nietzsche). A existência humana, em toda a sua natureza, é questionada: quem somos? o que fazemos? para onde vamos? quem nos move?

É esta consciência aguda de abandono e de solidão (voluntária ou não), de impotência e de injustificabilidade das acções, que se manifesta nas principais obras desta corrente em que o filosófico e o literário se conjugam.


O Método Científico é um conjunto de regras básicas para um cientista desenvolver uma experiência controlada para o bem da ciência.

No método científico, a hipótese é o caminho que deve levar à formulação de uma teoria. O cientista, na sua hipótese, tem dois objetivos: explicar um fato e prever outros acontecimentos dele decorrentes. A hipótese deverá ser testada em experiências laboratoriais controladas e, se os resultados obtidos pelos pesquisadores comprovarem perfeitamente a hipótese, então ela será aceita como uma teoria.

O método científico consiste das seguintes fases:

Observação de um fato
Formulação de um problema
Proposta de uma hipótese
Realização de uma experiência controlada, para testar a validade da hipótese
Para maior segurança nas conclusões, toda experiência deve ser controlada. Experiência Controlada é aquela realizada com técnicas que permitem descartar as variáveis que podem mascarar o resultado.

Nesse tipo de experiência, utiliza-se o Duplo-cego, um método que utiliza:

Um grupo de teste (o grupo que será efetivamente testado)
Um grupo de controle (um grupo que não é testado, e serve apenas para comprovar que o teste é válido)

EXEMPLO

Um pesquisador procura testar a eficiência de determinado medicamento na cura de certa doença. Ele, então, usa dois grupos de doentes portadores daquela doença. A um dos grupos ele ministra comprimidos contendo a substância ativa (grupo de teste). Aos pacientes do outro grupo (grupo de controle), são dados comprimidos que não possuem a substância ativa, embora idênticos no aspecto, tamanho e cor. Nenhum doente saberá se está tomando o remédio verdadeiro ou apenas o placebo (falso remédio). Da mesma forma, a pessoa encarregada de distribuir os comprimidos também não o saberá. Apenas, cada doente receberá um vidro enumerado, para que o pesquisador possa, ao final, identificar quem tomou a substância ativa e quem tomou o placebo.

conceito


Um conceito é uma entidade psíquica abstrata e universal que serve para designar uma categoria ou classe de entidades, eventos ou relações.

Um conceito é o elemento de uma proposição como uma palavra é o elemento de uma sentença. Conceitos são abstratos porque omitem as diferenças entre as coisas em sua extensão, tratando-as como se fossem idênticas. Conceitos são universais ao se aplicarem igualmente a todas as coisas em sua extensão.

Conceitos são portadores de significado. Um único conceito pode ser expresso em qualquer número de linguagens. O conceito "cão" pode ser expresso como "Hund" em alemão, "dog" em inglês, "perro" em espanhol. O fato de que conceitos são, de uma certa forma, independentes das linguagens torna a tradução possível; palavras em várias línguas "querem dizer" o mesmo porque expressam um e o mesmo conceito.

Platão


Platão nasceu em Atenas, em 428/27 a.C, um ano após a morte do estadista ateniense Péricles. Era filho de Ariston e de Perictione. Seu nome verdadeiro era Aristoclés e Platão, na verdade, era seu apelido. Consta que sua mãe descendia de Sólon. Inicialmente, foi discípulo do filósofo Crátilo, que seguia o pensamento de     Heráclito de Éfeso. Ainda em sua juventude, Platão encontrou Sócrates e a influência desse filósofo foi determinante para o conjunto do pensamento platônico. Após a morte do mestre, Platão começa a viajar. Vai a Mégara e ao sul da Itália, onde encontra o filósofo pitagórico Arquitas de Tarento. Vai também a Siracusa, na Sicília e ao norte da África. É por esta época que começa a escrever seus primeiros diálogos. Em 387 a.C., funda em Atenas sua própria escola filosófica: a Academia. Dedica-se ao ensino por longo período até que, em 367 a.C., Platão parte para Siracusa com a esperança de lá implantar seus ideais políticos. Dionísio I, o tirano local havia morrido e com a sucessão de Dionísio II, havia chance para mudanças na política local. A viagem de Platão, contudo, foi inútil. Nenhuma mudança fora possível. Decepcionado, o filósofo retorna para Atenas. Em seus últimos anos, Platão continua a filosofar. Reconsidera e reelabora posições anteriores e se ocupa com novos problemas também. Sua última obra, as Leis, trata da preocupação fundamental de toda sua vida: a política. Seu mais famoso discípulo foi o filósofo Aristóteles.


Pensamento platônico
Em linhas gerais, Platão desenvolveu a noção de Mundo das Idéias (ou Hiperurâneo), que são as formas ideais daquilo que vemos e sentimos. O que vemos e sentimos, ou seja, aquilo que percebemos com nossas sensações, são meras sombras das Idéias perfeitas dessas mesmas coisas.

Tal filosofia de Platão também é conhecida por Teoria das Idéias ou Teoria das Formas.

Para Platão, o mundo concreto percebido pelos sentidos é uma pálida reprodução do mundo das Idéias. Cada objeto concreto que existe participa, junto com todos os outros objetos de sua categoria, de uma Idéia perfeita. Uma determinada caneta, por exemplo, terá determinados atributos (cor, formato, tamanho, etc). Outra caneta terá outros atributos, sendo ela também uma caneta, tanto quanto a outra. Aquilo que faz com que as duas sejam canetas é, para Platão, a Idéia de Caneta, perfeita, que esgota todas as possibilidades de ser caneta.

A ontologia de Platão diz, então, que algo é na medida em que participa da Idéia desse objeto. No caso da caneta é irrelevante, mas o foco de Platão são coisas como o ser humano, o bem ou a justiça, por exemplo.

O problema que Platão propõe-se a resolver é a tensão entre Heráclito e Parmênides: para o primeiro, o ser é a mudança, tudo está em constante movimento e é uma ilusão a estaticidade, ou a permanência de qualquer coisa; para o segundo, o movimento é que é uma ilusão, pois algo que é não pode deixar de ser e algo que não é não pode ser, assim, não há mudança.

Ou seja (por exemplo), o que faz com que determinada árvore seja ela mesma desde o estágio de semente até morrer, e o que faz com que ela seja tão árvore quanto outra de outra espécie, com características tão diferentes? Há aqui uma mudança, tanto da árvore em relação a si mesma (com o passar do tempo ela cresce) quanto da árvore em relação a outra. Para Heráclito, a árvore está sempre mudando e nunca é a mesma, e para Parmênides, ela nunca muda, é sempre a mesma e é uma ilusão sua mudança.

Platão resolve esse problema com sua Teoria das Idéias. O que há de permanente em um objeto é a Idéia, mais precisamente, a participação desse objeto na sua Idéia correspondente. E a mudança ocorre porque esse objeto não é uma Idéia, mas uma incompleta representação da Idéia desse objeto. No exemplo da árvore, o que faz com que ela seja ela mesma e seja uma árvore (e não outra coisa), a despeito de sua diferença daquilo que era quando mais jovem e de outras árvores de outras espécies (e mesmo das da mesma espécie) é sua participação na Idéia de Árvore; e sua mudança deve-se ao fato de ser uma pálida representação da Idéia de Árvore.

Platão também elaborou uma teoria gnosiológica, ou seja, uma teoria que explica como se pode conhecer as coisas, ou ainda, uma teoria do conhecimento. Segundo ele, ao vermos um objeto repetidas vezes, uma pessoa lembra-se, aos poucos, da Idéia daquele objeto, que viu no mundo das Idéias. Para explicar como se dá isso, Platão recorre a um mito (ou uma metáfora) que diz que, antes de nascer, a alma de cada pessoa vivia em uma Estrela, onde localizam-se as Idéias. Quando uma pessoa nasce, sua alma é "jogada" para a Terra, e o impacto que ocorre faz com que esqueça o que viu na Estrela. Mas ao ver um objeto aparecer de diferentes formas (como as diferentes árvores que se pode ver), a alma recorda-se da Idéia daquele objeto que foi vista na Estrela. Tal recordação, em Platão, chama-se anamnesis.


A reminiscência
Uma das condições para a indagação ou investigação acerca das Idéias é que não estamos em estado de completa ignorância sobre elas. Do contrário, não teríamos nem desejo nem poder de procurá-las. Em vista disso, é uma condição necessária (para tal investigação) que tenhamos em nossa alma alguma espécie de conhecimento ou lembrança de nosso contato com as Idéias (contato esse ocorrido antes do nosso próprio nascimento) e nos recordamos das Idéias por vê-las reproduzidas palidamente nas coisas. Deste modo, toda a ciência platônica é uma reminiscência. A investigação das Idéias supõe que as almas preexistiram em uma região divina onde contemplavam as Idéias.


Obra
Platão escreveu na forma de diálogos. A coleção desses escritos - geralmente tida como autêntica - é a seguinte:

Alcibíades (Primeiro): trata da doutrina socrática do auto-conhecimento;
Alcibíades (Segundo): trata do conhecimento;
Apologia: relata o discurso de defesa de Sócrates no tribunal de Atenas;
Banquete: trata da origem, as diferentes manifestações e o significado do amor sensual;
Cármides: diálogo ético;
Clítofon: trata da virtude;
Crátilo: trata da natureza dos nomes;
Crítias: Platão narra aqui mito de Atlântida através de Crítias (seu avô). É um diálogo inacabado;
Críton: trata da justiça;
Eutidemo: crítica aos sofistas;
Eutífron: trata dos conceitos de piedade e impiedade;
Fédon: relata o julgamento e morte de Sócrates e trata da imortalidade da alma;
Fedro: trata da retórica e do amor sensual;
Filebo: versa sobre o bom e o belo e como o homem viver melhor;
Górgias: trata do verdadeiro filósofo em oposição aos sofistas;
Hípias (maior): discussão estética;
Hípias (menor): trata do agir humano;
Íon: trata de poesia;
Laques: trata da coragem;
Leis: aborda vários temas da esfera política e jurídica. É o último (inacabado), mais longo e complexo diálogo de Platão;
Lísis: trata da amizade/amor;
Menêxeno: elogio da morte no campo de batalha;
Mênon: trata do ensino da virtude;
Parmênides: trata da ontologia. É neste diálogo que Platão introduz a teoria das formas;
Político: trata do perfil do homem político;
Protágoras: trata do conceito e natureza da virtude;
A República : aborda vários temas, mas todos subordinados à questão central da justiça;
Sofista: diálogo de caráter ontológico;
Teeteto: trata exclusivamente da Teoria do Conhecimento;
Timeu: trata da origem do universo.

Linha do Tempo
432 a.C. - Início da guerra do Peloponeso.
428/27 a.C. - Nascimento de Platão.
399 a.C. - Condenação de Sócrates pela Assembléia popular de Atenas.
387 a.C. - Platão funda a Academia.
348/47 a.C. - Morte de Platão em Atenas.
338 a.C. - Felipe da Macedônia vence a batalha de Queronéia e conquista a Grécia.

Artigos relacionados
Atlântida

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Alegoria da Caverna
Biografia de Platão





Pré-socráticos
Os filósofos pré-socráticos são, como sugere o nome, os filósofos anteriores a Sócrates.

Essa divisão acontece devido ao objeto da filosofia destes filósofos e da novidade introduzida por Sócrates. Temporalmente, os Sofistas são anteriores a Sócrates, pois já havia sofistas antes de Sócrates, contemporâneos a ele e posteriores. Mas o pensamento deles situa-se em uma categoria própria em certas vezes, e relacionados a Sócrates noutras vezes. Isso porque o pensamento de ambos (sofistas e Sócrates) chega a tocar-se muitas vezes; suas diferenças consistem em questões de conduta (os sofistas cobravam por seu ensinamento, por exemplo) e algumas posições (os sofistas eram, no mais das vezes, relativistas, por exemplo). Mas ambos representam uma certa ruptura com os pré-socráticos, que são também chamados de filósofos da physis.

Tais filósofos, considerados pioneiros da filosofia ocidental, buscavam um princípio, a arché, que deveria ser um princípio presente em todos os momentos da existência de tudo. Essa arché deveria estar no início, no desenvolvimento e no fim de tudo.

São chamados "da physis" porque suas investigações giravam sempre em torno do mundo material, físico; embora não poucas vezes o arché fosse algo não-físico, como os números, para os pitagóricos, ou o a-peiron (uma "coisa" incriada e sem um começo), para Anaximandro.


Parmênides e Heráclito
Foi neste grupo de filósofos que iniciou um dos maiores debates da filosofia ocidental (e essa discussão prossegue ainda em aberto, ainda que não nos mesmos termos e à luz de todo o pensamento ocidental desde aquela época até hoje), entre Parmênides de Eléia e Heráclito de Éfeso.

Resumidamente: para Parmênides e seus seguidores (escola eleática, o movimento não existe. Sua afirmação "o que é, é, e não pode não ser, e o que não é, não é, e não pode ser" traduz seu pensamento de que qualquer movimento (e/ou mudança) não existe, pelo simples fato de que, se há movimento, há mudança, e se há mudança, algo que não era passou a ser (ou ao contrário: algo que era passou a não ser), o que contradiz a "regra" de sua afirmação (se o que é é e não pode não ser, é impossível que haja movimento, pois o movimento implica em mudança, o que, pela regra de Parmênides, não somente está errado como é impossível). Já Heráclito pensava justamente o contrário: "Panta rhei" ("tudo flui") é a sua afirmação. Heráclito identifica o ser, a arché, no movimento. Para ele, a única coisa que pode ser classificada de imutável é o próprio movimento, e todas as outras coisas que existem estão em permanente movimento, em permanente mudança, e é impossível que não seja assim. Heráclito exemplifica, dizendo que "não entramos duas vezes no mesmo rio", o que é verdade, pois as águas de um rio estão sempre mudando, as próprias células de seres orgânicos estão sempre renovando-se, e mesmo nos seres inorgânicos há mudanças (oxidação, erosão, etc).

Sócrates não interessou-se por este debate, por estar mais preocupado com o ser humano do que com o que é externo ao mesmo ser humano (a physis). Mas Platão e Aristóteles, sem descuidarem também deste enfoque dado por Sócrates ao ser humano, procuraram resolver esse problema levantados por dois dos filósofos da physis.

O continuador de Parmênides foi Zenão, autor dos famosos argumentos contra o movimento. Um desses argumentos é o seguinte: imagine uma tartaruga posta para correr ao lado de Aquiles, o herói grego, considerado invencível na corrida. Como a tartaruga é menor e mais frágil, Aquiles lhe dá 10 metros de vantagem. Num primeiro instante, Aquiles percorre esses 10 metros - mas a tartaruga também percorre alguns centímetros. Novamente Aquiles está atrás, e precisa cobrir a distânica. Porém ao fazê-lo dará tempo para que a tartaruga avance mais. E sempre haverá um espaço entre a tartaruga e Aquiles, acabando num abusrdo que comprovaria a inexistência daquilo que chamamos movimento. Por trás destes argumentos lúdicos, Zenão professava a mesma crença do seu mestre: a mudança é uma ilusã
Homem
O Homem é o nome geral dado ao ser humano, animal bípede da família dos primatas, pertencente à espécie Homo sapiens sapiens. São chamados de homem (sentido estrito) os integrantes do sexo masculino e mulher os do sexo feminino.

Os filósofos gregos buscaram durante séculos a definição exata de o que é um homem, sendo a mais conhecida a que o descreve como "um bípede implume" (duas pernas e sem penas).


Origem Mítica
Ao longo da História, desenvolveram-se diferentes concepções míticas, religiosas, filosóficas e científicas em relação ao Homem, cada uma com sua própria explicação sobre nossa origem, trascenência e sentido da vida:

Os acádios afirmavam que o primeiro homem, Adapa, era filho do deus Ea, mas perdeu a imortalidade.
Um mito mesopotâmico afirma que o homem cresceu da terra como uma planta.
Para Hesíodo, Zeus modelou em argila Pandora, a primeira mulher, de cujo enlace com o deus Epimeteu nasceram o resto dos homens. Mais tarde, Pandora foi a responsável por todos os males da Humanidade, ao abrir a Caixa de Pandora. Reteve apenas na caixa, a Esperança.

O mito nórdico da criação atribui a Odin e seus irmãos o ato de infundir vida a dois troncos de árvore de uma praia, convertendo-os em Ask, o primeiro homem, e Embla, a primeira mulher.
Segindo o mito judaico-cristão, o homem foi criado por Deus à Sua imagem e semelhança a partir do barro, e foi expulso do Paraíso como conseqüência do pecado original depois de adquirir consciência do bem e do mal.


Ateísmo Origem.

Ateísmo refere-se ao ato de não partilhar crença alguma em divindades. Isso faz dos ateus pessoas que não acreditam em Deus, deuses ou entidades divinas. Ateus podem então pertencer a várias modalidades, que vão desde a dúvida na existência de deuses até a crença na não-existência de divindades, passando pelo que se denomina de Ateísmo Fraco e Ateísmo Forte. Pessoas que não se decidiram se acreditam ou não em algum deus ou deusa não são ateus, são agnósticos. Algumas pessoas restringem o uso do termo ateísmo, reservando-o a determinados grupos de ateus, como os dois grupos exemplificados acima. Além disso, muitas culturas já chamaram ou ainda chamam qualquer um que não acredita em sua religião particular de ateu; por exemplo, ateísmo foi uma freqüente acusação dos romanos pagãos contra os primeiros cristãos, e vice-versa.




Etimologia
O termo ateísmo é formado pelo prefixo grego a-, significando "sem" ou "não" e o greco-derivado teísmo, significando a crença em um deus ou deuses. O significado literal do termo, então, é: "sem crença em deus ou deuses", o que torna qualquer pessoa que não acredita na existência de deuses um ateu.




O que o ateísmo não é...
O ateísmo é considerado como uma posição ideológica em relação à crença em deuses. O ateísmo não é algum tipo de religião já que, na maioria das definições, para uma posição ser considerada de caráter religioso esta deve ter como elemento central um ou mais deuses, ou entidades relacionadas aos deuses. Certas correntes filosóficas podem até ser consideradas como atéias, mas o conceito de ateísmo não se prende a uma filosofia ou religião específica. Devemos lembrar que algumas correntes do Budismo podem ser denominadas atéias por não ter nenhuma definição de deus, (mas isso pode ser controverso e não devemos confundir o Budismo com o ateísmo ou o contrário).

Existem tantos ateus diferentes entre si quanto há pessoas diferentes na população como um todo. Pelo simples fato de uma pessoa ser ateísta, não se pode inferir que esta pessoa esteja alinhada a qualquer crença positiva particular e não implica em aceitação de nenhum sistema filosófico específico. O ateísmo também não é uma visão do mundo ou uma maneira de viver, temos ateus com os mais diversos gostos musicais, preferências políticas, times de futebol, escolhas morais, etc. Além disso, o indivíduo ateu não é necessariamente ligado ao comunismo ou qualquer outro sistema particular de organização social, os ateus representam muitas vertentes do espectro político, e freqüentemente discordam entre si sobre esses temas. Obviamente, o fato dos ateus discordarem das idéias de pessoas religiosas não quer dizer que eles defendam a perseguição dos religiosos.

Também ocorre de atribuirem-se aos ateus certas características que estariam em plena contradição com a própria definição do termo. Por instância, os ateus não defendem a adoração ao satã (pois, se não existem deuses, também não deve haver demônios para fazer oposição a esses deuses). Eles também não defendem crenças da "nova era", ou coisas do gênero.


Tipos de ateus
O ateu é geralmente alguém que não aceita dogmas, indivíduos seriam ateus porque aspiram à objetividade. Uma parte dos ateus é também alguém cético. Não lhes interessa acreditar em algo por meio da fé, sendo a fé exatamente o sustentáculo das crenças de alguns teístas, entretanto, teístas também podem ser céticos e suas idéias nem sempre dependem de fé. Muitos ateus acham que a idéia de Deus, da maneira como é apresentada pela maioria das religiões, é essencialmente auto-contraditória, e é logicamente impossível que tal deus exista. Alguns ateus, também podem ser levados a achar a idéia de Deus algo improvável, por não estar de acordo com suas crenças materialistas.

Alguns dos que poderiam ser chamados ateus não se identificam com o termo, preferindo ser chamados de agnósticos, ou seja, deixam aberta a possibilidade, mas não afirmam que um deus exista, nem baseiam sua vida ou suas escolhas na existência desses seres sobrenaturais. Nesse caso, o agnosticismo seria o que se costuma chamar "ateísmo fraco". Por outro lado o agnóstico também pode ser, por exemplo, aquele que acredita na existência de um deus ou deuses, mas pensa nele como uma entidade superior do universo, ou a própria natureza em si, sem aceitar o caráter religioso convencional e formal de crenças existentes, nesse segundo caso a atribuição do termo ateu não cabe. Para muitos, o verdadeiro ateu não aceitaria nenhuma das posições acima, sendo que julga a inexistência de deuses pela impossibilidade física ou lógica dos mesmos. Não abre chance a possibilidades, pois já estaria provada pela natureza em si sua posição. Essa corrente é a também chamada de "ateísmo forte". Em última instância, há vários tipos de ateus e muitas justificativas filosóficas possíveis para o Ateísmo. Desse modo, se quisermos descobrir porque uma pessoa em particular escolheu ser um ateu, o melhor é perguntar-lhe diretamente.

                        O ateísmo no mundo e na história

A Encyclopædia Britannica estima que cerca de 2,5% da população mundial se classifica como atéia. Parte considerável das pessoas, cerca de 12,8%, tende a se descrever como "não-religiosa". O ateísmo é um pouco mais preponderante na Europa e na Rússia do que nos Estados Unidos e é raramente encontrada no terceiro mundo. Por exemplo, de acordo com uma pesquisa de 2003, 33% dos franceses adultos dizem que "ateu" define sua posição sobre religião muito bem.

É possível que o ateísmo seja mais preponderante do que as pesquisas sugerem, uma vez que ateus que expressam abertamente suas visões frequentemente passam a carregar um estigma social, correndo o risco de serem discriminados, ou, em alguns países, mortos. Os adeptos de visões teístas frequentemente consideram aqueles sem uma crença em deuses como sendo amorais ou não confiáveis -- inadequados como membros da sociedade. O ateísmo já foi considerado crime em muitas sociedades antigas, e ainda o é em algumas de hoje. As escrituras de algumas das muitas religiões contêm condenações a descrentes; veja, por exemplo, a estória de Amalek. Na Europa Medieval, o ateísmo era tido como amoral e muitas vezes criminoso; ateus podiam ser sentenciados à morte na fogueira, especialmente em países onde a Inquisição era ativa. Enquanto o Protestantismo sofreu discriminação e perseguição pela então dominante Igreja Católica Romana, Calvino também foi a favor da queima de ateus e hereges. O fato é que algumas igrejas, seitas ou grupos, peseguiram e ainda hoje perseguem, aqueles que nao compartilham de suas interpretações religiosas, perseguindo ateus e teístas, mesmo aqueles que fazem parte da mesma religião. mas em grupos, seitas ou igrejas com interpretações distintas das deles.

Por outro lado, o ateísmo às vezes é a posição oficial de países Comunistas, como a ex-União Soviética, o ex-bloco Oriental e a República Popular da China. Karl Marx, ateu e filho de rabino judeu, afirmava que religião é "o ópio do povo", significando que existe para esconder das pessoas o verdadeiro estado das coisas numa sociedade, e tornando-os assim mais receptivos ao controle social e exploração. Doutrinas Marxistas à parte, o fato é que tais estados encontraram um meio de desencorajar todas as religiões no intuito de enfraquecer quaisquer possíveis centros de oposição ao seu completo controle sobre esses estados. Na União Soviética e na República Popular da China, eram toleradas algumas igrejas que se submetiam ao estrito controle do estado. É notável que a resistência ao comunismo frequentemente encontrasse focos em assuntos religiosos, e ao papa João Paulo II é muitas vezes dado o crédito de ter ajudado a terminar com o comunismo no Leste Europeu.

Desde a Segunda Guerra Mundial, toda formatura militar nos Estados Unidos é acompanhada pelo freqüente uso dos dizeres "Não existem ateus em trincheiras". Durante a Guerra Fria, o fato dos inimigos dos EUA serem oficialmente ateus ("Comunistas sem deus") somou-se à visão de que ateus não são confiáveis nem patriotas. Recentemente na campanha presidencial de 1987 nos (oficialmente seculares) EUA, George H. W. Bush disse "não sei se ateus deveriam ser considerados como cidadãos nem como patriotas. Essa é uma nação sob Deus." Declarações similares foram feitas durante a discussão que cercava a inclusão da frase "sob Deus" no Juramento de Lealdade Americano, palavras que foram adicionadas ao juramento no início do período da Guerra Fria.

Apesar das atitudes do período de Guerra Fria, os ateus são legalmente protegidos da discriminação nos EUA e são os mais fortes advogados da separação legal entre igreja e estado. Os tribunais americanos regularmente - se não controversalmente - interpretam o requisito constitucional em relação à separação entre igreja e estado como sendo protetor da liberdade dos descrentes, e também proibindo o estabelecimento de qualquer estado religioso. Os ateus muitas vezes resumem a situação legal com a frase: "Liberdade religiosa também significa liberdade da não religião."

O ateísmo requer fé?

Qualquer afirmação ou idéia pode ser considerada como baseada na fé, se ela não for bem fundamentada. Um ateu hipotético poderia perfeitamente afirmar que acredita que deuses não existam mesmo sem ter argumentos racionais que fundamentem sua afirmação. Nesse sentido, ateísmo e fé não são auto-excludentes. Alguns vão mais longe e argumentam que a prática do ateísmo requer fé, já que os ateus seriam pessoas que têm fé na não-existência de Deus. Tal afirmação não poderia ser aplicada ao grupo dos ateus fracos, pois estes não afirmam que as crenças teístas sejam necessariamente falsas. O argumento, na verdade, estaria endereçado aos ateus fortes que negam ativamente qualquer possibilidade da existência de divindades.

Para muitos agnósticos e ateus fracos, tanto o teísta quanto o ateu forte estariam baseando suas afirmações na fé, e não no conhecimento. Segue abaixo um pequeno resumo de argumentos acerca da idéia, (aqui o termo ateu será usado como sinônimo de ateu forte).

O ateísmo forte não requer fé
O ateísmo forte requer fé
O ateísmo não é uma crença apoiada em dogmas: ele acabaria se surgisse uma prova irrefutável da existência de entidades divinas.
Nada impede que muitos teístas afirmem que abandonariam suas crenças caso fique provado que seu deus não existe. Isso não faz com que eles deixem de estar apoiados na fé.
É a crença na existência de algo sem que existam provas a esse respeito que é inaceitável e não o contrário, ou seja, caso não se possa provar que algo existe, deve-se partir do pressuposto de que esse algo não existe. A descrença dos ateus não é equivalente a uma crença, uma vez que o ateísmo só existe como conseqüência da falta de provas e indícios favoráveis à existência de deuses.
É considerado uma falácia afirmar que, porque uma coisa não foi provada como verdadeira deve ser necessariamente falsa. Para a ciência, todo aquele que afirma algo sobre a realidade passa a ter o ônus da prova. Tanto pessoas que afirmem que um deus existe quanto aquelas que afirmam não haver deuses precisam apresentar provas daquilo que estão dizendo.
A inexistência de Deus não precisa ser provada porque, da maneira como é apresentada pela maioria das religiões, é essencialmente auto-contraditória. Seria logicamente impossível que tal deus exista.
A lógica é freqüentemente usada tanto para tentar negar, quanto para tentar provar a existência de um criador. Até mesmo o pressuposto de que a lógica seria capaz de concluir pela existência ou não de um deus é algo questionável.
Essa discussão tem muitas facetas e envolvem desde discussões epistemológicas até a própria definição de termos como fé e crença. Não parece provável que surja uma resposta consensual no futuro próximo.

Não devemos, entretanto, confundir ateísmo com ceticismo. Um cético, mesmo duvidando e questionando a existencia de um Deus ou Deuses, pode racionalmente ser levado a achar mais provável a existencia de Deus, que a sua não existencia. Se denominando como teísta, inclusive algumas religiões tem como base um ceticismo filosófico.

Da mesma forma um ateu forte, pode ser levado a essa posição, não pela duvida ou questionamento, mas pela crença no materialismo. Seria um ateu forte, mas nao necessariamente um cético.
Lógica
Nota: Este artigo encontra-se em processo de tradução. A sua ajuda é bem-vinda.
Provavelmente existem blocos de texto por traduzir no conteúdo do artigo. Verifique se lhe são úteis.
Lógica

A Lógica é um ramo tanto da Filosofia quanto da Matemática. O sistema lógico (ou simplesmente a lógica) é um conjunto de regras para raciocínio sobre um determinado assunto. Muitos sistemas diferentes de lógica foram construídos ao longo do tempo. Esses sistemas artificiais de raciocínio têm encontrado atualmente muitas aplicações práticas na computação, como por exemplo nas aplicações de Inteligência artificial.

De forma superficial, lógica é o estudo de sistemas prescritivos de raciocínio, ou seja, sistemas que definem como se "deveria" realmente pensar para não errar, usando a razão, dedutivamente e indutivamente. A forma como as pessoas realmente raciocinam é estudado noutras áreas, como na psicologia cognitiva.

Como ciência, a lógica define a estrutura de declaração e argumento e elabora fórmulas através das quais estes podem ser codificados. Implícita no estudo da lógica está a compreensão do que gera um bom argumento e de quais os argumentos que são falaciosos.

A lógica filosófica lida com descrições formais da linguagem natural. A maior parte dos filósofos assumem que a maior parte do raciocínio "normal" pode ser capturado pela lógica, desde que se seja capaz de encontrar o método certo para traduzir a linguagem corrente para essa lógica.

Abaixo estão discussões mais específicas sobre alguns sistemas lógicos. Veja também: lista de tópicos em lógica.


     Lógica Aristotélica
A Lógica aristotélica foi iniciada por Aristóteles. Embora seja possível que Aristóteles tenha aprendido de alguém anteriormente, o primeiro estudo do raciocínio foi atribuído a ele. Aristóteles e seus discípulos concluíram que dois dos mais importantes princípios da lógica são a lei da não-contradição e a lei do terceiro excluído. Esta lógica é atualmente conhecida por vários nomes, que a distinguem de sistemas lógicos mais recentes, por exemplo, Lógica Aristotélica ou Lógica bivalente clássica.

A lei da não-contradição diz que nenhuma afirmação pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo e a lei do terceiro excluído diz que uma afirmação deve ser ou verdadeira ou falsa. Combinadas, estas duas leis requerem dois valores de verdade que são mutuamente exclusivos. Uma afirmação pode ser falsa ou verdadeira, mas, de modo algum, pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo.


   Lógica formal
A Lógica Formal, também chamada de Lógica Simbólica, se preocupa basicamente com a estrutura do raciocínio. A Lógica Formal lida com a relação entre conceitos e fornece um meio de compor provas de declarações. Na Lógica Formal os conceitos são rigorosamente definidos, e as sentenças são transformadas em notações simbólicas precisas, compactas e não ambíguas.

Alguns exemplos de notações simbólicas são:

As letras minúsculas p, q e r em fonte itálica, são convencionalmente usadas para denotar proposições:

p: 1 + 2 = 3
Esta declaração define que p é 1 + 2 = 3 e que isso é verdadeiro.

Duas proposições podem ser combinadas, formando conjunções, disjunções ou condicionais. Elas são chamadas operadores lógicos binários . Estas proposições combinadas são chamadas proposições compostas. Por exemplo:

p: 1 + 1 = 2 e "Lógica é o estudo do raciocínio."
Neste caso, e é uma conjunção. As duas proposições podem diferir totalmente uma da outra.

Na matemática e na ciência da computação, pode ser necessário enunciar uma proposição dependendo de variáveis:

p: n é um inteiro ímpar.
Essa proposição pode ser ou verdadeira ou falsa, a depender do valor assumido pela variável n.

Uma proposição com variáveis livres é chamada função proposicional com domínio de discurso D. Para formar uma proposição real, devem ser usados quantificadores. "Para todo n", ou "para algum n" podem ser especificados por quantificadores: o quantificador universal, ou o quantificador existencia, respectivamente. Por exemplo:

para todo n em D, P(n).
Isto pode ser escrito como:



When there are several free variables free, the standard situation in mathematical analysis since Weierstrass, the quantifications for all ... there exists or there exists ... such that for all (and more complex analogues) can be expressed.


Lógica matemática
Lógica Matemática é o uso de lógica formal para estudar o raciocínio matemático. No início do século XX, lógicos filosóficos incluindo (Frege, Russell) tentaram provar que matemática poderia ser inteiramente reduzida à lógica. Eles diziam que descobrir a forma lógica de uma sentença era, na verdade, revelar a forma "certa" de dizê-la, ou revelar alguma essência previamente escondida. A redução falhou, mas, hoje em dia, a lógica é aceita como uma forma precisa de descrever o raciocínio matemático.


Lógica filosófica
Lógica filosófica é essencialmente uma continuação da disciplina tradicional que foi chamada "Lógica", depois ela foi substituída pela invenção da Lógica Matemática. Relaciona-se com a elucidação de idéias como referência, previsão, identidade, verdade, quantificação, existência, e outras. A Lógica filosófica está muito mais preocupada com a conexão entre a Linguagem Natural e a Lógica.


Lógica de predicados
Gottlob Frege, em sua Conceitografia (Begriffsschrift), descobriu uma maneira de reordenar várias sentenças para tornar sua forma lógica clara, com a intenção de mostrar como as sentenças se relacionam em certos aspectos. Antes de Frege, a lógica formal não obteve sucesso além do nível da lógica de sentenças: ela podia representar a estrutura de sentenças compostas de outras sentenças, usando palavras como "e", "ou" e "não", mas não podia quebrar sentenças em partes menores. Não era possível mostrar como "Vacas são animais" leva a concluir que "Partes de vacas são partes de animais".

A lógica sentencial explica como funcionam palavras como "e", "mas", "ou", "não", "se-então", "se e somente se", e "nem-ou". Frege expandiu a lógica para incluir palavras como "todos", "alguns", e "nenhum". Ele mostrou como podemos introduzir variáveis e quantificadores para reorganizar sentenças.

"Todos os humanos são mortais" se torna "Todos os X são tais que, se x é um humano então x é mortal." que pode ser escrito simbolicamente como:



"Alguns humanos são vegetarianso" se torna "Existe algum (ao menos um) x tal que x é humano e x é vegetariano" que pode ser escrito simbolicamente como:



.
Frege trata sentenças simples sem substantivos como predicados e aplica a eles to "dummy objects" (x). A estrutura lógica na discurssão sobre objetos pode ser operada de acordo com as regras da lógica sentencial, com alguns detalhes adicionais para adicionar e remover quantificadores. Frege's work started contemporary formal logic.no,

Frege adds to sentential logic (1) the vocabulary of quantifiers (upside-down A, backward E) and variables, (2) a semantics that explains that the variables denote individual objects and the quantifiers have something like the force of "all" "some" in relation to those objects, and (3) methods for using these in language. To introduce an "All" quantifier, you assume an arbitrary variable, prove something that must hold true of it, and then prove that it didn't matter which variable you chose, that would have held true. An "All" quantifier can be removed by applying the sentence to any particular object at all. A "Some" (exists) quantifier can be added to a sentence true of any object at all; it can be removed in favor of a term about which you are not already presupposing any information.


Lógica de vários valores
Sistemas que vão além dessas duas distinções (verdadeiro e falso) são conhecidos como lógicas não-aristotélicas, ou lógica de vários valores.

No início do século 20, Jan Łukasiewicz investigou a extensão dos tradicionais valores verdadeiro/falso para incluir um terceiro valor, "possível".

Lógicas como a lógica difusa foram então desenvolvidas com um número infinito de "graus de verdade", representados, por exemplo, por um número real entre 0 e 1. Probabilidade bayesiana pode ser interpretada como um sistema de lógica onde probabilidade é o valor verdade subjetivo.


Lógica e computadores
Lógica é extensivamente usada em áreas como Inteligência Artificial, e Ciência da computação.

Nas décadas de 50 e 60, pesquisadores previram que quando o conhecimento humano pudesse ser expresso usando lógica com notação matemática, supunham que seria possível cria uma máquina com a capacidade de pensar, ou seja, inteligência artificial. Isto se mostrou mais difícil que o esperado em função da complexidade do raciocínio humano. programação lógica é uma tentativa de fazer computadores usarem raciocínio lógico e a linguagem de programação Prolog é comumente utilizada para isto.

Na lógica simbólica e lógica matemática, demonstrações feitas por humanos podem ser auxiliadas por computador. Usando demonstração automática de teoremas os computadores podem achar e checar demonstrações, assim como trabalhar com demonstrações muito extensas.

Na ciência da computação, a álgebra booleana é a base do projeto de hardware.


See also analytic proposition; college logic; argument form; validity; soundness; cogency; deduction and induction; modus ponens; affirming the consequent; modus tollens; disjunctive syllogism, faith, Scientific method; fuzzy logic; history of logic; set theory



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