Editorial
DISTRITO DA LUNDA OCUPAÇÃO DOS MESSIO VARIOS E CRIAÇÃO DAS SUAS
DIOCESES.
Quando em 1895 se criou o
distrito administrativo da Lunda foi – ele dada por sede a povoação de
Capenda-Camulemba na margem direita do rio Cuango em terras do soba do mesmo
nons.
Comparem, esta terra ficaram
demasiado isoladas no interior e com comunicações difíceis, a sede fixou-se
provisoriamente em Malanje. Este provisórios porém tornou-se definitivo e não a
pensou em capenda.
Nos Governos de veríssimo
Sarmento e de Almeida Teixeira fez-se a ocupação de várias terras além-Cuando.
Em 1911 organizou-se uma missão comercial a Mana Quimbundo e em 1916 o governador-geral
Massano de Amorim de instruções ao governador da Lunda (Malanje) para instalar
definitivamente a capitania-Mor de Mona Queimbundo do com a sede em Saurimo.
Era sua intenção ligar a linha de penetração camaxilo- Cuilo, Luchico com a de
Mussolo-Mona Quimbundo por uma transvesal que segressi o vale do Chicapa.
Em novembro de 1917 a guarnição
do Luchico avançou para leste ate chicapa e do seu reino saio uma outra para o
leste a instalar um posto em chiluage, na margem do cassai, e outro intermédio.
Em 1918 desmembrou se o distrito
ficando de Malanje com terras a leste do rio cuango e novo da Lunda com
território entre este rio cassai. Para capital escolhida a sede da capitania
mor saurimo posteriormente passaria a chamar Henrique de Carvalho.
Em 1920 contava se na lunda
central e oriental as capitanias mares de cuilo chicapa com postos, em capaia e
Lóvua em terras de côkwe, minungos cassai norte noroeste, a de camaxilo.
Neste mesmo ano houve algumas
operações militares entre chicapa e Cuilo.
Em 1907 avia-se reconhecimento a
existência dos diamantes nos vales de alguns rios da Lunda.
A companhia de pesquisa mineral
de Angola de se formou mais tarde a diamang, fez avançar em 1913 para leste uma
expedição comandada pelo capitão António Brandão de Melo, seu representante em
Luanda. Partiu de Camaxilo e chegou ao Luachimo onde estabeleceu a estação com
os engenheiros que Congo, Belga operava já na região Cassai.
A
PRIMEIRA ARQUIDIOCESE DO LESTE EM SAURIMO E O SEU PRIMEIRO ARCEBISPO
SUA
CRIAÇÃO COMO DIOCESE DE SAURIMO
A Diocese de Saurimo foi erecta
pelo Papa Paulo VI com bula est Apostolicum Nostrum a 10 de Agosto de 1975
subtraindo-se da diocese de Malange todo território de Saurimo. Lunda,
actualmente Lunda-Sul.
Com os mesmos limites que formam
o distrito província. A nova diocese e sede do novo diocese e a sede do novo
bispo será a cidade de Saurimo Ex Henrique de Carvalho e a catedral episcopal
ficará na Igreja dedicada a Assunção, escreve o documento.
Segundo o documento para a
divisão eclesiásticas a diocese de Saurimo ora erecta tornava a sufraganea da
Igreja metropolitana de Lunda. Em 12 de Abril de 2011 a diocese de Saurimo foi
elevada a categoria de Arquidiocese.
O território da arquidiocese de
saurimo abrange toda a província da Lunda Sul com quatros municípios, numa
extensão de 77.637km2 de superfície.
O primeiro bispo de saurimo foi
Dom Manuel Franklin da Costa natural de Cabinda governou a diocese durante um
(1) ano, e cinco (5) meses. 28 de Setembro de 1975 a 1977.
O segundo bispo foi Dom Pedro
Ribeiro governou a diocese de Saurimo durante vinte (20) anos até dia 06 de
Abril de 1997.
O terceiro bispo foi Dom Eugénio
Dal Corse governou onze (11) anos 1977 a 2008.
O quarto bispo é Dom José Manuel
Imbamba como administrador Apostólico de 2009 a 2011. E depois da criação da
arquidiocese a sua excelência reverendíssima Dom Imbamba passou a ser o
arcebispo da arquidiocese de saurimo/Lunda-Sul, pastor da igreja.
SUA VIDA
Dom José Manuel Imbamba nasceu
em Boma na Província do Moxico a 7 de Janeiro de 1965, foi ordenado sacerdote
em Dezembro de 1991, e bispo a 6 de Outubro de 2008. É licenciado e doutorado
em filosofia na pontifícia universidade urbana 1995-1999.
O primeiro arcebispo
metropolitano Dom José Manuel Imbamba foi empossando recentemente na capital da
Província da Lunda-Sul.
O acto assistido por bispos, padres, fiéis católicos e governantes foi
feito pelo encarregado de negócios da nunciatura Apostólica em Angola Monsenhor
Gian Luca Perici que deu a bula e o palio ao arcebispo empossado como símbolo
de poder.
A sua tomada de posse foi dia 31
de Julho de 2011.
A sua nomeação foi criada pelo
santo padre Papa Bento XVI (Joseph Alois Ratzinger). Na tomada de posse do
primeiro arcebispo metropolitano aglomerava vários cristãos vindo de diversas
Províncias de Angola. O seu lema é «tudo para todos», o apóstolo da igreja católica
na Lunda especialmente três (3) Províncias Lunda-Sul, Lunda-Norte e Moxico.
Jerónimo Quipuculo (IIIºano)
Deus
falou e continua a falar aos homens
Antigamente, Deus falou muitas
vezes e de muitas maneiras aos nossos antepassado, por meio de Profetas (Hebr
1,1). Deus falou-nos, sobretudo por meio do seu filho Jesus Cristo, que se fez
homem como nós, foi morto pelo nossos pecados e ressuscitou dando a vida a quantos
a desejam. Foi por meio dele que Deus criou todas as coisas (Hebr-1,2 – Jo, -
1,12).
E Deus continua a falar-nos por
meio do seu espírito nas coisas que acontecem nos povos do mundo.
Quais são caminhos a escolher?
Encontrar os caminhos fica uma tarefa sempre diferente em cada lugar e em cada
tempo.
A palavra de Deus indica-nos
onde devemos chegar, mas nós é que devemos descobrir os caminhos. Deus fala, o
seu espírito fala, mas nós devemos prestar atenção para ouvir e compreender.
Mas é tarefa das comunidades e
de cada cristão transformar estas picadas em estradas estáveis e larga, e em
descobrir outros caminhos. «O mundo é a lavra e a palavra de Deus é a semente»
são palavras de Jesus (parábola do semeador).
Ora para que a semente não se
estrague e dê frutos, é preciso conhecer a lavra, saber que terreno tem, ver se
o terreno está lavrado, se tem pedras, espinhas e tronco.
Como vai, então a lavra que é o
mundo?
Se por um lado vemos que está a
aumentar o número das pessoas que estão decididas a acabar com as doenças, com
a fome, com a ignorância… por outro lado é também verdade que as guerras continuam,
que a maioria dos homens sofre ou morrem de fome. Um pequeno grupo de homens
tem todas as riquezas e os outros vivem sem meios. Um pequeno grupo de homens
tem todo o poder e a força, e os outros devem obedecer. Há divisão entre raças,
entre homens e mulheres, entre as diferentes nações. Há países cujos governos
vivem graças às prisões, às torturas, á polícia gastam cada dia milhões e
milhões de contos para construir armas de, e no entanto a gente morre de fome.
Temos ainda muito que fazer para pôr em prática esta vontade de Deus.
A maior dos homens ainda está escrava das coisas. Dizer: «É Deus que quer isto»
é dizer que é Deus que quer doença, a maldade dos homens! Acreditar nos
feitiços é pensar que os homens não podem conseguir dominar as coisas: é pensar
e quer dominar as outras pessoas. É pensar que os feitiços são mais fortes do
que a vontade de Deus. Uma pessoa que pensa assim não só pode ser cristão, mas
também não lutará com convicção tudo o que faz sofrer os homens.
Lutar para mudar as coisas é tarefa dos homens. Ficar de braços
cruzados é ficarmos escravos das coisas e do nosso coração.
Homem e
Mulher: criados a imagem e semelhança de Deus
Conhecemos pela história o longo caminho do sofrimento e da exploração
que existiu entre os homens. Cada povo, cada raça procura dominar as outras.
Havia distinção entre homens livres e escravos. Hoje proclama-se que todos os
homens são iguais, que mulher é igual ao homem: mas a realidade continua a ser
diferente.
Há povos que possuem tudo e outros – a maioria – que sofrem a fome. Há
distinção entre raças e cores, entre homem e mulher. A maioria das pessoas não
sabem ler e escrever, são mal pagas por não possuírem um diploma, uma
qualificação. Devem aceitar o trabalho e as condições que lhes são impostas. Só
um grupo decide a mandar, e todos os outros devem obedecer. Todas as injustiças
e males que sofrem o mundo de hoje são ainda maiores para as mulheres,
crianças, velhos e doentes
Quando aceitamos que as coisas corram assim, nós cristãos somos mais
culpados do que os outros, pois a palavra de Deus é muito clara.
Os
homens podem escolher o bem e o mal
Os homens, à diferença dos animais, podem escolher uma maneira ou
outra de viver. Podem seguir um caminho ou outro. Pode escolher o bem e o mal.
Todos fizemos, e fazemos cada dia, a experiência de dever escolher que podemos
obedecer as duas vozes que falam no nosso coração: uma voz que nos convida a
procurar o que é bom para nós e para os outros e outra que nos convida a sermos
maus. Temos que escolher, somos livre. Mesmo se dizemos que tudo vem de Deus,
que Deus quis isto ou aquilo, sabemos que podemos escolher. Muitos sofrimentos
vêm por causa das nossas escolhas.
Também nós somos Adão e Eva.
Também nós podemos escolher, acreditar em Deus ou desconfiar. Cada um de nós
sente-se dividido no coração como o sentia Paulo: queremos fazer o bem, mas
muitas vezes escolhemos o que é mau (Rom 7,19-23).
E, no Evangelho, Jesus
convida-nos muitas vezes à conversão, a escolher uma vida diferente. Jesus
chama-nos a escolher.
Muitos perguntam-se: por que
devemos sofrer por causa do pecado de Adão e Eva? É esta uma pergunta que serve
só como desculpa. Todos nós somos Adão e Eva.
Cada um de nós deve escolher e o
mundo poderá ser diferente conforme as nossas escolhas. A responsabilidade do
mal não é de Adão e Eva mas de todos nós. Assim dizer que o mal vem de Deus é
renunciar à nossa responsabilidade, à nossa capacidade de escolher e de mudar
as coisas. Não sabemos porque os homens escolhem o mal e porque existe o
sofrimento. Mas o que é importante é tomar a sério o combate para um mundo
diferente. A nós escolher!
4º
DESCOBRIR O MUNDO…DESCOBRIR O HOMEM
No século XIV, os Europeus pouco
conheciam o mundo. E o mesmo se pode dizer dos outros povos, disperso por todo
o planeta. Os descobrimentos mudaram a face do mundo e puseram os povos em
contactos uns com os outros, permitindo a troca de produtos e o encontro de
cultura.
Ao mesmo tempo que descobriram
um mundo novo, os homens começavam também a descobrir-se a si próprio. Durante
século tinham vivido preocupados com as coisas divinas ignorando quase tudo
sobre o próprio homem.
Intensamente religioso, o homem medieval
europeu tinha colocado Deus e a Igreja Católica no centro da sua vida tudo,
desde o nascimento até à morte era marcado por uma visão teocêntrica da
realidade.
No entanto, séculos antes, na
Grécia e Roma antiga, muitos pensadores tinham já centrado os seus estudos no
conhecimento do homem considerando como ‘‘a medida de todas as coisas’’.
A partir dos finais do século
XV, primeiro na Itália e depois noutros países da Europa ressurge este
interesse pelo conhecimento do ser humano. Sem deixar de ser religioso o intelectual
do século XV colocava agora o homem no centro dos seus interesses, passando a
ter uma visão antropocêntrica da vida e do homem.
Antes do século XVI
acreditava-se que a terra era um ponto fixo no universo, com os planetas, o sol
e as outras estrelas a girarem a sua volta. Era o sistema geocêntrico, exposto
por Ptolomeu no século II.
Século antes, outro grego,
Aristarco de Samos, tinha posto a hipótese de a terra à volta do sol, mas as
suas ideias não tiveram aceitação e foram rapidamente esquecidas.
5º A
MISSÃO DO LEIGO CRISTÃO NA IGREJA E NO MUNDO
A novidade religiosa é o
fundamento e o título da igualdade de todos os baptizados em Cristo, de todos
os membros do povo de Deus. A realidade de fiel cristão é, pelo baptismo, a
raiz original do povo de Deus.
Os baptizados somos chamados a
realidade a missão que Deus entregou a igreja no mundo. Todos temos direito de
promover a acção missionária com as nossas iniciativas.
Para entender a Igreja e
realizar a evangelização, os membros do corpo de Cristo devemos enraizar-nos no
baptismo que nos une e constitui-nos, em Cristo, num único corpo com o mesmo
Espírito. Assim, os Padres religiosos e leigos gozam da mesma dignidade
baptismal, formando um único povo reunido na unidade da Trindade.
Santo Agostinho insiste na comum
dignidade entre os ministros ordenados e os leigos; apresenta-se como condiscípulo,
conservo, «ovelha convosco sob o único pastor».
São João Crisóstomo conclui: «vós
todos, simples fiéis, escutai bem e não esqueçais. Nós formamos um só corpo e
só nos diferenciamos uns dos outros como os membros se diferenciam uns dos
outros. Não deixeis só os sacerdotes a preocupação da Igreja.
O leigo é um baptizado, membro
do povo de Deus, e vive a condição cristã. O sacerdote é um cristão que se
consagra a Deus com uns votos assumidos pela igreja. Teologicamente o que
diferencia o leigo do sacerdote ou do religioso é algo que deriva do baptismo e
que os torna grupo específico: o sacramento da ordem e os votos religiosos (4).
6º
LEIGOS SÃO CHAMADOS PELO SENHOR PARA UMA MISSÃO
«Os fiéis leigos são
pessoalmente chamados pelo senhor, de quem recebem uma missão para igreja e
para o mundo».
Os baptizados são chamados a
participar pessoalmente e comunitariamente, como sujeitos activos, na
construção do mundo e da história. Estamos incorporados ao ministério salvador
trinitário e convidados a realizar a missão que Cristo transmitiu aos Apóstolo
e, neles, a toda a igreja. O cristão, seja qual for o seu carisma concreto,
está chamado a difundir o Reino de Deus.
Cristo chama e escolhe (Jo 15,
16) e o espírito consagra-nos anunciar a Boa Nova e testemunhar a Ressurreição
(Act 1, 8).
«O apostolado dos leigos é
participação na própria missão salvadora da Igreja, e para ele todos são
destinados pelo senhor, por meio do baptismo e da confirmação…
Incumbe, portanto, a todos os leigos a
magnífica tarefa de trabalhar para que o desígnio de salvação atingir cada vez
mais os homens de todos os lugares e tempos. Esteja-lhes, pois, amplamente
aberto o caminho, a fim de que…também eles participem com ardor na acção
salvadora da Igreja» (9).
«A vocação cristã é também, por
sua própria natureza, vocação ao apostolado». «A todos os fiéis leigos incumbe
o glorioso encargo de trabalhar para que a mensagem divina de salvação seja
conhecida por todos os homens» (10).
A vocação à santidade anda
intimamente ligada à missão e à responsabilidade confiada aos fiéis leigos na
Igreja e no mundo (12).
É claro: os leigos não são
simples convidados ao apostolado, nem devem esperar que alguém os envie: eles
têm o direito e o dever de exercer o tríplice ofício. O apostolado não é
facultativo, provisório ou transitório: o leigo é apóstolo porque é cristão.
AGIA E
RELIGIÃO
O estudo das religiões dos
primitivos onde só evidentes os gestos mágicos, assim como certos desvios
supostamente religiosos de hoje, põe a questão: não será a religião uma magia
mais evoluída? Não será a religião para os povos mais civilizados o mesmo que a
magia era e é para os povos primitivos?
A magia é uma afirmação do
homem, é uma manifestação do seu poder perante as forças ocultas, que pretende
dominar pelos gestos ou palavra cabalísticas, pelas oferendas pelos objectos
pelos animais. Intenta directamente a afirmação de cada homem neste mundo
obrigar os deuses a servir os homens. Não exige uma atitude interior, com
respeito, amo, esperança e arrependimento: basta-lhe o gosto mágico, o rito, as
formalidades externas para que consiga o seu fim. Pela magia, o homem não sai
do seu mundo. Por isso, hoje reconhece-se que a magia foi o 1º passo para a
ciência, desaparecendo quando estar a parece: a alquimia e a astrologia cederam
terreno perante o método científico da química e da astronomia.
A religião impõe logo de início
o reconhecimento dum outro mundo onde o homem entrara por uma continua
renovação interior, de nada valendo os gestos, as palavras as atitudes é os sacrifícios
se a alma se encontrar ausente: tudo isso tem valor apenas como expressão dum
estado interior de respeito reconhecimento, amor e prece perante a divindade.
Esta não é violentada pelo homem: encontra-se com homem no amor mútuo. Por
outro lado, a religião atende a todos os homens e fala duma salvação de todos,
quando a magia se limita a certos iniciados.
Magia e religião passam raízes
antigas e brotam do modo de ser da humanidade, que reconhecer o seu poder e
também os seus limites. Não admirar, então, que imensas vezes a expressão religiosa
se encontrem penetradas pela expressão mágica: aconteceu em muitas religiões
antigas ainda hoje se encontra em algumas religiões. Nem admirará também que o
próprio cristianismo possa ser penetrado pela magia enquanto tentativa de
afirmação do homem perante Deus, como o provam certos desvios confirmado pela
história e também pela actual observação. Com a ciência a região tem denunciado
sempre s magia: aquela, porque a substitui purificando-a; esta porque reconhece
a transcendência divina e os limites do homem.
A
RELIGIÃO NAS CIVILIZAÇÕES ANTIGAS
A história das civilizações
antigas esclareceu-nos quando aos pontos fundamentais das suas religiões. E
ainda hoje encontramos os grandes monumentos da antiguidade orientais ou
clássico a atestar essas religiões.
Tais religiões parecem-nos hoje
muito imperfeitas e até nos espantamos como os Gregos e os Romanos se não
mostraram mais evoluídos na questão religiosa, já que o foram em tantas outras
coisas. Elas merecem estudo cuidadoso não só porque são manifestação do
constante sentido religioso, mas antes porque influenciaram o cristianismo,
quer directamente, quer pelo esforço Romano de juntar na Capital do império
todos os cultos, num fechado sincretismo religioso.
Esta expresso religiosa, mais ou
menos oficial, intentava antes a união dos povos, põe exemplo, o culto do
imperador em Roma, do que se preocupava com a salvação pessoal. Muito
ritualista e formalista, atendendo mais ao exterior do que do interior,
autêntica mitologia muito próxima de magia, imaginando os deuses como homens
superiores, não contentava os espíritos mais nobre e exigentes. À contestação
personalista contra este ritualismo nasceram as religiões do mistérios, em que
se salientaram os ministérios de eleúsis, de Osíris, de mitra, etc.
AS ACTUAIS
GRANDES RELIGIÕES
Ao lado do Cristianismo e
atendendo ao número de crentes, à extensão geográfica e à sua actual influência
na vida e pensa dos povos pondo de parte as denominadas religiões animistas dos
povos subdesenvolvidos, as actuais principais religiões são:
a) Hinduísmo, herdeiro do
bramanismo e do vedismo antigos.
b) Budismo, baseado nos
ensinamentos de Siddharta Gautamer ou Buda (cerca de 560-480 a.c.), hoje
dividido em vários ramos, de que o Sintoísmo do japo se pode considerar um ramo
heterodoxo; não afirma directamente a existência de Deus, é quase um ateísmo, e
nega a realidade e do mundo e do eu.
C) Confucionismo, coexistente e
influenciado pelo Budismo e aceitando ilhas de Taoísmo, remonta a um pouco mais
que lendário Confúcio e é intérprete das antigas tradições chinesas.
d) Judaísmo, religião baseada no
A.T. e que tem persistido apesar de o povo judeu ter sido perseguido e formar,
através dos séculos, uma nação dispersa entre os outros povos.
e) Islamismo, ou religião muçulumano,
religião de Maomé, que se apresenta como u último profeta de Deus (Alá),
reconhecendo Jesus como um profeta ao nível dos demais profetas do A.T.
As regiões animistas actuais
conhecerão, em fim idêntico ao das religiões antigas, dado que se apresentam
muito imperfeitas e mais ou menos estáticas ou «fossilizadas». Por seu lado,
deve reconhecer-se uma acção dinâmica ao hinduísmo, ao budismo, embora muito
menos ao confucionismo: todas elas intentam a perfeição dos seus fiéis e não ignoram
acção missionária.
ORIGEM
DA RELIGIÃO
Têm-se buscado diferentes origens
para o fenómeno religioso normalmente, buscam-se essas origens não apenas para
explicar e entender o fenómeno religioso, traduzido na constante das religiões
através dos tempos, mas antes para ver como vencer esse fenómeno que teima em
persistir apesar dos séculos das filosofias dos movimentos anti-religioso e do
ateísmo militante.
A explicação positivista de
augusto comete baseia-se na afirmação ultrapassada de religião, filosofia e
ciência constituem três estados, ou estádios, independente entre si e a ceder
terreno prostrado, ou estádios, progressivamente cada um diante do seguinte.
Analisado o homem é simultaneamente religioso, filósofo e cientista, não
encontrando em qualquer destes ramos de conhecimentos oposições dos outros,
desde que haja verdade e pureza nos seus métodos.
Durkheim, afirmando que apenas
as forças colectivas do sociais ajudam o individuo a vencer e a afirmar-se
supõe que a religião não passa duma divinização ou sacralização das leis
sociais duma criação social. Esquece a oposição verificada pela história entre
sociedade e doutrinadores religiosos, de que Cristo pode ser um exemplo, como
ainda não entende a que budismo não existe sem buda, o judaísmo sem Moisés e os
profetas, o cristianismo sem Cristo, o islamismo sem Maomé se a sociedade
interfere na expressão religiosa, e se algumas religiões não passa da
sacralização das leis sociais, tudo isso acontece em prejuízo da religião e
nunca para sua purificação doutrinal.
Para Karl Marx, o proletário, o
homem, encontra-se alienado numa sociedade em que é pária. Por reacção, busca
numa divindade, num outro tempo e outro espaço, o sagrado e a eternidade, o que
lhe falta na sociedade que o escraviza. Assim, a religião seria uma
mistificação, uma fuga, uma evasão, tornando-se o grande obstáculo a uma tomada
de consciência para que os homens resolvam na terra os seus problemas humanos:
«a religião é o ópio do povo».
Para Freud, a religião é uma
sublimação de sexualidade dos «complexo» originando-se a ideia de Deus pela projecção
no domínio da sublimação, o sagrado, da ideia do pai. A vitória sobre os
complexos e a aceitação dos instintos primários criação uma outra mentalidade
onde a sublimação para o sagrado deixará de ter lugar ou importante.
Se Karx Marx e Freud, por
exemplo, apresentaram as suas teorias em meio cristão e encontraram aceitação
para as suas teses, é porque a realidade concreta da vivência cristã no meio em
que viviam a isso os leiseu. A maior dificuldade para a compreensão da religião
em si, do seu valor para as pessoas e para a sociedade encontrar-se-á sempre na
defeituosa vivência religiosa dos crentes. Mas uma doutrina terá sempre de ser
estudada em si e não na vivência que dele apresentam algumas, embora esses
digam seguir de perto tal doutrina.
A
LIBERDADE RELIGIOSA
O homem é um ser inteligente e
livre, a tomar decisões por si, de acordo com a sua consciência. Toda a forma
de intolerância que não permite a cada homem ser o que pretende ser, é um
atentado contra a dignidade humana, é um escândalo a exigir contínua denúncia e
persistente contestação.
Escândalo mais sombrio é a intolerância religiosa, uma vez que a
religião, mais que outra expressão humana, implica uma atitude de consciência
livre.
Escândalo ainda mais trágico
será toda a intolerância, ou opressão religiosa, feita em nome do cristianismo,
doutrina que apresenta um Deus criador do homem livre e respeitador das
consciências, religião de Cristo que morreu na cruz para afirmar que o homem
possui o admirável direito de preferir a consciência ao juízo dos outros e que
sempre se apresentou como defensor dos oprimidos na sua dignidade humana.
Esta questão pertence a todos os tempos, mas ganhou mais acuidade em
nossos dias, que talvez não sejam menos opressivos que os antigos
Ângelo de Assunção e Artur João (IIIº ano)
«TECNOLOGIA»
Tecnologia:
- Tecnologia (do grego)
significa: arte, oficio, técnica e estado é um termo que envolve o conhecimento
técnico e científico e as ferramentas, processos e materiais criados e/ ou
utilizados a partir de tal conhecimento, dependendo do contexto.
·
As ferramentas e as Máquinas
- Que ajuda a resolver problemas,
·
As técnicas, conhecimentos, métodos materiais
ferramentas e problemas ou ao menos facilitar a solução dos mesmo, um métodos
ou processo de construção e trabalho tal como.
a) Tecnologia de manufactura
b) Tecnologia de infra-estrutura
c) Tecnologia especial
a) TECNOLOGIA DE MANUFATURA:
Manufactura é um processo de
produção de bem em série padronizada.
CONCEITO:
- Manufactura é um sistema de
fabricação de grande quantidade de produtos de forma padronizada e em usadas
somente as mão (como era feito antes da revolução industrial) ou com a
utilização de máquinas como passou a ocorrer após a Revolução industrial.
A VANÇOS
TECNOLÓGICOS:
Em 1765 o engenheiro Escocêus
James Watt. Aumenta a eficiência do motor a vapor ao introduzir o condensador
na máquina de New comen.
Em 1768 o inventor Inglês Sir
Richard Arkwright cria uma máquina de fiar avançada para o período, aumentando
significativamente a produtividade.
Em 1793 o engenheiro Norte
Americano Eli Whitney cria os descaroçados de algodão.
b)
TECNOLÓGIA DE INFRA-ESTRUTURA:
É o conjunto de elementos que
suportam uma estrutura de construção civil. Tipos de infra-estrutura.
·
Infra-Estrutura (Engenharia)
·
Infra-Estrutura (Tecnologia)
·
Infra-Estrutura (Economia)
c)
TECNOLOGIA ESPECIAL:
Trata dos avanços tecnológico
referente a astronomia e ao espaço Sideral.
O IMPACTO DA TECNOLOGIA NA SOCIEDADE E MUNDO
ACTUAL.
O impacto da tecnologia na
sociedade é relevante, porque como a tecnologia tem vindo a fazer cada vez mais
parte dos nossos costumes, cada vez mais dependente dela.
A tecnologia dos dias de hoje
faz-se sentir uma maior dependência entre os grandes centros urbanos como os
distritos portugueses e as aldeias e vilas. Nota-se que o futuro chega mais rapidamente
nos grandes centro urbanos em que se pode acreditar num futuro semelhante ao da
casa do futuro onde encontramos tecnologias que nunca esperávamos encontrar e
que se calhar só estarão presentes no nosso mundo daqui a uns anos.
Enfim na nossa visita, no futuro
a tecnologia não vai ser uma influência na sociedade mas sim uma necessidade,
tal como vimos na “casa do futuro” em que tudo funciona com ajuda da Tecnologia.
A tecnologia da casa esta ligada á internet.
EX: Se alguma vez a internet
falha como é que vão conseguir realizar as tarefa de casa?
A modernização e a tecnologia
são úteis para as nossas vidas, tanto no trabalho, como em casa, no entanto há
coisas que ainda precisam ser melhoradas, por exemplo no caso das
Telecomunicações, para situações em que há uma emergência.
A TECNOLÓGIA E O HOMEM MODERNO
O homem ao longo de sua
história, tem criado diversos meios e ferramentas para que melhor pudesse viver
e se comunicar. Diante de todas as suas corações, hoje ele se vê mergulhado em
conflitos pois muitos do que tem criado, tem sentido efeito, negativo na sua
vida.
Um exemplo bem visível é o
aumento do desemprego em razoado automação, a poluição ambiental etc. Por outro
lado, todos esses inventos têm facilitado bastante a sua vida como, por
exemplo, os meios de transporte, a comunicação electrónica etc.
Diante de todo esse processo de
mudança hoje próprio homem já se questiona se o seus inventos Tecnológicos
estão contra ou a favor de do seu próprio criador. Na realidade, o que se
percebe é que o homem se vê mergulhado num mundo onde tudo parece muito óbvio e
Técnico, onde o mais importante é fazer, é criar e ter. O que poderia ser meio
é instrumento passa a ser mais importante que os próprios valores humanos pois,
estes são colocados em segundo plano.
Como consequência de tudo isso,
o homem se vê incapaz de gerir o seu próprio destino. Assim também as relações
humanas estão cada vez mais “frias” e a solidariedade e a cooperação estão cada
vez mais menos predominantes em nosso meio.
Toda essa mudança tem reflectido
de forma directa no processo educativo pois esses conhecimentos têm provocado
dificuldades e desorientação principalmente por parte de pais e professores.
O que se percebe é que, apesar
da criação de novos instrumentos tecnológicos que poderiam ser visto como mais
uma ferramenta de aprendizado, existe um receio muito grande por parte de
alguns educadores que, muitas vezes, pode até mesmo ver esse instrumento como
um inimigo que poderá substituí-lo
EX: O computador, Televisão, O Telefone. Etc.
TECNOLÓGIA
E A NATUREZA:
A presença da tecnologia no
mundo actual é um factor predominante e preponderante na sociedade, estar
tecnologicamente conectado a ela é um dos Desafios mais Relevantes para o
homem, o objectivo da internet, tecnologia de ponta, e desafiar o homem a
voltar-se à exploração de elementos computacionais bem como dos naturais, que
antes despertavam eminentemente o interesse dos homens das cavernas no inicio
da civilização humana.
No que diz respeito ao meio, a
primeira providência do homem segundo cox
/2003 foi garantir sua sobrevivência, ensaiando os primeiros passos na
Infância da humanidade, pois a busca por recursos naturais tornou-se relevante
para a manutenção de sua vida.
Fazendo uma correlação com
autor, percebe-se que os homens como sendo um ser pensantes que foi e é capaz
de procurar alternativas para a solução de problemas que prejudicariam o
desenvolvimento e/ ou crescimento na vida em sociedade, desse sentido, e valido
ressaltar a significância da Tecnologia para o melhoramento desse aspecto
social.
Em contrapartida com esses
avanços tecnológicos o homem influencia e promoveu transformações no meio na
qual vive, isto é na natureza. A partir daí surgem inúmeras transformações em
decorrência dessas dificuldades bem como escassez, miséria, fome entre outros,
factores, surge assim a necessidade de recorrer aos esforços intelectuais necessários
e Tecnológicos.
Segundo Costa e Oliveira (2004)
o desenvolvimento da informática se iniciou a priori com o emprego de
computadores de grande parte, que era instalado em sala especiais e operado por
profissionais altamente qualificados.
Jerónimo Quipuculo e Sebastião Hunguissa
(IIIº ano)
CONCEITO
DA CULTURA
A palavra cultura é polissémica,
tem muitos sentidos (significação). Existe mais de cem conceitos de cultura ou
seja vários factores e vários autores que falaram e falam da cultura cada um segundo
a sua concepção e sua escola, a sua área de formação pela religião, pela origem
genealógico.
Etimologicamente a palavra
cultura vem do verbo latino «colere» cultivar, instruir e do substantivo:
«culto» que significa cultivo, cultura e comportamento cultivado.
Como uns dos alguns dos
americano o antropologia: Edward Tylor, definiu a cultura como todo complexo que
inclui conhecimento, crença, arte, moral, leis, costume e todas as outras
capacidades adquiridas pelo homem como membro da sociedade.
Os componentes da cultura são: a
linguagem, as tradições: artísticas, cientificas, e filosóficas, os monumentos artísticos
e os documentos históricos, a música, a religião, a alimentação, as técnicas
próprias, as práticas políticas e o comprimento das tarefas quotidianas.
A cultura é um produto do homem.
Neste sentido podemos dizer que o homem é produto da cultura, o homem é um
animal que pensa e político. A existência da cultura é testemunha da forma como
os homens modificam o seu meio ambiental canaliza os seus instintos.
Mais se o homem é produtor de
cultura, por outro lado a cultura é transmitida pelo homem de geração em
geração. Com efeito a aquisição da cultura é uma herança que cada um recolhe e
faz sua.
O homem é simultaneamente
produtoe e transmissor de cultura. Toda a cultura utrapassa cada um dos
individuos porque há uma continuidade da cultura no tempo (os homens passaram,
morrem mais a cultura fica, continua), apesar da constante renovação dos indivíduos
que constituem o grupo no seio do qual ela se manifesta. Ela transcendo os indivíduos
que vivem (transcendência da cultura), ela e os homens passam, ela ultrapassa
os indivíduos, ela é o produto dos homens ela depende deles.
OS
PADRÕES
São modelos de comportamentos
que encontramos na sociedade, os modos típicos ou habituais de fazer as coisas
mais ou menos definidos pela sociedade, podem ser também adaptadas por uma
parte considerável de indivíduos perante determinada situação.
Modelos ou modas por exemplo: o
modo como homens, mulheres, adultos, crianças, se veste em ocasiões especiais,
assim como o modo do cumprimentar a maneira de tomar refeições…são exemplos de
eventos em que a sociedade ou sociais define os seus próprios padrões
culturais.
O padrão cultural é uma norma de
comportamento estabelecido pela sociedade. Os indivíduos normalmente agem de
acordo com os padrões estabelecidos pela sociedade em que vive.
A CULTURA
TRADICIONAL
Boas maneiras na tradição. Os
nossos antepassados criaram uma séria de norma de vida, de comportamento, de
«miyambo-costume ancestrais» «mipangiro-costume ancestrais».
Os comportamentos de homens e
mulheres, levava-os a prática, respeitarem mutuamente; para não se provocarem; para
cada um ocupasse no clã; etc, afim de um dia, por sua vez, se tornarem também
antepassados.
Rocha Bartolomeu (IIº ano)
FAMILIA E A SOCIEDADE
A família
na sociedade moderna
Períodos há que a família é
profundamente afectada e até destruída por determinadas fenómenos, como a
escravatura, os períodos de guerra e instabilidade que originam a deslocação
maciça da população as migrações, etc.Dá-se um afrouxamento ou até a ruptura
das relações familiares.
Mas passados esses períodos de transformação
ou convulsão social, a sociedade familiar recompõe-se e reconstitui-se sob as
novas formas.
A família na sociedade moderna
corresponde a um estágio social resultante do desenvolvimento técnico
científico industrializado: nela coexiste os cônjuges e os respectivos filhos,
formando a família nuclear ou conjugal.
É, pois um conceito de família âmbito mais
restrito, composta por um homem e uma mulher, formando uma comunidade de vida
unidos com estabilidade e na sua prol comum.
À família é reconhecida uma função
de natureza estabilizadora cuja preservação interessa à evolução da própria
sociedade. Por isso ela deve ser apoiada e protegida pelo Estado. Icummbe
especialmente à família conjugal a procriação da prole, e educação e formação
dos filhos e, em suma, a satisfação dos sentimentos afectivos de cada pessoa.
Nela se efectivam de forma direita efectivam de forma direita as necessidades básicas
da convivência humana.
Numa forma mais reduzida de
unidade familiar deparamo-nos hoje, em número cada vez maior; com a família monoparental,
composta tão-somente por um único progenitor; o pai ou mãe, e a mãe e pelos
respectivos filhos. Tal ocorre no caso das mães solteiras, dos pais separados,
divorciados ou viúvos que vivem com filhos.
Embora a família moderna tenha
perdido o seu valor económico, ela não deixa de ter grande relevância no
aspecto cultural, pois é nela que de geração em geração, se vão transmitindo,
pais para filhos, os valores culturais. Criação, instrução e educação dos novos
membros da família vão – se transmitindo o ensino da língua, os novos
conhecimentos adquiridos pela geração
mais velhas, os hábitos de vivência, que, que formam a essência de cada povo.
Postergou-se o conceito retrógrado
de que a família conjugal devia ser estabelecida sob o poder autoritário do marido
sobre a mulher, consubstanciado na tutela marital, que acarretava para a mulher,
uma verdadeira capitis diminuitio.
Também deixou de ser acatar o princípio segundo
o qual, nas relações devia prevalecer o poder do pai sobre os filhos,
subalternizando a mãe.
É hoje aceite um novo conjunto
de família conjugal que não necessita da preponderância de um ̋chefe , antes
baseada na liberdade e na individualidade
dos dois cônjuges
E na convivência solidária dos
seus membros. Substitui-se a família estruturada na hierarquia pela família
estruturada na diarquia (de marido e mulher) e baseada no consenso de ambos. Ao
marido e à mulher são atribuídos direitos e deveres, estruturados em igualdade,
à luz da verdade essencial de que a dignidade humana é a mesma para o homem e
para a mulher.
No direito moderno podemos, em analisar em
síntese, expressar
BREVE
NOÇÃO DA HISTÓRIA DA FAMÍLIA
A família tem a sua origem no fenómeno da procriação
e da propagação humana. Mas é sobre tudo um fenómeno social, pois através dos
tempos se tem verificado que nela intervêm tão-somente factores biológicos.
Nela intervêm outros de ordem social e económica. Como tal, o conceito vária de
acordo com a estrutura social e política em que se insere e interessa recordar
os diversos conceitos de família acompanharam a evolução histórica das
sociedades humanas. Não existe um conceito único de família, mas diversos
conceitos.
Temos a família extensa ou a grande família estabelecida com base no parentesco.
É família parental formada por largo conjunto de pessoas, unidas por uma a
ascendência comum de interesses económicos.
A família monogâmica é estruturada
no casamento único e exclusivo dos cônjuges. A família poligâmica ou poligeínica
é aquela em que o marido se apresenta ligado por laços de casamentos válidos
com mais de uma mulher simultaneamente.
“Não poupe a correcção do teu
filho ̏
Provérbios”: (23-13.14)
-A família e sociedade
Definição: a família
é um grupo aparentado responsável principalmente pela socialização de suas
crianças e pela satisfação de necessidades básicas. Ela consiste em aglomerado
de pessoas entre si pelo sangue, casamento, aliança ou adopção, vivendo juntas,
em geral, em uma mesma casa por um período de tempo indefinido.
A família é considerada uma unidade
social básica e universal. Básica porque dela depende a existência da
sociedade; e universal por ser encontrada em todas as sociedades humanas, de
uma forma ou de outra.
O estereótipo da família de nossa cultura é constituído
pelo marido, esposa e filhos.
Considerando-se outras culturas,
há variações na estrutura familiar.
Quanto aos números de cônjuges,
a família pode ser:
Monogâmica ou Poligâmica.
Monogamia é a forma de casamento mais comum. É quando um
homem é casado com uma só mulher ou vice-versa.
Poligamia: É
quando um homem é casado com mais de uma mulher ou vice-versa ao mesmo tempo, a
maior parte dos países tem proibições legais contrárias à poligamia.
AS
FUNÇÕES DA FAMÍLIA
Como
instituição social, a família preenche várias funções em qualquer sociedade. A
natureza dessas funções e o nível de desempenho variam de grupo para grupo.
As
funções mais importantes exercidas pela família são: a biológica, a da socialização,
a social, a assistencial e a económica.
A biológica está
relacionada à reprodução da espécie e a satisfação das necessidades sexuais (regulação
sexual). Em muitas sociedades, a satisfação sexual fora do casamento é tolerada,
já a procriação raramente é aprovada fora da família
A socialização é uma
das mais importantes funções da família, preparando o ingresso da criança na sociedade.
Refere-se à transmissão de herança social e cultural por intermédio da educação
dos filhos. Por um período significativo após o nascimento, a família é o único
grupo com o qual a criança tem um contacto mais frequente e exerce uma
importante função socializadora pela transmissão da linguagem, usos e costumes,
valores crenças etc.
A
social refere-se ao papel que a família exerce ao determinar o status inicial
do indivíduo. Cada criança começa a vida com o status de classe (ou da camada
social) da sua família. Essa posição social determinará em grande parte as oportunidades
e recompensas a seu alcance. De modo geral, a criança absorve um conjunto de
interesses, valores e costumes que são próprios do grupo de status da família,
que, manterá nessa posição e dificultará seu acesso a outras posições.
Família: Casal e filhos.
A família é, sempre foi e sempre será
a base da nossa sociedade e a base do nosso bem-estar.
Mas a família é formada pelo casal e pelos filhos.
A interacção entre a família é de tal maneira forte que quando Educação moral e cívica: carência profissional e nacional
Mas a família é formada pelo casal e pelos filhos.
A interacção entre a família é de tal maneira forte que quando Educação moral e cívica: carência profissional e nacional
Um sofre, todos sofrem. Quando um está mal todos os
outros ficam mal. Quando um não se sente bem os outros também já não ficam bem.
E é assim que são as famílias.
Todos se preocupam uns com os outros e todos vivem os problemas uns dos outros.
Com demasiada frequência vemos que problemas num dos elementos da família afectam demasiado todos os outros membros da família.
Assim resta a solução de todos estarem bem para que a família se encontre bem.
A ligação entre os diversos elementos da família é tão forte que muitas das vezes não nos importamos de dar a nossa vida por alguém da nossa família.
Isto é apenas o nosso amor pelos nossos a evidenciar-se e é com base neste amor que nós actuamos quer conscientemente quer inconscientemente.
O nosso amor pelos pais, irmãos, filhos, etc. Leva-nos muitas das vezes a fazermos esforços demasiado grandes para que eles fiquem bem ou mesmo a dar a nossa vida por eles.
Se por um lado isto é um instinto de sobrevivência e de amor, por outro lado isso pode trazer consequência nada boas quando actua a nível inconsciente sem nos darmos conta.
Por vezes a doença de um pai ou mãe leva muitas vezes um filho ou filha a deixar de ter vontade de viver.
A preocupação com esse pai ou essa mãe muitas vezes leva a que esse filho/filha viva apenas para esse pai/mãe e passe a viver o medo e a preocupação de perder aquele que ama.
E muitas vezes não se importa de dar a sua vida por esse pai/mãe se com isso achar que o pode ajudar de alguma maneira.
Isto explica muitos problemas que por vezes se encontram na nossa sociedade e de entre eles temos:
A adopção.
Os divórcios··As drogam
E muitos outros que irão ser temas de próximas emissões.
Uma experiência que eu costumo fazer com frequência quando trato crianças pequenas ou bebés é pedir ao pai ou à mãe que pense em algo de negativo que alguma vez lhe aconteceu.
Sempre que a pessoa se lembra de algo, esse filho/filha fica irrequieto, mexendo-se e alterando o seu comportamento. Depois peço para pensar em algo agradável e esse filho/a acalma e fica muito mais relaxado/a.
Esta é uma prova e uma evidência acerca de como os pensamentos e sentimentos dos pais afectam os seus filhos, crianças ou bebés.
Isto qualquer pessoa pode testar por ela e verificar as mudanças de comportamento ou de atitude dos seus filhos.
Isto prova a forte ligação entre pais e filhos e de como uma pessoa com "problemas" pode afectar negativamente todas as outras à sua volta sobretudo os seus familiares.
Com demasiada frequência muitas crianças apresentam doenças e problemas que nada mais são do que apenas o stress e as preocupações que os seus pais têm e que elas vivem com muita intensidade.
Lamentavelmente os pais vão a correr com as crianças para os médicos para tratarem os seus filhos e dentro de mais algum tempo voltam de novo e volta a repetir-se tudo de novo.
Os pais deveriam parar e pensar duas vezes como é que eles (pais) estão e preocuparem-se com eles (pais) pois os seus filhos vivem demasiado os seus problemas e dessa forma muitos dos problemas dos filhos são apenas o reflexo ou a consequência dos problemas dos seus pais.
Com demasiada frequência os pais vivem demasiado para os seus filhos e quando os filhos sentem isso, sentem-se responsáveis pelo facto dos pais não terem vida própria acabando por se sentirem-se sobrecarregados com isso.
Quando os pais estão bem então os filhos não precisam de se preocupar com eles e podem dessa forma dedicar-se os si mesmos e à sua vida.
Isto torna-se bem visível no comportamento das crianças que mudam radicalmente quando os seus pais se encontram bem e que entram em comportamentos "estranhos" e agressivos sempre que os seus pais não andam bem.
O tão falado mau comportamento das crianças nas nossas escolas, a sua agressividade para com os colegas e professores, a sua falta de aproveitamento e muitas outras situações têm aqui uma forte razão de existir.
Infelizmente muitas das vezes coloca-se um rótulo na criança como "hiperactiva"; "mal comportada"; "problemas de aprendizagem" e muitos outros e uma vez esse rótulo colocado, isso obriga a criança a ser e a permanecer dessa forma.·
Então a criança pode agora manter esse comportamento uma vez que já se encontra rotulada.
Muitas das vez pensa-se que só porque se coloca um rótulo o problema fica resolvido. Como facilmente se compreende, colocar um rótulo só valida algo e perpétua aquilo que já existe.
A solução está noutro lado pois muitas das vezes os comportamentos e atitudes das crianças são apenas o reflexo de algo que não está bem com os seus pais ou com a sua família.
Querer corrigir as consequências (leia-se as crianças) está condenado ao fracasso pois o que precisa de ser feito é a correcção das suas causas que é os pais e a família.
Agora já sabe porque hoje em dia se encontram tantos problemas nas nossas escolas e na nossa sociedade. E agora também sabe porque nada está a melhorar apesar de todos os esforços e profissionais envolvidos.
Se queremos alunos com bom comportamento e aplicados temos sempre de olhar para os seus pais e para a sua família pois enquanto isso não for feito nada irá mudar.
Os pais como casal deveriam comportar-se como casal e não como duas pessoas que vivem juntas para criarem os seus filhos.·
Mas criar os seus filhos significa ordem e regras uma coisa que muitas das vezes falhas nas nossas casas onde os pais são demasiado permissivos ou onde os pais se contradizem ou um deles se "demite" das suas funções para não entrar em conflito com o outro ou por outra razão qualquer.
Nada cria mais insegurança nos filhos do que ver que os pais não se entendem ou de que os pais estão em desacordo acerca da vida ou acerca da educação da criança.
Na mente da criança o que surge é: "cada um diz uma coisa diferente e eu não consigo agradar aos dois".
A educação dos filhos passa por um entendimento no casal. Só quando o casal se entende entre ele é que pode educar correctamente o filho.
Se o casal não se entende entre ele os filhos tornam-se demasiado inseguros a todos os níveis.
Se o relacionamento do casal não é o melhor os filhos não se sentem seguros pois vivem demasiado os problemas dos seus pais.
Se os pais não são o modelo os seus filhos não têm uma referência para seguir.
Se os seus pais não vivem antes de mais um para o outro, as crianças sentem-se mal pois elas só querem que os seus pais se amem um ao outro. Afinal a criança não é mais do que o fruto do amor dos seus pais. E quando os seus pais deixam de viver um para o outro a criança sente que eles já não estão disponíveis para ela.
Quando os pais vivem um para o outro a criança sabe que irá sobrar amor também para ela e então fica relaxada porque sabe que os seus pais se amam.
E quando a criança vê e sente que os seus pais vivem um para o outro, ela então pode relaxar porque tudo o que ela quer é que eles estejam bem e que vivam a VIDA DELES. Na mente dela o que surge é: "se eles vivem a vida deles eu posso viver a minha".
Quando os pais vivem para os filhos o que surge na mente deles é: "tudo o que eu gostava era que vocês vivessem a vossa vida e fossem um modelo para mim, não que prescindissem da vossa vida por mim. Quando prescindem da vossa vida por mim, eu sinto-me responsável por isso e dessa forma sinto-me muito mal".
E é assim que são as famílias.
Todos se preocupam uns com os outros e todos vivem os problemas uns dos outros.
Com demasiada frequência vemos que problemas num dos elementos da família afectam demasiado todos os outros membros da família.
Assim resta a solução de todos estarem bem para que a família se encontre bem.
A ligação entre os diversos elementos da família é tão forte que muitas das vezes não nos importamos de dar a nossa vida por alguém da nossa família.
Isto é apenas o nosso amor pelos nossos a evidenciar-se e é com base neste amor que nós actuamos quer conscientemente quer inconscientemente.
O nosso amor pelos pais, irmãos, filhos, etc. Leva-nos muitas das vezes a fazermos esforços demasiado grandes para que eles fiquem bem ou mesmo a dar a nossa vida por eles.
Se por um lado isto é um instinto de sobrevivência e de amor, por outro lado isso pode trazer consequência nada boas quando actua a nível inconsciente sem nos darmos conta.
Por vezes a doença de um pai ou mãe leva muitas vezes um filho ou filha a deixar de ter vontade de viver.
A preocupação com esse pai ou essa mãe muitas vezes leva a que esse filho/filha viva apenas para esse pai/mãe e passe a viver o medo e a preocupação de perder aquele que ama.
E muitas vezes não se importa de dar a sua vida por esse pai/mãe se com isso achar que o pode ajudar de alguma maneira.
Isto explica muitos problemas que por vezes se encontram na nossa sociedade e de entre eles temos:
A adopção.
Os divórcios··As drogam
E muitos outros que irão ser temas de próximas emissões.
Uma experiência que eu costumo fazer com frequência quando trato crianças pequenas ou bebés é pedir ao pai ou à mãe que pense em algo de negativo que alguma vez lhe aconteceu.
Sempre que a pessoa se lembra de algo, esse filho/filha fica irrequieto, mexendo-se e alterando o seu comportamento. Depois peço para pensar em algo agradável e esse filho/a acalma e fica muito mais relaxado/a.
Esta é uma prova e uma evidência acerca de como os pensamentos e sentimentos dos pais afectam os seus filhos, crianças ou bebés.
Isto qualquer pessoa pode testar por ela e verificar as mudanças de comportamento ou de atitude dos seus filhos.
Isto prova a forte ligação entre pais e filhos e de como uma pessoa com "problemas" pode afectar negativamente todas as outras à sua volta sobretudo os seus familiares.
Com demasiada frequência muitas crianças apresentam doenças e problemas que nada mais são do que apenas o stress e as preocupações que os seus pais têm e que elas vivem com muita intensidade.
Lamentavelmente os pais vão a correr com as crianças para os médicos para tratarem os seus filhos e dentro de mais algum tempo voltam de novo e volta a repetir-se tudo de novo.
Os pais deveriam parar e pensar duas vezes como é que eles (pais) estão e preocuparem-se com eles (pais) pois os seus filhos vivem demasiado os seus problemas e dessa forma muitos dos problemas dos filhos são apenas o reflexo ou a consequência dos problemas dos seus pais.
Com demasiada frequência os pais vivem demasiado para os seus filhos e quando os filhos sentem isso, sentem-se responsáveis pelo facto dos pais não terem vida própria acabando por se sentirem-se sobrecarregados com isso.
Quando os pais estão bem então os filhos não precisam de se preocupar com eles e podem dessa forma dedicar-se os si mesmos e à sua vida.
Isto torna-se bem visível no comportamento das crianças que mudam radicalmente quando os seus pais se encontram bem e que entram em comportamentos "estranhos" e agressivos sempre que os seus pais não andam bem.
O tão falado mau comportamento das crianças nas nossas escolas, a sua agressividade para com os colegas e professores, a sua falta de aproveitamento e muitas outras situações têm aqui uma forte razão de existir.
Infelizmente muitas das vezes coloca-se um rótulo na criança como "hiperactiva"; "mal comportada"; "problemas de aprendizagem" e muitos outros e uma vez esse rótulo colocado, isso obriga a criança a ser e a permanecer dessa forma.·
Então a criança pode agora manter esse comportamento uma vez que já se encontra rotulada.
Muitas das vez pensa-se que só porque se coloca um rótulo o problema fica resolvido. Como facilmente se compreende, colocar um rótulo só valida algo e perpétua aquilo que já existe.
A solução está noutro lado pois muitas das vezes os comportamentos e atitudes das crianças são apenas o reflexo de algo que não está bem com os seus pais ou com a sua família.
Querer corrigir as consequências (leia-se as crianças) está condenado ao fracasso pois o que precisa de ser feito é a correcção das suas causas que é os pais e a família.
Agora já sabe porque hoje em dia se encontram tantos problemas nas nossas escolas e na nossa sociedade. E agora também sabe porque nada está a melhorar apesar de todos os esforços e profissionais envolvidos.
Se queremos alunos com bom comportamento e aplicados temos sempre de olhar para os seus pais e para a sua família pois enquanto isso não for feito nada irá mudar.
Os pais como casal deveriam comportar-se como casal e não como duas pessoas que vivem juntas para criarem os seus filhos.·
Mas criar os seus filhos significa ordem e regras uma coisa que muitas das vezes falhas nas nossas casas onde os pais são demasiado permissivos ou onde os pais se contradizem ou um deles se "demite" das suas funções para não entrar em conflito com o outro ou por outra razão qualquer.
Nada cria mais insegurança nos filhos do que ver que os pais não se entendem ou de que os pais estão em desacordo acerca da vida ou acerca da educação da criança.
Na mente da criança o que surge é: "cada um diz uma coisa diferente e eu não consigo agradar aos dois".
A educação dos filhos passa por um entendimento no casal. Só quando o casal se entende entre ele é que pode educar correctamente o filho.
Se o casal não se entende entre ele os filhos tornam-se demasiado inseguros a todos os níveis.
Se o relacionamento do casal não é o melhor os filhos não se sentem seguros pois vivem demasiado os problemas dos seus pais.
Se os pais não são o modelo os seus filhos não têm uma referência para seguir.
Se os seus pais não vivem antes de mais um para o outro, as crianças sentem-se mal pois elas só querem que os seus pais se amem um ao outro. Afinal a criança não é mais do que o fruto do amor dos seus pais. E quando os seus pais deixam de viver um para o outro a criança sente que eles já não estão disponíveis para ela.
Quando os pais vivem um para o outro a criança sabe que irá sobrar amor também para ela e então fica relaxada porque sabe que os seus pais se amam.
E quando a criança vê e sente que os seus pais vivem um para o outro, ela então pode relaxar porque tudo o que ela quer é que eles estejam bem e que vivam a VIDA DELES. Na mente dela o que surge é: "se eles vivem a vida deles eu posso viver a minha".
Quando os pais vivem para os filhos o que surge na mente deles é: "tudo o que eu gostava era que vocês vivessem a vossa vida e fossem um modelo para mim, não que prescindissem da vossa vida por mim. Quando prescindem da vossa vida por mim, eu sinto-me responsável por isso e dessa forma sinto-me muito mal".
"Se vocês lutam para estarem bem então eu também
luto para estar bem. Se vivem para mim eu sinto que vos sobrecarrego e sinto-me
mal por isso".
Esta é a mecânica da mente e a mecânica que existe na família e esta também é a razão dos inúmeros problemas que encontramos à nossa volta nas mais variadas áreas da vida.
A família e o relacionamento familiar é a chave para a resolução de muitos dos problemas com que lidamos no nosso dia-a-dia.
Entender e resolver muitos dos problemas familiares é um dos objectivos das Constelações Familiares.
Esta é a mecânica da mente e a mecânica que existe na família e esta também é a razão dos inúmeros problemas que encontramos à nossa volta nas mais variadas áreas da vida.
A família e o relacionamento familiar é a chave para a resolução de muitos dos problemas com que lidamos no nosso dia-a-dia.
Entender e resolver muitos dos problemas familiares é um dos objectivos das Constelações Familiares.
Tive de uma
educação, que enxerga o indivíduo como um ser mais comprometido com a
comunidade e se dedica à formação de uma mentalidade ajustada ao convívio social. Equivale ao que
pregam: uma educação permanente; para
desenvolvimento da comunidade educacional, em que se incluem o combate ao analfabetismo; a educação do
imigrante e a convivência globalizada. Nesta iniciativa podem, e devem, se
envolver, além do Estado, as instituições particulares.
A urbanização acelerada e a nova tecnologia das comunicações e das informações tornaram a pedagogia social
uma preocupação em permanente reavaliação.
FAMILIA LEVANTA-TE E CAMINHA
A família é núcleo fundamental da sociedade
ela tem um papel muito preponderante para a sociedade porque ela tem uma
expressão moderna psicologicamente falando, por isso é que nós não podemos
usá-la e abusá-la quando quer, a família não se deve descartar, não se esconde,
porque quem nasce na família e também deve morrer na família.
A família é
um grupo social caracterizado pela residência comum; cooperação económica e
reprodução. Esta característica se combinarem entre si segundo os antropólogos,
sociólogos e historiadores, todavia ela pode-se distinguir por três categorias
distintas meramente diferenciadas e especificas de organização familiar: a família
nuclear, a família poligâmica e a família extensa.
A família
núcleo pode considerar aquele que é formada por um homem e uma mulher casada e
com a sua descendência. Assim consideraram alguns antropólogos que a família
nuclear é a forma de família universal quer na sua forma pura, quer como
unidade básica de forma familiares mais complexas.
Assim também
podemos construir duas ideias a família poligâmica constituída p mais de três
famílias núcleos agregadas por matrimónio.
Por isso a família
extensa é apresentada por uma ou mais família nucleares agregadas por matrimónio
plurais isto é tendo um dos pais comum, esta extensão mostra uma relação de
parentesco e não pela relação de marido e mulher ou esposa e pela união de
facto a família nuclear e um adulto casado à seus pais.
Actualmente,
há a percepção generalização de que a família mudou ou que a sua mudança é
inelutável, com a tendência. De facto, na família o homem e a mulher, que pela
aliança conjugal, já não são dois mais sim uma
só carne (Mat. 19-6).
A VISÃO DA FAMILIA
A família
é formada por um ser humano “homem e mulher”. Desta forma a família aparece-nos
assim como realidade capaz de ser vista de muitos ângulos, não necessariamente
coincidente; porém, qualquer que seja o ângulo pelo qual ela se veja as
consequências serão distintas quer do ponto de vista do conceito do ser humano
e até quer sob o aspecto da compreensão da instituição familiar e até da
própria sociedade.
Não se
situam, de facto ao mesmo nível, o homem que age simplesmente segundo o
instinto da natureza aquele que é capaz das suas decisões está potenciado para
ser senhor da própria natureza.
Numa
visão cristã a família interessa, obviamente fazer uma reflexão sobre o último
nível apontado.
Estaria
incompleta a criação do homem, se ele ficasse ao indivíduo, sem capacidade para
realizar-se em comunidade. Esta relação está muito bem expressa pelo autor dos
primeiros capítulo do Géneses (2,20)
quando ele acentua a desilusão do homem, após ter dado o nome a todos os seres
animais, e quando coloca no interior do próprio Deus a conveniência razoável e
quase exigida pela razão da criação dum auxilio do homem que é a mulher e que é
semelhante, para que não esteja só.
Pela
criação do homem e a mulher saíram das mãos de Deus em igualável absoluta. Este
homem e mulher criada por Deus é como tal que há de comer da árvore da vida;
sabemos, todavia, como foi também esse homem que afasta do plano de Deus,
construindo ou tentando construir um projecto próprio.
Deus tem
um amor pelas nossas famílias.
A família
não é um mero resultado casual da complementaridade natural dos seres vivos que
se reproduzem por instinto.
DIFICULDADE AO
MATRIMÓNIO DIFÍCEIS NO SEIO DA FAMILIA
Actualmente
a família acentua-se também, direita ou indirectamente, o carácter de
transformação e de crise que ameaça constantemente as realidades familiares.
A família
acompanha um pouco a transformação da sociedade e da sua cultura a nível geral;
os indivíduos dificilmente o podem seguir, daqui nasce uma nova e imensa
problemática na qual está a exigir novas análises, novos síntese: os problemas
do divórcio, do abordo, da contra opção da educação sexual, inseminação
artificial, das mães hospedeiras, do lugar da mulher na sociedade e no trabalho
fora de casa, do rebaixamento da idade para atingir a autonomia pessoal, são
pontos quentes da actualidade.
Hoje não
há ninguém que, ao tratar da situação actual da família deixe de mencionar os
seus problemas, dificuldade, sofrimento incerteza. Tudo isso gera nervosismo,
instabilidade, desconfiança receio de comprometer-se (especialmente a nossa juventude),
insegurança na vida, e na educação dos filhos perplexidade e desassossego enfim
isto é a crise permanente no seio familiar.
Por outra
parte a comunidade cristã não tem, nem pode ter sempre uma resposta pronta e
infalível para todos os problemas, sejam eles na família os cristãos, neste
caso terão de ser os cristãos esclarecidas pala sabedoria cristã e assumirem
por si mesmo a própria responsabilidade.
A IGREJA COMO
INSTITUIÇÃO DE MORAL
O termo Igreja traduz a ideia de uma comunidade orgânica de
homens e mulheres, jovens e velhos, ricos e pobres (com as suas instituições,
valores e normas de funcionamento, que têm sempre uma palavra a dizer sobre os
problemas que afligem a sociedade).
A Igreja sendo uma instituição de bens uma instituição de
moral por excelência, não deve por isso, permanecer indiferente, perante a situação
de crise de valores que enferma a família angolana.
A construção de uma nova mentalidade requerer praticar a
todos os níveis a complementaridade dos princípios de subsidiariedade e
solidariedade como indispensáveis à garantia de coesão social.
A sociedade necessita urgentemente de uma parceria de sucesso
entre família e escola pois acreditamos que só assim poderemos, realmente fazer
uma educação de qualidade e que possa promover o bem. Estas e o
desenvolvimento, por outro lado, a Igreja com base nos princípios cristãos de
tolerância, respeito pela dignidade humana e amor ao próximo, deve contribuir
para a formação espiritual e na construção de novas mentalidade.
A escola e a família precisam, junta, criar um mecanismo de
trabalho para ultrapassarem as suas dificuldades, construindo uma identidade
própria e colectiva de modo a exercer o seu papel para a mudança de angolanos
capazes de levar Angola aos patamares do desenvolvimento.
Alberto Baião e Augusto Luísa (IIIº ano)
1-História da política
A política surge na Grécia clássica, período
da história humana no qual o pensar mítico é fagócito pelo pensar racional.
Vários foram os factores que deram origem à política. O surgimento da pólis (cidade-estado) é o elemento
norteador para que a política fosse criando suas bases no mundo grego, e assim,
nas cidades, nascesse a grande preocupação em como administrar bem a pólis.
O termo Política
é derivado do grego Politheia, que indicava todos os procedimentos
relativos à polis, ou cidade-estado. Por extensão, poderia significar
tanto Estado, Sociedade ou Comunidade, Colectividade e outras definições referentes à vida urbana. Nome do
qual se derivaram de palavras como ´´politikés ´´ «politica em geral» que
estenderam se ao latim «politicus» e chegaram as línguas europeias modernas
através do francês «politique» que, em 1265 já era definida nesse idioma como «ciência
do governo dos estados». A política é objecto de estudo da Ciência política. A
política abrange uma estrutura tipicamente organizada.
A obra de Hesíodo "O Trabalho e os
dias" é uma das boas leituras que podemos fazer para percebemos o
surgimento da política no mundo grego, que eclodiu de maneira complexa pelos
ideais de homens e sociedades pensadas pelos filósofos. Atenas e Esparta são exemplos de cidades-estado que tinham
administração política divergente, uma vez que os ideais de homem são
diferentes, Esparta dá ênfase à força física, formando bons soldados; Atenas,
onde nasceu a democracia, o enfoque é uma administração que busque contemplar
outras dimensões do indivíduo, como a arte, a música, a literatura dentre
outros aspectos. Assim, podemos compreender que a Política já surge obedecendo
aos interesses de umas poucas cabeças.
Um dos grandes pensadores grego Platão, vendo
que a política ideal está defeituosa, teve a preocupação em dizer que quem
estava bem preparado para Governar as cidades seriam os filósofos e os reis,
visto que ambos usavam a alma racional. Vale salientar que Platão via no homem
três almas: A alma racional, típica dos filósofos e reis, pois esta se localizava
na cabeça; a alma toraxica, predominante nos Guerreiros e alma Visceral,
presente nos escravos. O Aristóteles, que é também um dos grandes pensador
politico através de suas obras "Política" e "Ética a Nicômaco"
vai esboçar um novo tipo de política, principalmente por suas ideias de
participação popular e por defender que toda boa política deve visar sempre o
bem comum. Há de se dizer, também, que Aristóteles questionou as formas de Governo da época, mostrando
de maneira incisivo suas falhas. Enfim, a política na Grécia antiga nasceu pela
necessidade de administrar as cidades. ´´ De pólis surgiu a política.
A «realidade» política
Política, portanto, é tudo o referente à
organização da sociedade em função do homem todo e de todos homens. Mais
concretamente: política é o conjunto de
princípios, normas, instituições e acções referentes à organização, vida e
administração da sociedade (a
nível local, regional, nacional, e internacional), ao bem comum, ao exercício
do poder, aos direitos e deveres dos cidadãos, às relações entre si e com a
autoridade (e vice – versa), de modo que tudo concorra da melhor maneira para o
bem do homem.
A política é, por tudo isso e simultaneamente,
filosofia, arte, governo, acção, ou «práxis».
Política e «politiquice»
Pelo
que fica dito, política não é sinónimo de politiquice ou jogo sujo de
interesses, de luta pelo poder, de diplomacias subterrâneas e mal
intencionadas, de demagogias camiseiras e oratórias, partidarismos cegos ou
elitismos «esclarecidos».
Por desgraça e com demasiada frequência, abunda
de tudo isso um pouco na nobre realidade da política. É urgente levar-lhe o
rosto para que ninguém sinta «náusea» da política e todos se sintam atraídos
por ela e comprometidos nela.
Direito e dever de todos participarem na vida
política.
«Tomar a sério a política, nos seus diversos
níveis local, regional, nacional e mundial, é afirmar o dever do homem e de
todos os homens, de reconhecerem a realidade concreta e o valor da liberdade e
de escolha que lhes é proporcionada, para procurarem realizarem juntos o
problema da cidade, da nação e da humanidade.
A política é uma maneira exigente se bem que
não seja a única de viver o compromisso humano (cristão), ao serviço dos outros. (AO,)
Um Estado
é uma comunidade organizada politicamente, ocupando um território definido,
normalmente sob Constituição) e dirigida por um governo; também
possuindo soberania reconhecida internamente e por outros países. O reconhecimento da
independência de um estado em relação a outros, permitindo ao primeiro firmar
acordos internacionais, é uma condição fundamental para estabelecimento da soberania. O Estado
pode ser também ser definido em termos de condições domésticas (internas),
especificamente (conforme descreveu Max Weber, entre
outros) no que diz respeito ao monopólio do uso
legítimo da violência.
O conceito parece ter origem nas antigas cidades-estado que se
desenvolveram na antiguidade, em várias regiões do mundo, como a Suméria, a América Central e no Extremo Oriente. Em
muitos casos, estas cidades-estado foram a certa altura da história colocadas
sob a tutela do governo dum reino ou império, seja por
interesses económicos mútuos, seja por dominação pela força.
O estado como unidade política básica no mundo tem, em parte, vindo a
evoluir no sentido de um supra nacionalismo, na forma de organizações
regionais, como é o caso da União Europeia.
Também se chamam estados às subdivisões
políticas das repúblicas federativas, como por exemplo, no Brasil são estados Goiás, São Paulo, Rio Grande do Sul; nos Estados
Unidos da América, o Texas ou a Florida.
Governo
O governo: é a instância máxima de administração executiva, geralmente
reconhecida como a liderança de um Estado ou uma nação. Normalmente
chama-se o governo ou gabinete ao conjunto dos dirigentes
executivos do Estado, ou ministros (por isso, também se chama Conselho de Ministros).
A forma ou regime de governo pode ser República ou Monarquia, e o sistema
de governo pode ser Parlamentarismo, Presidencialismo, Constitucionalismo
ou Absolutismo. Uma nação sem Governo é classificada como anárquico. Ver mais em Política.
Pode-se dizer que forma de governo é um conceito que se refere à
maneira como se dá a instituição do poder na sociedade e como se dá a relação
entre governantes e governados. Sistema de governo, por outro lado, que não se
confunde com a forma de governo, pois este termo diz respeito ao modo como se
relacionam os poderes.
Parlamento
Parlamento: é a assembleia dos representantes eleitos pelos cidadãos nos regimes democráticos e exerce
normalmente o poder legislativo.
Em alguns países, o parlamento é formado por duas assembleias
separadas, por vezes chamadas Câmaras do Parlamento, que podem resultar de eleições ou nomeações separadas e podem ter
poderes diferenciados e várias designações de acordo com a Constituição de cada país:
·
a "câmara baixa" ("Câmara dos Comuns", no Reino
Unido e "Câmara dos Representantes" nos Estados Unidos da América).
Em muitos
países, o parlamento é denominado Congresso (por exemplo,
nos Estados Unidos da América) e noutros "Assembleia Nacional" (ou
"Assembleia do Povo", como na China).
Democracia
Democracia: é um
sistema de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está
com o povo. Para usar uma frase famosa,
democracia é o "governo do povo para o povo". Democracia se opõe às
formas de ditadura e totalitarismo, onde o poder reside em uma
elite auto-eleita. Democracia
A palavra “democracia” é
usada e reclamada pelos mais diversos variados regimes, sistemas de governos e
partidos políticos:
Os Estados Unidos, a
Franca, a Itália, Portugal… (repúblicas) dizem-se democracias; a Inglaterra, a
Holanda, a Espanha… (monarquias) também.
Democracias se dizem
igualmente os países comunistas (democracias populares); democráticos se
consideram todos os partidos políticos.
O que é, afinal, a
democracia?
Significado
etimológico de «democracia»
A palavra portuguesa
«democracia» vem de dois vocábulos gregos: «demos» que significa «povo»; e
«Cratos», que quer dizer «poder».
«Democracia»
significa, portanto, literalmente, «poder do povo» ou «poder popular».
Dizer «democracia
popular», como nos países de regimes baseados na ideologia marxista-leninista,
é, literalmente, uma redundância inútil.
A repetição de «popular» pode poder revelar um sentido positivo: a
afirmação de um profundo respeito pelo sentir e querer do povo. Ou esconder uma
realidade equívoca e falsa: que a chamada democracia não é democracia. De
facto, são verdadeiras ditaduras.
Definição de democracia
Atribui-se a Lincoln, a clássica
definição democracia: «Governo ou poder do povo, pelo povo e para o povo».
Detenhamo-nos um
pouco em cada um dos termos:
Governo
do povo
Quer dizer que o
poder, apesar de, a luz da fé, vir ultimamente de Deus que criou o homem social
e incapaz de viver em sociedade sem autoridade, reside no povo e é do povo.
Deus não confiou o
poder a nenhuma família, grupo ou homem privilegiado e predestinado; confiou-o
e entregou-o ao povo.
Sendo do povo, é o
povo que tem o direito de escolher a maneira como esse poder deve ser exercido,
as pessoas que o vão exercer e o modo como tomar parte nas decisões mais
importantes.
«Soberania do povo é
essencial e imprescindível a democracia. Limitar essa soberania por um acto
positivo e voluntário, delimitar o que pode ser e não ser, no futuro objecto da
soberania popular, fixar em constituição os termos e limites de toda e qualquer
futura constituição, o poder legislativo do povo legitimamente representado,
tudo isso é essencialmente anti-democrático, é a negação frontal e formal da
democracia» (D. António Ferreira Gomes).
Governo pelo povo
É povo que efectivamente deve
exercer esse poder. Como normalmente não o pode exercer directamente, fá-lo de maneira indirecta, através de delegados
livremente escolhidos por ele e durante o tempo que ele quiser.
Mas, para que efectivamente esse
poder seja do e pelo povo, este deve possuir autêntica liberdade para escolher
os seus delegados e os meios que lhe assegurem o controlo do poder: é que o
povo delega, mas não dá nem perde o poder. Os eleitos não podem ficar donos
exclusivos do poder de decisão.
Isto exige um constante diálogo
entre governantes e governadores e, em casos especiais, a consulta directa
através do «referendum»:
«A democracia directa é difícil e pode ser ilusória; mas tem sido e
ficará sempre o ideal da democracia…
Deve bem reconhecer-se que, em
democracia sã e séria, referendum, é a expressão máxima do povo, e não poderá
em princípio, ser excluído este recurso sem quebra de democracia.
Não é a constituição que pode
julgar o referendum, é o referendum, que julga as constituições.
Negar isto seria negar a
soberania do povo, será amordaçar a democracia, (D. António Ferreira Gomes).
Governo para o povo
O poder existe, não em função
dos governantes, mas dos governados; não em função dos interesses partidários
ou de determinadas clientelas, mas de
todo o povo, particularmente do povo mais desfavorecido; não ao serviço de
alguns, mas do bem comum de todos.
Se os governantes perderem o
sentido destas realidades e desta finalidade, são indignos do poder que lhes
foi confiado; agem como mercenários e excluem-se da legalidade e confiança democráticas.
Algumas
regras são nomeadamente:
«É princípio aceite que a democracia é um regime que respeita a
pessoa, os seus direitos fundamentais e a sua liberdade; e que, para isso, está
organizado de forma participada e pluralista, segundo determinadas regras.
Essas
regras são nomeadamente:
-distinção dos pobres
(legislativo, executivo e judicial);
-império do direito;
-independência dos
tribunais;
-respeito dos corpos
intermédios;
-electividade periódica e livre, por todos os cidadãos, dos órgãos de
soberania ou, pelo menos, dos mais importantes;
-sem prejuízo das formas de participação directa que sejam possíveis»
A democracia
pode ser dividida em diferentes tipos, baseado em um número de distinções. A
distinção mais importante acontece entre democracia directa (algumas
vezes chamada "democracia pura"), onde o povo expressa sua vontade
por voto directo em cada assunto particular, e a democracia representativa
(algumas vezes chamada "democracia indirecta"), onde o povo expressa
sua vontade através da eleição de representantes que tomam decisões em nome
daqueles que os elegeram.
Outros itens
importantes na democracia incluem exactamente quem é "o Povo", isto
é, quem terá direito ao voto; como proteger os direitos de minorias contra a
"tirania da maioria" e qual sistema deve ser usado para a eleição de
representantes ou outros executivos.
Definição
Alternativa de 'Democracia'
Há outra
definição de democracia além da que foi dada acima, embora seja menos
comummente usada. De acordo com essa definição, a palavra democracia se
refere somente à democracia directa, enquanto a democracia representativa é
conhecida como república.
As primeiras
origens desta definição podem ser encontradas no trabalho do antigo filósofo
grego Aristóteles. Aristóteles se distinguiu, no seu livro Política, seis formas
de governo, dependendo de que forma era governado, por poucos ou muitos, e se
seu governo era justo ou injusto. Ele chamou de demokratia (democracia)
um governo injusto governado por muitos, e a um sistema justo governado por
muitos chamou politeia, normalmente traduzido como república (do latim rés
publica, 'coisa pública'). A demokratia de Aristóteles chegou mais
perto do que hoje podemos chamar democracia directa, e politeia chegou
mais perto do que podemos chamar democracia representativa, embora a demokratia
ainda tenha executivos eleitos.
As palavras
"democracia" e "república" foram usadas em um modo similar
a Aristóteles por alguns dos Países Fundadores dos Estados
Unidos. Eles argumentavam que só uma democracia
representativa (que eles chamavam de 'república') poderia proteger o direito
dos indivíduos; eles usavam a palavra 'democracia' para se referir à democracia
directa, que eles consideravam tirânica.
A definição de Aristóteles nem a dos Pais
Fundadores americanos é normalmente usada hoje -- a maioria dos cientistas políticos hoje (e ainda mais do que o povo em geral) usa o termo
"democracia" para se referir a um governo pelo povo, seja directo ou
representativo. O termo "república" normalmente significa hoje um
sistema político onde um chefe de estado é eleito por um tempo limitado, ao
oposto de uma monarquia constitucional.
Note, no
entanto, que os termos mais antigos ainda são usados algumas vezes em
discussões de teoria política, especialmente quando considerando o trabalho de
Aristóteles ou dos "Pais Fundadores" americanos. Essa terminologia
antiga também tem alguma popularidade entre políticos conservadores e liberais nos Estados
Unidos.
Dentro desse artigo,
a definição de democracia dada no início do artigo (isto é, democracia inclui
democracia directa e indirecta) será usada.
Em contraste,
a Alemanha está muito próxima de uma democracia representativa ideal: na
Alemanha as referenda são proibidas -- em parte devido à memória de como Adolf Hitler usou isso
para manipular plebiscitos em favor de seu governo.
O sistema de
eleições que foi usado em alguns países comunistas, chamado centralismo democrático, pode ser considerado como uma forma extrema de democracia
representativa, onde o povo elegia representantes locais, que por sua vez
elegiam representantes regionais, que por sua vez elegiam a assembleia
nacional, que finalmente elegia os que iam governar o país. No entanto, alguns
consideram que esses sistemas não são democráticos na verdade, mesmo que as
pessoas possam votar, já que a grande distância entre o indivíduo eleitor e o
governo permite que se tornasse fácil manipular o processo. Outros contrapõem,
dizendo que a grande distância entre eleitor e governo é uma característica
comum em sistemas eleitorais desenhados para nações gigantescas (os Estados
Unidos e a União Europeia, só para dar
dois exemplos considerados inequivocamente democráticos, têm problemas sérios
na democraticidade das suas instituições de topo), e que o grande problema do
sistema soviético e de outros países comunistas, aquilo que o tornava
verdadeiramente não-democrático, era que, em vez de serem escolhidos pelo povo,
os candidatos eram impostos pelo partido dirigente.
Democracia é
uma coisa boa?
Quase todos
estados hoje apoiam a democracia em princípio, embora geralmente não na
prática. Mesmo muitas ditaduras comunistas chamam-se a si mesmas democracias
(p.ex. a "República Democrática do Vietname", "República
Democrática Popular da Coreia"), embora de modo algum sejam democráticas
do ponto de vista da maioria dos ocidentais. Uma das fraquezas apontadas à
Democracia é o facto de não permitir que objectivos lançados por um governo a
longo prazo, mesmo que sejam essenciais para o progresso/bem-estar dos
cidadãos, não possam ser postos de lado pelo governo seguinte, adiando assim
decisões importantes, ou seja, não permite que haja um rumo para a nação em
causa.
Comunistas
argumentam que democracias não são realmente democráticas, mas na verdade
apenas uma ilusão criada pelas classes dominantes, que exercem o poder real. Na
análise comunista, a classe trabalhadora nas democracias não tem um voto
realmente livre, já que as classes dominantes controlam a mídia e o público em
geral já foi -doutrinado pela propaganda da classe dominante. De acordo com os
comunistas, a democracia real somente é possível sob um sistema socialista.
Direito ao
Voto
No passado
muitos grupos foram excluídos do direito de voto, em vários níveis. Algumas
vezes essa exclusão é uma política bastante aberta, claramente descrita nas
leis eleitorais; outras vezes não é claramente descrita, mas é implementada na
prática por meios que parecem ter pouco a ver com a exclusão que está sendo
realmente feita (p.ex., impostos de voto e requerimentos de alfabetização que mantinham
afro-americanos longes das urnas antes da era dos direitos civis). E algumas
vezes a um grupo era permitido o voto, mas o sistema eleitoral ou instituições
do governo eram propositadamente planejadas para lhes dar menos influência que
outros grupos favorecidos.
Obrigatoriedade
do voto
Em alguns países, o voto não é um direito, e sim
uma obrigação.
A prática do
voto obrigatório remonta à Grécia Antiga, quando o
legislador ateniense Sólon fez aprovar
uma lei específica obrigando os cidadãos a escolher um dos partidos, caso não
quisessem perder seus direitos de cidadãos. A medida foi parte de uma reforma
política que visava conter a radicalização das disputas entre facções que
dividiam a pólis. Além de abolir a escravidão por dívidas e redistribuir a
população de acordo com a renda, criou também uma lei que impedia os cidadãos
de se absterem nas votações da assembleia, sob risco de perderem seus direitos.
No Brasil, o voto é
obrigatório para cidadãos entre 18 e 65 anos, e opcional para cidadãos de 16,
17 ou acima de 65 anos. Críticos dessa lei argumentam que ela facilita a
criação de currais eleitorais, onde eleitores de baixo nível educacional e
social são facilmente corrompidos por políticos de maior poder financeiro, que
usam técnicas de marketing (quando não dinheiro vivo ou favores directos) para
cooptá-los. Ainda de acordo com os críticos, o voto obrigatório é uma
distorção: o voto é um direito, e a população não pode ser coagida a exercê-lo.
Exclusão Étnica
ou Racial
Muitas
sociedades no passado negaram a pessoas o direito de votos baseados em raça ou
grupo étnico. Exemplo disso é a exclusão de pessoas com descendência Africana
das urnas, na era anterior à dos direitos civis, e na época
do apartheid na África do Sul.
A maioria das
sociedades hoje não mantêm essas exclusões, mas algumas ainda o fazem. Por
exemplo, Fiji reserva um certo número de cadeiras no Parlamento para cada um dos
principais grupos étnicos; essas exclusões foram adoptadas para discriminar
entre índios em favor dos grupos étnicos fijianos.
Exclusão em
níveis de classe
Até o século
XIX, muitas democracias ocidentais tinham propriedades de qualificação nas suas
leis eleitorais, o que significava que apenas pessoas com um certo grau de
riqueza podia votar. Hoje essas leis foram amplamente abolidas.
Exclusões em
nível de sexo
Outra exclusão
que durou por muito tempo foi a exclusão baseada no sexo. Todas as democracias
proibiam as mulheres de votar até 1893, quando a Nova Zelândia se tornou o
primeiro país do mundo a dar às mulheres o direito de voto nos mesmos termos
dos homens. Isso aconteceu devido ao sucesso do movimento feminino pelo direito
de voto. Hoje praticamente todos os estados permitem que mulheres votem; as
únicas excepções são sete estados muçulmanos,
principalmente no Oriente Médio: Arábia Saudita, Barein, Brunei, Kuwait, Omã, Qatar e Emirados Árabes Unidos.
Direito de Voto Hoje
Hoje, em
muitas democracias, o direito de voto é garantido sem discriminação de raça,
grupo étnico, classe ou sexo. No entanto, o direito de voto ainda não é
universal. É restrito a pessoas que atingem uma certa idade, normalmente 18
(embora em alguns lugares possa ser 16 -- como no Brasil -- ou 21). Somente
cidadãos de um país normalmente podem votar em suas eleições, embora alguns
países façam excepções a cidadãos de outros países com que tenham laços
próximos (p.ex., alguns membros da Comunidade Britânica, e membros da União Europeia.
O direito de
voto normalmente é negado a prisioneiros. Alguns países também negam o direito
a voto para aqueles condenados por crimes graves, mesmo depois de libertados.
Em alguns casos (p.ex. em muitos estados dos Estados
Unidos) a negação do direito de voto é automático na condenação
de qualquer crime sério; em outros casos (p.ex. em países da Europa) a negação do
direito de voto é uma penalidade adicional que a corte pode escolher por impor,
além da pena do aprisionamento.
Democracia ao
redor do Mundo
É difícil precisar
o número de democracia no mundo hoje. Não há uma linha clara dividindo
ditaduras e democracias. Muitos países (p.ex. Singapura) têm
supostamente eleições livres, onde o partido do governo sempre vence,
normalmente acompanhado por alegações ou evidências de repressão a qualquer
oposição ao governo. Se nesses países há uma democracia ou se são democracias
de um só partido mascaradas como democracias é uma questão de discussão.
Houvera, no
entanto, tentativas de determinar o número de democracias no mundo hoje. De
acordo com a Casa da Liberdade, no fim do ano 2000 havia 120 democracias no
mundo.
Noção.
Os partidos são
associações organizadas para intervir no exercício do poder politica através da
realização de um programa, para isso com o apoio popular.
Elementos constitutivos
Um partido político supõe, no
mínimo, estes elementos: uma base ideológica, um programa de acção e de fins
gerais, filiados, vocação para o exercício do poder e para a intervenção na
vida pública, certo apoio popular, e uma estrutura organizativa adequada.
Se um partido, em vez de
perseguir fins gerais ou interesses colectivos, se preocupa sobretudo com obter
e defender interesses do seu agrupamento, prova que não é partido, mas facção.
Talvez isto explica alguma coisa da nossa realidade partidária.
Partidos e regimes políticos
Conforme a existência e a natureza dos partidos, temos os seguintes regimes
políticos:
-regime de partido único (regime autocrático ou ditatorial);
_ Regime bipartidário, quando, apesar da existência doutro mais
pequenos, a política da nação anda a volta de dois grandes partidos alternando
se frequentemente no poder (e o caso, por exemplo, da Inglaterra e dos Estados
unidos);
_ Regime pluripartidário, quando existem muitos ou vários partidos e
nenhum deles, habitualmente pode formar governo sozinho.
As grandes correntes partidárias tradicionais
Olhando para historia ainda bastante recente dos partidos, podemos
agrupa – los nas seguintes correntes ou
famílias político-partidários:
Fascistas ou fascizantes = extrema- direita
Conservadores e liberal = direita
Democratas-cristãos = centro
Sociais – democratas = centro-esquerda
Socialistas = esquerda
Comunistas e…. = Extrema-esquerda
Esta classificação, porém, é
bastante arbitrária, sobre tudo hoje. Efectivamente, a humanidade chegou já a
um tal consenso quanto a alguns valores fundamentas, que as tendências
político-partidárias estão a fugir dos extremos e a convergir para o centro com
ligeiras matizações ou acentuações: centro, centro-direita, centro-esquerda.
Que
pensas dos nossos partidos?
Qual a ideologia de cada um a sua adequação à
realidade angolana e sua sintonia com as perspectiva políticos partidárias que
se vão abrindo no mundo hoje?
Achas
que os actuais partidos angolanos são já uma realidade adquiridas e com
aderentes fundamentalmente definidos?
Pessoa humana, ideologias e partidos
Ao referirmos, atrás aos
sistemas políticos, às ideologias e aos partidos afirmamos que todos eles
pressupõem uma visão do mundo da sociedade e do homem.
Como, porém na visão se cruzam e
repercute as outras duas, podemos concluir que os sistemas, as ideologias e os
partidos políticos se caracterizam fundamentalmente pela sua visão da pessoa
humana e pelas consequências e implicações concretas dessa visão e da sua
prática.
Dimensões fundamentais da pessoa
humana
Toda pessoa tem as seguintes dimensões fundamentais e essenciais:
Dimensão individual: «Um ser-
em-si»
Esta dimensão diz-nos que cada
ser humano é único, original, diferente, irrepetível “fora de serie”, com uma
personalidade própria e exclusiva, com uma consistência e um valor que deriva
do facto de ser pessoa e não de favores estatais ou outros.
Esta dimensão acentua a
dignidade de cada pessoa humana, a sua originalidade, aos seus inalienáveis
direitos-deveres, a liberdade a criatividade, a iniciativa...
Num mundo com um tão grande
perigo de massificação, anonimato e despersonalização como o nosso, é
necessário lutar para que cada ser humano seja ele próprio e não perca a sua
singularidade.
Mas a individualidade, se não
for bem entendida, pode dar lugar ao individualismo
egoísta e egocêntrico, enclausurado em si próprio e fechado aos outros ou
considerando-os como simples instrumentos e objectos aos serviços do seu
orgulho, poder, ganância... (atitude
capitalista) É a exploração do homem pelo homem.
Dimensão social: «Um ser-para-os-outros»
Esta dimensão vem recordar-nos
que cada pessoa, alem de «um ser-em-si», é também «um ser-em-relaçao», «um
ser-para-os-outros» e «com-os-outros», um ser solidário e não solitário.
Se a individualidade tem os seus
direitos-deveres inalienáveis e deve ser respeitada e desenvolvida, também a
sociabilidade, pois é igualmente essencial e parte essencial de toda a pessoa
humana. Isto diz-nos que fechar-se em si e aos outros é atrofiar-se e matar-se.
Diz-nos também que somos dom para os outros e que devemos desenvolver ao Máximo
a riqueza individual para sermos dom competente e eficiente.
Se sociabilidade não for bem
entendida e conciliada com a individualidade pode dar lugar a falsos
colectivismos, fazendo da pessoa um simples número ou peça sacrificada em honra
de qualquer ideologia, sistema ou partido, matando assim a liberdade, a
iniciativa criadora... É a exploração do homem pelo estado ou partido tanto ou
mais nefasta que exploração do homem pelo homem (atitude comunista).
Dimensão transcendente: «Um
ser-para-o-outro»
Esta dimensão diz-nos que «o
homem ultrapassa infinitamente o homem» (pascal), que «humanismo exclusivo é
humanismo desumano» (De Lubac), diz que uma antropologia sem dimensão religiosa
é uma antropologia trocada e frustrante, pois o homem não se explica realiza
sem os horizontes do Infinito e do Absoluto ou Deus, a cuja imagem foi criada.
Se esta dimensão não foi bem
compreendida pode dar lugar a
verticalismos desligados e de desinseridos da vida, falsos confessionalismo
estatais ou ao horizontalismos asfixiantes.
É necessário, por isso, afirmá -la, apresentá-la e vivê-la
adequadamente para, para assim poder ser caminho de plenitude e humanização.
Dimensões da pessoa humana e sistemas políticos
Á luz do que fica dito sobre as
dimensões fundamentais da pessoa humana, podemos fazer a seguinte sínteses dos
sistemas sócio-políticos, conforme a acentuação exagerada ou a negação de
alguma delas:
Dimensões da pessoa a Acentuação social exagerada ou negação de alguma
Individual.liberalismo
ou capitalismo liberal
Social. Colectivismo
marxista ou capitalismo de estado
Transcendente.confessionalismo estatal e materialismo ateu,
oficializado ou prático.
Dignidade humana e direitos humanos
A expressão «direito do homem» ou «direitos
humanos» e a
sua formulação são recentes (século XVIII): surgem no ambiente europeu da
Ilustração, tendo o seu primeiro fruto no Estado da Virgínia (Estados Unidos da
América).
Antes disso, porém não quer dizer que
houvesse já sensibilidade para com
dignidade humana e alguns dos seus direitos: o Antigo e o Novo Testamento,
entre outros, são boas provas disso.
Antes dos século XVIII, encontramos nos «Dez mandamentos» de Moisés (século XIII
a.C.) e na «Magna Carta» dos Ingleses
contra a arbitrariedade (Idade Média) certa tentativa de formulação do chamamos
hoje «Direitos do Homem».
Dignidade Humana
A dignidade incomensurável de todo e qualquer ser humano deriva do
facto de ser:
- Pessoa, isto é, um ser dotado
de inteligência, vontade capacidade de auto-determinação, consciência e
liberdade: tudo isto coloca o homem acima de todos os outros seres criados.
- Centro do universo para o qual
tudo converge, tudo existe, cuja função tudo foi criado.
- Auto ou protagonista e fim da
sociedade: o homem não existe para as estruturas, os partidos, as instituições,
as ideologias, os regimes políticos…
Tudo isto só existe para servir
o homem, em função do homem todo, e na medida que o homem assumir e quiser
essas realidades.
Sacrificar pessoas ou povos ás
ideologias e sistemas de políticos é crime hediondo contra a dignidade humana,
porque faz da Pessoa meio ou instrumento, quando ela é e deve ser simplesmente
fim.
Na perspectiva crista, a
dignidade da pessoa humana eleva-se ainda mais pelo facto de todo o ser humano
ser imagem de Deus, estar chamado a ser seu filho e a participar da sua própria
vida e gloria, ser como a «Pupila dos seus olhos» é Deus se identificar com
cada homem, considerando como feito ou não feito a si o feito ou não feito a
cada um (Mt. 25, 31-46).
Direitos Humanos
Dessa dignidade da pessoa e das
suas dimensões essenciais deriva um conjunto importante de direitos.
Alguns deles dizem-se
fundamentais porque deles derivam sucessivamente outros, como a explicação
concreta dos mesmos.
Os direitos fundamentais são
universais, invioláveis e inalienáveis: procedem da natureza humana e não da
concessão de qualquer estado; e, por isso, são todos e cada um dos homens, e
ninguém lhes pode tirar. Podem ser violados, mas não suprimidos.
Para um mais fácil estudo e
retenção dos direitos, propomos a seguinte divisão, apesar de conhecermos nela
alguma arbitrariedade já que a pessoa humana é um todo inseparável:
Direito
da Pessoa como ser Vivo
- Direito a nascer e viver,
(daqui o absurdo do aborto, da eutanásia. Do suicídio, do homicídio…);
- Direito á integridade física e
psíquica (contra as mutilações, torturas, manipulações biogénicas…);
- «Direito aos recursos
correspondentes a um digno padrão de vida humana: nutrição, vestuário, moradia,
repousa, assistência, sanitária, serviços sociais indispensáveis.
Segue-se daí que toda a pessoa
tem também o direito de ser amparada em caso de doença, de invalidez, de
velhice, de desemprego forcado, e em qualquer outro caso de privação dos meios
de sustento por circunstâncias independentes da sua vontade» (PT, 11).
- Direito, numa palavra, á vida
e a uma digna qualidade de vida, mesmo no aspecto ecológico.
Direitos
do ser humano enquanto pessoa
- Direito ao desenvolvimento
integral: físico, afectivo, intelectual, artístico, social, religioso e moral…
(qualquer visão parcial do homem é anti-humana, porque é não respeitadora do
homem todo);
-Direito a seguir a sua própria
vocação, sem constrangimentos de ninguém, nem seguir dos próprios pais;
- Direito à estima, ao respeito,
a boa fama;
- Direito à verdade e aos meios
para a encontrar;
- Direito às condições de vida
humana;
- Direito à liberdade de
aprender e a ensinar;
- Direito a agir segundo a sua
consciência ética ou moral e aos meios para formá-la rectamente;
- Direito a ser livre e a poder
viver em liberdade.
Direitos
da pessoa como ser familiar
- Direito a constituir família,
constrangimento de ninguém.
- Direito à procriação
responsável;
- Direito a educação dos filhos
conforme as convicções morais as religiosas dos pais;
- Direito à estabilidade,
independência e intimidade da família e do casal;
- Direito à liberdade de escola
para os filhos;
- Direito aos meios para um
nível digno de vida familiar,
- Direito a uma tal organização
do trabalho que não destrua a unidade e o bem-estar da família, antes os
promova e favoreça.
Direitos
do ser humano como cidadão
- Direito à participação activa
na vida pública;
- Direito à liberdade de reunião
e associação;
- Direito á liberdade de
manifestação e difusão do pensamento;
- Direito a informação verídica
sobre os acontecimentos públicos;
- Direito a igualdade de
oportunidades para o seu desenvolvimento e promoção;
- Direito à justiça, á segurança
física e á defesa dos seus direitos;
- Direito ao sentir-se seguro
contra a arbitrariedade do poder;
- Direito
a liberdade de domicílios, dentro e fora do seu país;
Direito do ser humano como
trabalhador
- Direito ao trabalho e a
emprego estável;
- Direito à qualidade técnica e
profissional;
- Direito à retribuição justa;
- Direito à participação activa
na vida da empresa;
- Direito à liberdade de organização
profissional;
- Direito aos meios de legítimos
para a defesa dos seus legítimos interesses;
- Direito à condições dignas de
trabalho;
- Direito à não ser desamparado
em caso de desemprego involuntário;
- Direito à posse e uso dos
bens, dentro do respeito pela função social dos mesmos;
- Direito ao descanso devido.
Direitos da pessoa como ser
religioso
- Direito a prestar culto a Deus, segundo a sua consciência, privada e
publicamente;
- Direito à liberdade religiosa;
- Direito à liberdade de propagar
a sua fé;
- Direito à condições
suficientes para a sua vida religiosa;
- Direito à liberdade de agir,
privada e publicamente, de acordo com os critérios da sua fé, a não ser que
entendem contra a liberdade e os direitos dos outros.
Direitos
e deveres são correlativos
«Aos direitos
naturais acima considerados vinculam-se, no mesmo sujeito jurídico que é a
pessoa humana, os respectivos deveres».
«Direito e deveres encontram na lei natural, que os outorga ou impõe,
o seu manancial, a sua consistência, a sua força inquebrantável»
«Os que reivindicam
os próprios direitos, mas se esquecem dos seus deveres ou lhes dão menor
atenção, assemelham-se a quem constrói um edifício com uma das mãos e outra a
destrói» (PT).
O exercício dos
direitos «tem como limite o respeito pelos direitos alheios, pelos imperativos
da moral e pelas exigências do bem comum, correctamente entendido».
«É função primordial
dos poderes públicos reconhecer os direitos e os deveres dos cidadãos,
respeitá-los, harmonizá-los, tutelá-los e eficazmente e promovê-los» (PT).
Que garantias
oferecem cada partido de respeitar estes direitos e de os ajudar a realizar?
Esquece alguns? Quais? Como concilia cada um deles as três dimensões
fundamentais da pessoa humana: individual, social e transcendente?
Política
e a Religião
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Uma das mais importantes conquistas
democráticas no mundo contemporâneo é a separação entre religião e política.
Não é que não tenham nada a ver, mas as relações políticas, sociais, cívicas,
não podem ser orientadas pelas opções religiosas. Os Estados democráticos são
Estados laicos.
Todos devemos ser iguais diante das leis,
sem influência de nossas opções individuais – religiosas, sexuais, de
diferenças étnicas, etc. Somos diversos nas nossas opções de vida, mas
devemos ser iguais nos nossos direitos como cidadãos.
Os Estados religiosos – sejam islâmicos,
sionistas ou outros – fazem das diferenças religiosas elementos de
discriminação política. Xiitas e sunitas têm direitos distintos, conforme a
tendência dominante em países islâmicos. Judeus e árabes são pessoas com
direitos totalmente distintos em Israel. Para dar apenas alguns dos exemplos
mais conhecidos.
Um Estado democrático, republicano, é um
Estado laico e não religioso, nem étnico. Que não estabelece diferenças nos
direitos pelas opções privadas das pessoas. Ao contrário, garante os direitos
às opções privadas das pessoas. Nestas deve haver a maior liberdade, com o
limite de que não deve prejudicar a liberdade dos outros de fazerem suas
opções individuais e colectivas.
Por razões de sua religião, pessoas podem
optar por não fazer aborto, por não se divorciar, por não ter relações
sexuais senão para reprodução, por não se casar com pessoas do seu mesmo
sexo. São opções individuais, que devem ser respeitadas, por mais que achemos
equivocadas e as combatamos na luta de ideias. Mas nenhuma religião pode
querer impor suas concepções aos outros – sejam de outras religiões ou
humanistas.
A educação pública deve ser laica,
respeitando as diferenças étnicas, religiosas, sexuais, de todos. Os que
querem ter educação religiosa, devem tê-la em escolas religiosas, conforme o
seu credo. Os recursos públicos devem ser destinados para as escolas
públicas.
Da mesma forma a saúde pública deve atender
a todos, conforme suas opções individuais, sem prejudicar os direitos dos
outros.
A Teologia da Libertação é um importante
meio de despertar consciência social nos religiosos, como alternativa à visão
tradicional, que favorece a resignação (esta vida como “vale de lágrimas”, o
sofrimento como via de salvação). Mas não pode tentar impor visões religiosas
a toda a sociedade que, democrática, não opta por nenhuma religião. Os
religiosos devem orientar seus fiéis, conforme suas crenças, mas não devem
tentar impor aos outros suas crenças.
Religião e política são coisas diferentes. A
opção religiosa ou humanista é uma opção individual, da mesma forma que as
identidades sexuais, as origens étnicas ou outras dessa ordem.
Misturar religião com política, ter Estados
religiosos – Irã, Israel, Vaticano, como exemplos – desemboca em visões
ditatoriais, até mesmo totalitárias. Na democracia, os direitos individuais e
colectivos devem ser garantidos para todos, igualmente. Ninguém deve ter mas
direitos ou ser discriminado, por suas opções individuais ou colectivas,
desde que não prejudique os direitos dos outros.
Que possamos ser diversos, desde que não
prejudiquemos aos outros. Iguais, nos direitos e nas possibilidades de ser
diferentes. Diferentes sim, desiguais, não.
Emir Sade
Religião.
Rousseau conclui seu "Contrato
social" com um capítulo sobre religião. Para começar, Rousseau é claramente não hostil à religião
como tal, mas tem sérias restrições contra pelo menos três tipos de religião.
Rousseau distingue a "religião do
homem" que pode ser hierarquizada ou individual, e a "religião do
cidadão".
A religião do homem
hierarquizada, é organizada e multinacional. Não é incentivadora do
patriotismo, mas compete com o estado pela lealdade dos cidadãos. Este é o
caso do Catolicismo, para Rousseau. "Tudo que destrói a unidade social
não tem valor" diz ele. Os indivíduos podem pensar que a consciência
exige desobediência ao estado, e eles teriam uma hierarquia organizada para
apoia-los e organizar resistência.
O exemplo de religião do
homem não hierarquizada é o cristianismo do evangelho. É informal e não
hierarquizada, centrada na moral e na adoração a Deus. Esta é, com certeza,
para Rousseau, a religião em que ele nasceu e foi
baptizado, o calvinismo.
De início Rousseau nos diz que esta forma de religião é
não somente santa e sublime, mas também verdadeira. Mas a considera ruim para
o Estado.
Cristandade não é deste
mundo e por isso tira do cidadão o amor pela vida na terra. "O
Cristianismo é uma religião totalmente espiritual, preocupada somente com as
coisas do céu; a pátria do cristão não é deste mundo". Como consequência
os cristãos estão muito desligados do mundo real para lutar contra a tirania
doméstica. Além disso, os cristãos fazem maus soldados, novamente porque eles
não são deste mundo. Eles não irão lutar com a paixão e patriotismo que um
exército mortífero requer.
Do ponto de vista do
estado, e este é o aspecto que mais interessa a Rousseau, a religião nacional ou religião civil é a
preferível. Ele diz que "ela reúne adoração divina a um amor da Lei, e
que, em fazendo a pátria o objecto da adoração do cidadão, ela ensina que o
serviço do estado é o serviço do Deus tutelar."
A religião do cidadão é o
que na sua época chamava-se também "religião civil". É a religião
de um país, uma religião nacional. Esta ensina o amor ao país, obediência ao
estado, e virtudes marciais. A religião do império romano é seu exemplo.
No entanto, pelo fato
mesmo de que serve ao Estado, a religião civil será manipulada segundo certos
interesses, e por isso, diz Rousseau, "ela está baseada no erro e mentiras,
engana os homens, e os faz crédulos e supersticiosos". E diz mais: a
religião nacional, ou civil, faz o povo "sedento de sangue e
intolerante".
Rousseau apresenta então sua proposta. Deveria
ser concedida tolerância a todas as religiões, e cada uma delas conceder
tolerância às demais.
Mas ele quer a pena de
banimento para todos que aceitarem doutrinas religiosas "não
expressamente como dogmas religiosos, mas como expressão de consciência
social".
O Estado não deveria
estabelecer uma religião, mas deveria usar a lei para banir qualquer religião
que seja socialmente prejudicial. Para que fosse legal, uma religião teria
que limitar-se a ensinar "A existência de uma divindade omnipotente,
inteligente, benevolente que prevê e provê; uma vida após a morte; a
felicidade do justo; a punição dos pecadores; a sacralidade do contrato
social e da lei".
O fato de que o estado
possa banir a religião considerada anti-social deriva do princípio de
supremacia da vontade geral (que existe antes da fundação do Estado) à
vontade da maioria (que se manifesta depois de constituído o Estado), ou
seja, se todos querem o bem-estar social, e se uma maioria deseja uma
religião que vai contra essa primeira vontade, essa maioria terá que ser
reprimida pelo governo.
Refugiado em Neuchatel,
ele escreveu Lettres ecrites de la Montagne (Amsterdam,
1762), no qual, com referência à constituição de Genebra, ele advogava a
liberdade de religião contra a Igreja e a polícia. A parte mais admirável
nisto é o credo do vigário da Saboia, Profession de foi du vicaire
savoyard, no qual, em uma frase feliz, Rousseau mostra uma natural e verdadeira
susceptibilidade para a religião e para Deus, cuja omnipotência e grandeza
são, para ele, publicamente renovadas cada dia.
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Justificação desta alínea
Este livro, esta
pensando para todo o público e não especialmente para cristãos. Porque, então,
esta alínea?
Por três razões:
Porque este livro vai
certamente ser lido e reflectido também por cristãos; e estes, se o quiserem
ser, não se podem colocar à margem deste problema. Porque mesmo os não-cristãos
não podem ignorar a presença da Igreja no mundo nem deixar de ter ideias do que
ela pensa acerca da construção do mesmo.
«Querer marcar rumo
ao País desconhecido a Igreja Católica e a sua acção passada e presente, é,
para além do mais, manifestação de imaturidade e irrealismo», porque há
bastante confusão, entre uns e outros, sobre este assunto:
Uns querem ver a
Igreja refugiada no templo ou na sacristia, e a fé cristã reduzida a culto e a
devoções inofensivas. Outros pretendem identificar a fé cristã com alguma das
ideologias existentes ou hipotecar a Igreja à sua corrente partidária. Para uns
e outros, cristão ou não, aqui ficam algumas pinceladas sobre o problema
político e social à luz da fé cristã, na esperança de que a todos possam servir
de ajuda, abrindo-lhes simultaneamente o apetite para voos mais altos.
Todos lucrarão com
isso.
2. Alguns princípios
Gerais
O Evangelho não tem partidos, mas
toma partido.
·
Não tem
partidos
O Evangelho não tem partidos
políticos, porque os ultrapassa, transcende e julga à luz do Absoluto de Deus.
Os partidos são realidades demasiado relativas e limitadas para neles se pode
encerrar o Evangelho; por isso, este não se deixa identificar com o Reino de
Deus.
Por essa mesma razão, «nunca a
Igreja reconhece como sua qualquer opção partidária, mesmo que no nome ou pelo
programa se reclame de cristã». Isto, contudo, não quer dizer que não haja
partidos que se aproximem ou afastem, mais ou menos, da inspiração evangélica.
·
Mas toma
partido…
O Evangelho não tem partidos,
mas toma partido, porque não é indiferente perante os problemas dos homens; nem
é neutro face às variadíssimas propostas de solução para os mesmos. Por isso,
Evangelho e política são diferentes, mas não indiferentes um ao outro. Por
isso, também o Evangelho não é partidário, mas é político e terrivelmente
comprometedor na e com a causa do homem.
A
favor da dignidade humana
O Evangelho toma declaradamente
partido a favor da dignidade humana e dos seus direitos, vistos à luz de todas
as suas dimensões: individual, social e transcendente. E é particularmente
sensível para com os mais fracos, necessitados e desprotegidos.
Contra a injustiça…
O Evangelho toma partido contra
a ausência de critérios morais, a injustiça, a opressão, o economismo, a
mentira e qualquer forma de exploração, porque «a causa de Deus é a causa do
homem»; e cada homem é como «a pupila dos olhos de Deus».
Com relação aos métodos
O Evangelho toma partido com
relação aos métodos para resolver os problemas dos homens.
Diz não aos métodos do ódio dos egoísmos pessoais e de grupo da
vingança da morte: e sim aos método do amor, da solidariedade, do respeito
pelas pessoas, da não-violência e da luta através de meios verdadeiramente
humanos.
O Reino de Deus não se reduz á
política, mas tem uma dimensão política.
O Reino de Deus visa
directamente a conversão ou transformação total da pessoa á luz do projecto e
Espírito de Deus: mentalidade, coração, atitudes, relações, maneira de ser e
estar na vida.
Tudo isso «tem de nascer de novo»
(João, 3,1-9) para que em cada homem surja um homem novo recriado em «justiça e
sanidade» segundo o projecto de Deus…
Ora, tudo isto tem repercussões
imediatas no que diz relação ao homem, a começar pelo estilo de sociedade e de
estruturas sociais
A «velha odem» das coisas, quando confrontada com o espírito do reino,
tem forçosamente de se sentir abalada, julgada e desafiada.
O Reino de Deus não se reduz á política nem á dimensão temporal da
vida. Tem porém, necessariamente uma dimensão política porque centrado no amor
ao homem, não pode ficar indiferente face á sua sorte e estilo de vida no tempo
e na eternidade.
«A glória de Deus é o homem, mas a vida do homem é a visão de Drus»
(S.ireneu)
Jesus não se comprometeu com nenhum ideal político determinado, mas
não foi um homem neutro
Circunstância em que viveu Jesus
Jesus viveu num tempo, numa terra e em circunstâncias nas quais se
poderia ter comprometido com um determinado ideal político e várias vezes foi
solicitado.
A palestina estava sob domínio dos romanos, a divisão de classes era
evidente e não faltava grupos socios-relegiosos, desde de os efésios aos
saduceus, fariseus, herodianos e zelote uns, à esquerda; e outros à direita.
Directo ao essencial e a raiz
Mas Jesus não se deixou
manipular por ninguém nem por nenhum grupo porque via fundo e ao longe. Via, sobretudo,
o coração humano e foi direito às causas e à raiz do mal: «o que sai do homem,
isso é que torna o homem impuro. Porque é do interior do coração do homem que
saem os maus pensamentos, prostituições, roubos, assassinos, adultérios,
ambições, perversidade, má fé, devassidão, inveja, maledicência, orgulho,
desvarios. Todos esses vícios sem de dentro e tornam o homem impuro» (Marcos
7,14-23).
Porque via as coisas assim, não
andou com paliativos nem começou pela rama. Sabia que o claro-escuro na da vida
não era monopólio de ninguém, que andava bastante distribuído por todos e que
as melhores reformas estruturas envelheciam rapidamente, não fossem realizados
por homens de coração renovado.
Estruturas renovadas, sim; se
possível simultaneamente com a renovação do coração humano. Mas nada de
confusões ou equívocos quanto, ao fundamental: «o vinho novo» de coração humano
renascido exigirá rapidamente «odres novos» ou estrutura renovadas; estas certamente
perdurariam muito pouco sem aquele. Para verificar, basta abrir os olhos.
Missão da igreja
«A missão
própria confiada por Cristo à sua igreja não é de ordem política, económica ou
social: o fim que lhe propôs é, com efeito, de ordem religiosa.
Mas desta missão derivam um
encargo, uma luz e uma energia que podem servir para restabelecer e consolidar
a comunidade humana segundo a lei divina» (GS, 42).
No seguimento de Cristo Jesus a
igreja toda que com acentuações diferentes deve tornar presente na realidade
humana a luz, os critérios de evangelho e os valores do reino: «os leigos devem
assumir como da sua tarefa peculiar a renovação da ordem temporal.
Se o papel da hierarquia
consiste em ensinar e interpretar autenticamente os princípios morais que
hão-de ser seguido neste sentido, pertence aos leigos, pelas suas livres
iniciativas e sem esperar passivamente ordens e directrizes, imbuir de espírito
cristão a mentalidade e os costumes, as leis e as estruturas da sua comunidade de
vida. (AO, 48).
Direito e Deveres do Cristão estar presente na
acção Politica
Isto é hoje tão evidente, que
não vale apenas perder demasiado tempo nem espaço na demonstração desta
afirmação.
Recordarei, no entanto, para
alguém menos atento ou de não tão boa fé, que o cristão deve participar
activamente na política, entre outras, pelas seguintes razões.
Porque é
homem como os outros
E nenhum homem deve ficar indiferente perante
os problemas dos homens, as estruturas sociais e os estilos de sociedade em que
os homens têm de realizar as suas vidas.
Não perceber isto é não perceber
nada da dimensão social da pessoa humana.
Porque é
Cristão
O cristão, pelo facto de ser,
não deixa de ser homem nem passa a ser um homem diminuído. Muito pelo
contrário.
O cristão é um estilo novo de
ser homem com uma nova maneira de estar na sociedade e de olhar a vida e o
homem.
Por ser cristão, ele sabe que no centro da sua fé está o mandamento do
amor e que Deus se identificou de tal maneira com os homens que o que
fazemos por eles, e por cada um deles Deus o recebe como feito a si próprio.
Ora, ninguém pode dizer que ama
Deus e os homens, desinteressando-se dos problemas dos mesmos, da sociedade e
dos centros de decisão onde os destinos dos homens se jogam.
Quem tiver alguma dúvida sobre
isto, além dos numerosos documentos da igreja, leia: Isaías, 58, 6-7; Mateus 7,
21-24 e 25, 31-46 (cena do juízo final) ….
A mensagem crista não afasta o
homem da tarefa de construir o mundo, nem os leva a desinteressarem-se do bem
dos seus semelhantes; antes, pelo contrário, obriga-os a aplicarem-se a tudo
isto por um dever ainda mais exigente (GS, 34).
Porque é uma das maneiras da
igreja se tornar digna de crédito.
A credibilidade da igreja ficaria muito maltratada, se os cristãos não
tomassem a politica a sério, ou a deixassem para os outros por medo de se
contaminarem.
E, hoje mais do que nunca, a
palavra de Deus não poderá ser anunciada e ouvida, se não na medida em que for
acompanhado do testemunho do poder do espírito santo, presente na acção dos
cristãos ao serviço dos outros nos lugares onde se joga a sua existência e o
seu futuro. (AO, 51).
Conclusão
Discernimento,
compromisso e coerência
Nas diversidades das situações,
das funções e das organizações, cada um deve determinar a sua própria
responsabilidade e discernir em consciência as acções nas quais está chamado a
participarem.
Misturadas com as diversas
correntes e a par das aspirações legítimas vogam também orientações ambíguas;
por isto, o cristão deve operar uma selecção e evitar comprometer-se em
colaborações incondicionais e contrárias aos princípios de um verdadeiro
humanismo, mesmo que tais colaborações sejam solicitadas em nome da
solidariedade efectivamente sentidas. (AO, 49).
Os leigos católicos não teriam
uma consciência rectamente formada se não se empenhassem decididamente na vida
cívica e no serviço da comunidade, movidos pelos ideais cristãos e usando, com
discernimento, da sua liberdade de escolha. (Carta Pastoral, 1979, 4).
Contornando todo e qualquer
sistema, sem, por outro lado, deixar de se comprometer concretamente ao serviço
dos seus irmãos, o cristão deve procurar afirmar, no âmago mesmo das suas
opções, aquilo que é específico da contribuição cristã para uma transformação
positiva da sociedade. (AO, 36).
Alexandre Eusébio e Joãozito Muquepe (IIIº
ano)
“Humilitas, Devotio, et
Sacrificium: Homo Facit”
«Kulikehessa,
Kukilikita nhyi Kulihana Cesswe: Ce Capwissa Muthu hanga apwe lume Muthu wa
Muene Mwene.»
(Humildade, Dedicação e Sacrifício:
Faz Homem)
Logicamente
falando, no que tange ao meu paupérrimo pensamento: É de realçar
que o homem para ser vitorioso, bom e feliz, precisa antes de ser de
tudo um gigante na humildade e na auto
disciplina.
Escabujando
um pouco da segunda ideia “Dedicação”: sem rodeios permitam-me me dizer-vos que
é com a dedicação que acabamos de atingir o apogeu de tudo aquilo que
almejamos, com muito empenho e dedicação que nos tornamos peritos em tudo
aquilo que nos atrai.
Sacrifício:
É de Relembrar que a vida do Homem é feita de sacrifício, é com o sacrifício
que vai trabalhando, mergulhando um pouco nas sagradas escrituras,
encontraremos como sacrifício surgiu na vida do homem. «Só arrancarás alimento à custa
penoso trabalho, em todos os dias» (Géneses 3,16).
«Comerás o pão com o
suor do seu rosto, até que voltes á terra de onde foste tirado» (Géneses: 3,19)
A partir
destas frases já podemos cogitar como surgiu o sacrifício na vida do Homem.
Alberto
Cambolo N´Gonga Baião “Beto Bebeckson” é denominação que me foi atribuída,
desde o primeiro instante que os meus olhos enxergaram a luz do sol. Nado aos
21 de Julho de 1989, no humilde Município do Cuango, na luzidia província dos
diamantes. A Lunda- Norte. Somos doze irmãos de pai dos quais sou o oitavo e
segundo dos seis filhos da minha santa, Mãe, onde somos cincos rapazes e uma
menina que é a nossa primogénita.
Tenho como
progenitores: Alberto Baião e Esperança José Ngonga. A quem elevo mil graças,
pela união e pela educação que me é dada.
A ideia de
servir a Cristo, surgiu-me em aos quinze anos, quando no íntimo da alma senti o
chamamento do senhor. «O Espírito penetrou em mim, enquanto me
falava, e mandou-me por de pé: ouvia alguém que Me chamava» (Ez. 2,2).
Mas não podia ingressar no seminário, na altura, por várias razões. Mas Fui esperando
com toda santa paciência e firmeza. Meditando um pouco nas velhas palavras de
São Paulo: «O sofrimento produz a paciência; A paciência provoca firmeza nas
dificuldades e a firmeza e a firmeza produz a esperança esta esperança não nos
engana, porque Deus encheu-nos o coração com o seu amor por meio do espírito
santo que é o Dom de Deus ( Rom:- 5,1-6)
Tive o azo
de ancorar nesta bela e magana instituição “ Seminário Arquidiocesano de São
Kizito”
no dia 30 de Janeiro de 2011. A caminhada propedêutica não foi fácil, nem
difícil. Mas sim complicada, sentia-me num mundo hermético, e encontrei varias
peripécias que afectaram a minha vocação. Mas como rege o velho pensamento que
« A
arte de viver aprende-se nas
derrotas» fui caminhando com o auxilio dos meus benquistos formadores e com
o aperto de mão dos meus confrades, amigos, e
com o apoio moral e espiritual do meus padrinhos e dos meus directores
espirituais: Reverendos padres: Gabriel António (2011) e Albano Lomba (2012),
ambos da congregação Espírito Santo “CSSP”
A minha
felicidade vem de todos aqueles que sempre me desejaram o bem, mormente a minha
santa família, e também de todos aqueles que se sentem felizes com a minha
escolha.
Já tive a
ideia de abandonar a casa, mas não consegui, porque o chamamento do senhor esta
sempre em mim, fui alimentando a minha vocação com orações, hinos e com varias
passagens Bíblicas, «se hoje ouvirdes a voz do Senhor não,
endureçais os vossos corações» (Salmo: 94,8) com este salmo pus sempre o Deus em primeiro lugar em todas as
minhas acções assim como a doce passagem:
«Buscai
em primeiro lugar o reino dos Céus e a sua justiça e tudo mais vos será dado
por acréscimo» (Mt: 6, 33-34).
A Deus que me concedeu a vida digo:
Totus, tuus, in aeternum, domine! (Serei todo teu, eternamente, senhor!)
A todos que
me apoiaram direita e indirectamente: Elevo a minha eterna Gratidão. Que Deus
nosso pai e Jesus Cristo nosso senhor vos dêem Felicidade e Paz.
“Vinde benditos de Meu
pai, recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do
mundo. Porque tive fome e destes-Me de comer” (Mt. 25,34- 35)
“ E
tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis” (Mt: 21: 22)
Baião
(Bebeckson)
«Todo
o meu saber consiste em
Saber
que nada sei.
Conhece-te
a ti mesmo e conhecerás
O
Universo de Deus.»
Pela cognição que me foi
concedida, meramente agradeço ao Senhor Deus que me tem escoltado dia pôs dia e
nos meus aclimatares. A vida que não passamos em revista não vale a pena viver.
A palavra é o fio de ouro do pensamento.
Segundo
a minha genealogia, chamam-me de Alexandre Eusébio Namulengo, é a linhagem que
me foi dado pelos meus benquistos pais. Tendo nascido no dia 27 de Julho de
1993, em N´zagi-Cambulo província da Lunda-Norte. Possuindo como procriadores
Constantino Mango Chandenle e Teresa Cassenga os quais se sobrescritam todo o
meu afecto. Sou o segundo filho, entre quatro irmãos. Tive o ensejo de frequentar
o seminário Arquidiocesano de S.Kizito durante o trienado de 2010-2012.
Importa
salientar similarmente que todo este itinerário não foi exclusivamente um mar
de rosas, como também de experiencias solapadas, carguejados de cruzes muitas
vezes de desertos, o homem, na vida hodierna, encontra-se numa situação
precária, decaída, inautêntica, cheia de deficiências e de misérias. Existe,
porém, no homem uma tensão que visa libertar-se da escravidão da ignorância, do
erro, do medo e das paixões. Mas este esforço de autotranscendência não
pretende ser uma alienação de si mesmo e uma imersão em qualquer outro ser
diverso de si. O intuito da autotranscendência é de se reencontrar a si mesmo,
mediante a aquisição dum ser mais verdadeiro e mais próprio, efectuando uma
actuação mais plena e mais completa das próprias possibilidades.
Na
odisseia do triénio propedêutico foi para mim um marco muito significativo,
indelével ao longo dos meus anos; especialmente aquela convivência tão rica com
pessoas dos diversos pontos da nossa região Leste, e não só, a busca constante
do saber, parecia ser o grande desafio para o harmonioso colectivo. As
dificuldades não faltam, pois fazem parte da realidade humana.
Sapiens qui
nescit modum ignorantiam.
Melius est parum bene est et ex malo.
Alexandre
(S-one)
(AD DIFFICULTAS ET FACIAT US HUMANES MACTATU)
AS DIFICULDADE E SACRIFÍCIO FAZEM-NOS SER
HOMEM
Na alvorada do dia 18 de Setembro de 1991, quando um profundo
silêncio envolvia todas as coisas e se ouvia o latir dos cães e o tritinar dos
grilo, um ser novo acabava de nascer que é Ângelo
de Assunção R. D. Mwecheno, é o nome que me foi atribuído pelos meus pais,
sendo eles a causa da minha existência.
Tendo como filiação António
Domingos e Madalena W. Txinate, sou natural da Lunda-Norte, concretamente
no Município do Cambulo terra magna. Pertenço à Diocese do Dundo, Paróquia de
Nossa Senhora de Fátima (Nzagi). Frequentei o Seminário durante o período de
2011 à 2012.
Desde pequeno já amava ser sacerdote e seguir Jesus de perto,
seguir Jesus foi e será o meu desejo. Felizmente em 2006 entrei no grupo dos
vocacionados, o Pe. Kanco nos ajudou e acompanho-nos. E durante anos tivemos
reuniões com algumas Irmãs. Na altura não poderia ingressar no Seminário por
vários motivos, que me levou a reflectir se é o caminho que eu mesmo queria.
Mas como dizem alguns, que na tentativa da vida o homem faz a sua história. Como
diz os franceses: ‘‘Veux juste tout est
possible’’ isto é, basta querer tudo é possível.
No dia 30 de
Janeiro de 2011, pus-me em caminho, cheio de entusiasmo, em direcção a terra
dos diamantes «Lunda-Sul», concretamente para o Seminário Propedêutico
Diocesano.
O 1º ano foi
para mim, um ano de muito sacrifício, o qual deixou no meu âmago máculas
indeléveis. E no segundo e último ano correu bem.
Agradeço
profundamente a todos quanto souberam guiar-me neste percurso embrenhado da
«escola de Jesus e da vida». Sou como «um fundo escuro que necessita de luz». A
luz que eu necessito é-me dada por aqueles que estão à frente: os meus
formadores, familiares e colegas, que sempre me ajudaram a triunfarem na
obediência.
Seria
ingratidão se não agradecer ao meu pároco Joaquim kanco Muacariata que me deu ensejo
de dar o meu primeiro passo na vida. Tornar-me-ia “persona nom grata” se não dizer muito obrigado aos nossos
formadores (Pe. Manuel Muliule e Pe.
Gabriel de Fátima Muque), fostes e sempre sereis Pai e Amigo, e “Vestra
manus sumus aeternus congratulatis”.
Sendo assim,
posso dizer que para mi a etapa que agora culmina foi e considero-a profícua.
Nela achei as dimensões humanas necessárias para a vida de quem almejo ser
homem, ser pessoa e acima de tudo ser cristão. Descobri quem «eu sou o que
decidi ser».
Aos meus
condiscípulos, que ficam, digo-vos: quando encontrardes alguns nós-górdios ao
longo dos vossos trajectos, não desanimeis, mas, sim, percorrei firme,
meditando nestas boas palavras de Jesus: pedi
e dar-se-á; procurai e encontrareis; batei à porta e abrir-se-á. Pois, quem
pede recebe; e quem procura encontra; e aos que bate abrir-se-á (Mat. 7,7-8). E
quem quer ouvir a voz sincera da consciência, precisa saber fazer silêncio em
torno de si mesmo. Coragem e força é tudo que vos garanto.
Agora em
pleno Dezembro de 2012, é me vindo o momento, não de pôr termino ou por o fim a
caminhada, mas de tomar como ponto de partida e começo da outra grande etapa
que se segue: a filosofia.
Ângelo (A.M)
“ET QUE RETRO OBLITUS
FUERO ADPENDA EST ANT ME”
«ESQUEÇO-ME DO QUE
FICOU PARA TRÁS E ESFORÇO-ME POR ATINGIR O QUE ESTÁ DIANTE DE MIM»
Augusto
Luísa Domingos é a onomotologia que me foi atribuída pelos meus progenitores
José Domingos e Luísa Candala.
Nasci ao Leste do país meramente na Província da Lunda-Norte,
Município de Luachimo aos 09 Junho de 1988, pertenço a diocese do Dundo.
Na minha bagagem do triénio propedêutico não trago muito
peso, mais sim transporto uma pequena parte do tesouro como que vasilha de
barro que me servirá de ponto para conquistar uma vitória.
O caminho é longo, mais nada é longo e distante quando se
quer realmente. E nunca o cansaço é tão grande que nenhum passo mais se possa
dar.
Hoje sinto-me como um homem feliz do mundo que passou por
muito, e venci grande batalhas, saboreio a expressão que me diz: no fim de uma
etapa está a doçura, toda via tudo parece para mim doce as vezes esqueço as
dificuldades que enfrentei. É alegria na qual tenho o mérito de terminar o
curso propedeuta.
Não quero dizer que já tenha chegado ao fim ou que seja
perfeito mais continuo a ver-se consigo. Para isto fui conquistado por Cristo
Jesus, deste modo caminho em direcção à meta para obter o prémio o que Deus me
prometeu.
Frente a este paradoxo existencial, tratei de abordar o tema
a Família e a Cultura: entusiasmei-me
a esmiuçar este tema para incutir nas mentes das nossas famílias a viverem nos
seus valores culturas.
Hoje a expressão profunda e dada
pelos sentimentos de gratidão em primeiro lugar ao meu pároco Ernesto Ndumba
que me ensinou a dar o primeiro passo da vida, e aos meus formadores a minha
eterna gratidão no fundo do meu coração, aos meus progenitores e a minha irmã
que me apoiaram na parte económica que Deus vos abençoem e a meus amigos e
colegas.
Augusto (Gugas)
NA EXISTÊNCIA DA VIDA
DO HOMEM É PRECISO SACRIFÍCIO PARA ALCANÇAR A REALIDADE DO FUTURO, E A
HUMILDADE, MORAL, CIÊNCIA É A CHAVE DE OURO QUE ABRE AS PORTAS DA SOCIEDADE
“Alcansar sagricio
endget ad esse in re futura maralibes scientia (humana) humilitas est chave
auvea ella recludat”
O sol nasce
e ilumina o mundo inteiro. É este sol nasce para todos (sol lucet omnibus) no
planeamento familiar foram decididos os meus pais para mim estar no mundo, para
servir os homens e a sociedade de hoje chamo-me Jerónimo Henrique Quipuculo Issuamo, filho de Henrique Quipuculo
Issuamo e de Susana Ferraz Q. Tembo.
Sou de um
pai simpático, honesto ao serviço de Deus, serviu a Deus como catequista geral
e ministro da Eucaristia no centro pastoral de Municipio de Xa-Muteba,
Lunda-Norte, mas concretamente pertence a Paróquia de Caculama província de
Malange na parte religiosa. Administrativamente o municipio pertence a
Lunda-Norte. Foi por razões dos primeiros missionários a evangelizar a mesma
terra, até agora, na era não havia a Diocese do Dundo, com o surgimento da
mesma esta sendo difícil a paróquia pertencer a mesma diocese devido paróquia
pertencer a mesma diocese devido dos processos que já existe a da diocese de
Malanje.
Sou de uma
mãe humilde de coração no seu lar, amor com os seus filhos. A mim sou o 6º
filho deles. Todavia cheguei ao mundo, 27 de Outubro de 1988 na terra da Lunda,
Município de Xa-Muteba. Quando nasce a minha melodia era de choro isto despertava-me
o sofrimento do filho do homem no mundo. Como criança de uma mente branca ou tábua
rasa ouvia o mundo de som; este o mundo de som significava para mim, o
sofrimento, a fome, a doença, a pobreza, a guerra, a inveja, o mal etc;
Como
adolescente já com a consciência racional fui descobrindo que para o homem sair
do mal, sofrimento, é preciso uma formação humana, intelectual e espiritual.
Doravante a
vida é uma alfa e ómega na sua existência, comecei a minha vocação na paróquia
de São Francisco Xavier – Cuango – Lunda-Norte, onde trabalhei como coordenador
da IAM, presidente da Liga-missionária e de acólito de 2005 a 2009.
Tendo ingressado
no seminário diocesano de são kizito de saurimo no dia 30 de Janeiro de 2010 a
2012 no curso de propedêutico e curso médio no puniv de saurimo isto é o bem
meu e para igreja, família, e sociedade, me sinto como uma flor a florir que
ainda preciso a regação no vazo onde me encontro para continuar com minha
formação sacerdotal. O clima desta terra de Mwatxissengue foi por muito sossegado
e louvada com seu povo generoso e humilde, é uma fase de muita experiência que pensei
no meu conhecimento tanto, intelectual, espiritual, cultural e científica.
Nunca esquecerei da terra amada e as suas paisagens.
Gostaria de
lembrar a minha cronologia do sacramento cristã de 30/09/1990 baptismo;
20/02/2006 comunhão; 27/05/2012 crisma.
Na minha
formação no seminário sempre senti-me tranquilo e seguro com os reitores e com
empenho e dedicação que tiveram por mim, mesmo com os meus erros, isso queira
dizer: “quem não erra aquele que não vive, e erra aquele que vive” e eu olhava
por eles como são os meus pais que ainda preciso me formar, educar, ensinar;
porque que forma o homem não recolher o beneficio no presente mas, sim espera o
reconhecimento no futuro o meu muito agradecimento e só Deus sabe. Para
culminar se hoje sou homem formado, uma semente nasce e cresce é fruto dos
pais, formadores, professores, benfeitores, amigos e todos homens da sociedade
que ajudaram-me a crescer. Muito obrigado
Nguna
Sakuila
Nganassakidila
´´ A consciência é o melhor livro que
podemos ter e o que mais frequentemente devemos consultar ´´.
Por vós suspira a minha alma, durante a
noite, o meu espírito vos procura desde a aurora.
Ostentosamente, não me redunda tão
franco alardear o meu eu, porque sinto-me nada ser, do que julgais ser eu.
Visto que ´´ existir é de igual modo ser conhecido ´´ com este preâmbula
friso, que na glória do dia 23 de Dezembro de 1992, quando a maternidade estava
assolada de um profundo silêncio, tomava dianteira para dar mais uma existência
ao mundo, concretamente em Cassanguidi no Município de Cambulo, Província da Lunda-Norte.
Porém só existe o que tem nome.
Joãozito Tchahua Revés De Sousa Muquepe é o meu nome, tenho por
progenitores José Cavunga Muianze e Ana
Muginga aos quais se encaminham a minha eterna e magna gratidão. Sem esquecer
do meu padrasto Beroso Bertino Macula
que todas as manhãs levantava-me para ir a Escola a Ele se endereçam todo meu afecto. Pertenço à Diocese do Dundo,
paróquia de Nossa Senhora De Fátima (N´zagi-Cambulo).
Quanto à minha vocação e o triénio seminarístico,
diria que a minha vocação surge por intermédio desta frase ´´ a Messe do Senhor é grande mas os
trabalhadores são poucos”, «o Supremo Criador, Ele vem, bate à porta dos nossos corações, atrai,
solícita, chama e espera pacientemente pelo seu chamamento. Não é uma
imposição, mas uma proposta» o desejo de anunciar o envagelho é algo
transportado no meu âmago desde os meus 14 anos de idade, partindo desta
vertente, depois dos primeiros passos catequéticos auridos na paróquia Nossa
Senhor De Fátima (N´zagi), a tomada de decisões bem sucedida exige, obviamente,
mais do que uma percepção de como é o mundo. Exigindo igualmente, uma percepção
de como será (ou, pelo menos, poderia ser) no futuro. Por consequente qualquer
mecanismo de tomada de decisões deve provar que funciona sob condições de incerteza.
´´
Nos anos 2008-2010 foram me adubando
no grupo dos vocacionados, porém o
meu maior gáudio tinha sido quando disseram-me ao Senhor pe. Joaquim Canco Muacariata
a fonte comovente da minha vocação,
Muquepe você é um dos candidatos para o seminário neste ano (2011),
rememoro, que naquela vez estava vergado pelo Espírito Santo, falei aos meus
genitores, também avolumaram de jucundidade e falaram-me filho “se O Senhor te escolheu não olha para trás
pois Ele saberá proteger e iluminar a tua andadura vocacional e todos obstáculo”s.
Tendo frequentado o seminário Arquidiocesano de S. Kizito durante
o adestrado de 2011-2012. Entretanto, foi onde eu marquei o primeiro passo
da minha vocação, no princípio parecia tudo bicudo e nebuloso. ´´ A educação tem raízes amargas, mas os
seus frutos são doces, mas graças a equipa formadora e de alguns colegas do
último ano como: (Azarado, Hélder,
Inocêncio, Paulo e o Samalali, também o Gildo do IIº, que não se cansou em apoiar-me financeiramente) que
já conheciam a casa e as manias dos educadores, granjearam e altercaram sempre meterem-me
no jogo quando eu tivesse fora das quatro linhas, que Deus lhes faça a recompensa
de tudo que eles fizeram por mim. Seria ingratidão se ao fim destas Laudas
douradas terminasse sem dizer muito obrigado aos meus Egrégios Formadores,
Reverendo Pe. Manuel Muliule, Reitor do Seminário Arquidiocesano de S. Kizito
e ao Pe. Gabriel De Fátima Muque, Vice-Reitor do mesmo Seminário, que
desde do começo do meu trajecto empreenderam todas as suas energias, não só
para minha formação académica como também religiosa, vai o meu fraternal
agradecimento, tank you very match,
vós sois e sereis sempre meus País, porque tudo que eu sou é fruto da paciência
que tivestes por mim. E aos meus colegas e benfeitores (Dona Guida e o tio José
Fernando) que nos momentos francos e tristes foram consolos e bactérias que
recarregaram a minha força de vontade, sobretudo na existência de permanecer no
Seminário, a eles também vai o meu coagido inesquecível. ´´ Agora não vou me
preocupar com hora de chegar, mas com tempo de encontrar e conhecer a outra
fase (filosofia). ´´ O conhecimento é a
maior e melhor descoberta do ser humano.
Joãozito Revés De Sousa Muquepe ( Man-Cora)
VIVER NÃO É O SUFICIENTE PARA
EXPERMENTAR A REALIDADE DE SER
Sebastião
Hunguissa é o meu nome, oriundo ao 07 de Abril de 1990, existência natural da
Lunda-Norte, município de Cambulo, filho de António Mualuxindo e de Jaquelina
Itomba.
Coabitar uma realidade constante com a realidade na qual
estamos abismados, a ocupação como tal não se mede apenas pela sabedoria
fraterna do homem. Mas com a humildade das pessoas na resistência das crises
económica e buscando mecanismo de superação.
O ensaio
monográfico tem como centro de atenção o desenvolvimento mental através da
música (Justin-Bieber), estando eu preocupado com a situação de desenvolvimento
do homem na sociedade, pelos hábitos, costume, que também faz parte do grande
leque de província que tem uma população inculta e miserável no conhecimento
deste universo.
É impossível
falar de mi mesmo sem empregar superlativos dos críticos que não se cansam de
dizer do que eu não sou neste mundo, me tornei poeta deste século apesar de
toda esta glória, a vida de Sebastião Hunguissa esteve em volta e mistério de
tal modo nunca será devidamente esclarecido. A casa em que se presume tenha eu
nascido, ainda se acha intacta e fui comutado nesta escrúpulo onde se podem ver
das minhas próprias obras.
A depressão
e tristeza das crianças, adolescentes, jovens divisam o terceiro período pelo
desenvolvimento deste país. A qual tem sido motivo ou desilusão da minha vida
que me consumiu a estar neste povoado (seminário de são kizito) entre vários
trabalhos a minha principal obra: A Frescura do Mukumby.
O que mas me
marcou nesta curta vida neste universo é por ter nascido no mesmo dia, mês com
a minha linda avo (07-04) quando ainda criança gostava de poesia como Deus
sempre esta ao lado dos fracos e me tornei do que eu sou neste mundo.
Finalmente gostaria de preconizar a experiência vivida neste lugar, maravilhosa
esperando que com ajuda muitos possam comprementer-me no que almejo tornar-me
neste universo.
Sebastião (Two-basta)
PERCURSO DO TRIÉNIO DE 2010 A 2012
É com muito prazer e aprazimento que a turma finalista do
Seminário Arquidiocesano de São Kizito, aproveita este ensejo para exteriorizar
tudo quanto foi o seu trajecto neste nobre Seminário, desde o 1º até ao 3º ano,
que marca o término e o início de outra etapa.
Tudo começou nas vésperas do dia 30
de Janeiro de 2010, uma data histórica para todos nós, que dêmos um passo
decisivo que marcou e marcará para sempre as nossas vidas. A nossa turma era constituída
de 7 seminaristas de distintas Dioceses e paróquias, entre os quais 5 da
Diocese do Dundo e 2 da actual Arquidiocese de Saurimo.
No prelúdio sendo neófitos tudo parecia-nos complicado,
bicudo e bical mas com ajuda da equipa formadora e de alguns colegas já
dianteiros de casa não tivemos muitas dificuldades e aprendemos a viver e a
conviver em comunidade e procuramos explorar as novas amizades tudo feito de
humildade que é ´´ a chave da vida e do conhecimento ´´. Frequentar um curso
que corresponda aos objectivos que se pretendem alcançar, é algo significativo
no âmbito da formação, por mais que se torne difícil. A vida é uma escola que
nos leva a experimentar aquilo que nunca projectamos, é assim que ao longo dos
três anos apesar das quedas conseguimos terminar o nosso primeiro ano, com êxito
e sem problemas.
No dia 1 de Fevereiro do ano seguinte que é em 2011, voltamos
a nossa paupéra casa para iniciar o ano e o nosso grupo aumentou com a entrada
de 3 irmão da diocese do Dundo e o número subiu para 10 seminarista, o primeiro
trimestre terminou e na entrada do segundo trimestre um dos irmãos do nosso do grupo
não ingresso ao seminário por motivo de saúde, logo no mesmo trimestre perdemos
mas um irmão, e o número diminuiu para 8 semitas, com este número conseguimos
terminar o ano e fomos de férias.
No ano seguinte em 2012, depois de longas ferias, tornamos a
entrar no seminário; todos prestes a enfrentarmos o último ano que assinala o
fim e o começo de outra etapa. E vimos que faltava um dos nossos colegas, mas
uma tristeza no nosso grupo! E no mesmo ano juntou-se do nosso grupo um dos
irmãos, mas não conseguiu preencher as lacunas dos nossos 3 irmãos. Apesar de
termos passado por épocas de grandes calamidades com a saída dos nossos irmãos.
Tudo corria bem, logo no último trimestre novamente acontece a mesma coisa no nosso
grupo outro coetâneo, nosso caminheiro, deixou-nos. A ausência deste nosso
coetâneo, deixou-nos apreensivos não só a nós como também aos formadores que ficaram
muito tristes, terminando, deste modo.
Agora resta-nos agradecer, em primeiro
lugar, a Deus por nos ter concedido esta graça; depois aos nossos pais,
formadores, benfeitores, colegas e amigos, que muito se esforçaram para que nós
chegássemos até onde estamos.
BIBLIOGRAFIA
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GAERI/IIE
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elejam a B: o associativismo estudantil no ensino secundário. Lisboa:
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Universidade do Porto/Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação.
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Lisboa, Instituto de Inovação Educacional.
Pureza, J. M. O que os jovens (não)
sabem sobre os direitos humanos. Revista Noesis, n.º 56 Out/Dez. IIE: 2000
Villaverde Cabral e Machado Pais
(coord.) (1998). Jovens portugueses de hoje. Oeiras: Celta.
OBS: Consultar o livro de Direito da famila:
De Maria do Carmo
Medina.
SER CRISTÃO HOJE………….EDIÇÃO EXPERMENTAL SECRETARIADO
ARQUIDIOCESANO DE CATEQUESE LUANDA.