domingo, 6 de janeiro de 2013

DISCURSO DOS FINALISTAS KIZITANOS 2012

ARQUIDIOCESE DE SAURIMO
SEMINÁRIO ARQUIDIOCESANO DE SÃO KIZITO
DISCURSO DO FIM DO ANO LECTIVO-2012

Sua Excelência Reverendíssima Dom José Manuel Imbamba; Arcebispo metropolitano da Arquidiocese se Saurimo, e Presidente desta Santa Eucaristia.
-Reverendo Pe. Abel Cauoiongo; Vigário geral da Arquidiocese de Saurimo.
-Reverendo Pe. Manuel Muliuli; Reitor do Seminário Arquidiocesano de São Kizito.
-Reverendo Pe. Gabriel de Fátima Muque; Vice-reitor do Seminário Arquidiocesano de São Kizito.
-Reverendos Padres e Reverendas Irmãs das distintas Congregações aqui presente.
-Digníssimos Directores e Directoras das Escolas Católicas.
-Excelentíssimos Senhores Directores da Escola do IIº Ciclo do Ensino secundário José Manuel Salucombo.
-Caros Professores e Professoras.
-Benignos Colegas da Caminhada.
- Benquistos Convidados e Santo Povo de Deus aqui Presente.
Depois de três anos de caminhada neste viveiro; nós os finalistas do seminário arquidiocesano de São Kizito, é obvio que manifestemos a nossa imensurável locupletação e testemunhemos o santo licor tomado neste mesmo viveiro, recebido no magnos alfobre de são Kizito.
Na nossa vida seminarística durante esses três anos de formação tivemos três elementos importantes: formação humana, Espiritual e Intelectual. Nem tudo, outrora nos sorria, vários factores tornaram o nosso passado amargo, todavia, nos deram forças de prosseguir a caminhada. Tudo isso só foi possível graças a inter-relação com os formadores.
Durante todo este tempo deciframos que é necessário fazer sentir aos outros aquilo que é a alegria de viver em comunidade, aprender a sorrir com os outros e mostrar quem realmente somos. Assim sendo o termo deste triénio, não significa o fim, mas sim o inicio de uma etapa que se segue.
Tal como o rio é feito de ondas, não faltaram ondas na nossa caminhada trienal, o sofrimento e as vicissitudes se tornavam insuportáveis para todos nós ao ponto de dilacerarmos os corações, mas lembramos ditado popular côkwe que diz: “ Wazeya waya ny ngwaly” fomo-nos moldando e aperfeiçoando.
Para dizer que cada instante, cada circunstância da nossa vida seja vivida a luz do amor de Cristo, só assim tudo terá sentido; estes anos de formação não faltava luta com o pai do céu, mas ele foi muito paciente para connosco, duque nós para com ele, e o seu amor por nós foi realmente maior.
Estamos convictos de que o futuro nos espera muito ainda, porque o bem e o mal caminham juntos, cabe ao homem saber defini-los. Como a vida exige sacrifício, o que notar que é difícil é o que tem maior valor e o que é fácil nem sempre tem valor. Precisamos agora de transpor o outro lado da margem. Estamos sedentos de ver agora a nova margem, porque as saudades não encontram apenas as suas causas na separação, o ano propedêutico deixou-nos sinais nas páginas da nossa história. De cabeça erguida, de olhos para frente lembramos duma frase que diz: “Devagar se vai ao longe”.
Seria uma ingratidão se não dizermos muito obrigado aos nossos amados formadores, especialmente o Pe. Manuel muliuli e Pe. Gabriel Muque, é para dizer que, quem forma o homem não recolhe o benefício no momento presente, mais sim espera o reconhecimento no futuro.
Nesta senda de caminhada, apesar de marcarmos o segundo passo da nossa formação, não esqueceremos a vossa magnífica formação que tornou para nós uma chave de todas as portas da sociedade. E os vossos conselhos nos ajudaram nas dificuldades que iremos encontrar: porque quem não sabe o que busca, não percebe o que encontra. E serão para nós pai e amigos para sempre.
Só não agradece aquele que vive na ociosidade: queremos assim manifestar os nossos agradecimentos a todos os que tornaram a nossa caminhada uma realidade e incansavelmente nos deram o seu afecto e amor.
Primeiro, gostaríamos expressar a nossa eterna gratidão a Deus pala vida e pela mão protectora.
Aos nossos pais, por nos transmitirem este conhecimento de vida.
Ao Arcebispo Dom José Manuel Imbamba pelo acompanhamento no Seminário.
 A todos os sacerdotes que no nosso quotidiano se empenharam na nossa formação especialmente:
Ao Reverendo Pe. João Mawito, por tudo que fez por nós no nosso segundo ano, acompanhara-nos na formação.
Ao Reverendo Pe. Rui Macongo, que incansavelmente nos auxiliou em várias necessidades.
Ao Reverendo Pe. Mpindi, que nos ajudou a discernir a nossa vocação e sem esquecer do seu antecessor Pe. Miguel Hamuyela, o nosso muito obrigado.
As Irmãs Religiosas das três congregações agradecemos pelo apoio moral.
Aos nossos Benfeitores e Amigos, que dedicaram-se para a subsistência do Seminário, de forma especial a Dona Fernanda e Senhor Chiwissa e tantos outros, agradecemos por tudo e por muito que fazem para o seminário. Só Deus saberá recompensar-vos, porque não encontramos palavras para vos agradecermos, abandonamos-vos na santa mão de Deus. Banum gratum ad omnem.
As comunidades Paroquiais e os Movimentos que existem nelas, esfregamos as mãos de contentamento, por tudo feito, porque nos vossos planos de actividades procurastes sempre emoldurar-nos e tiveram-nos sempre em vossas orações.
Enfim, para todos os que directa ou indirectamente nos apoiaram, vai o nosso agradecimento do profundo coração.
Aos nossos condiscípulos: Vós que ainda trilhais por este viveiro, almejámos-vos sucesso e não olheis para as insidias do acoito. A caminhada é longa mas não vos desespereis quando encontrardes dificuldades.
Não bastam-nos os bons e os maus momentos por onde passamos; porém, importa-nos saber o que majestosamente queremos e tomarmos uma posição definitiva que sirva como chave da vida.
Não é difícil, nem fácil para quem quer alcançar o seu alvo futuro. Deixamos-vos um conselho: se quiserdes seguir verdadeiramente a Cristo, sede fortes; não permitais que as pessoas estrambóticas vos façam recuar; sede protótipos em tudo como Cristo foi e continua a ser. Porque não há chamas sem fogo.

Só resta-nos apenas dizer:
Txunassakuila txintxi hayze nwa txulinguila, salenu ny zambi.     

 




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