Preâmbulo
A
filosofia é uma actividade e não doutrina. Vez de se questionar se África tem
uma filosofia ou não, deveria se questionar se a África tem necessidade de
possuir a sua própria filosofia.
A
Á frica sendo o berço da humanidade, muitos procuram indagar sobre ela no seu
contexto social, cultural, político e economico. Buscando a assim as reflexões
sobre o seu povo, esta questão levou- nos indagar sobre a maneira de como o
africano resolve os seus problemas.
Surge
aqui a problemática da filosofia africana
Filosofia africana
Contextualização da questão da filosofia
africana.
Exitste uma filosofia africana?
Lalêye chama atenção que em vez de se questionar se África tem uma filosofia ou
não, deveria se questionar se a África tem necessidade de possuir a sua própria
filosofia.
Achamos
pertinente apresentar a polémica levada acaba por dois filósofos ocidentais Louis
Vicent Thomas e Janheinz Jonh.
Thomas
reconhece a partida que um sentido lato da palavra filosofia que considera
filósofo qualquer pessoa que reflita um pouco que se esforce por ter ideias do
conjunto sobre o mundo e relacione o seu comoprtamento moral com alguns
elementos cosmogonicos.
Sem
dúvidas que a concecção dinámica do universo a hieraquia das forças a lei de
antecipação têm o poder e profundidade, mas uma verdadeira filosofia exige e
implica a ideia de sistema: o que supõe simultanemante a síntese e a abstração,
duas caracteristicas que não parece ser frequente na África Negra. Além disso uma
verdadeira filosofia exige uma justificação lógica, uma distanciação do pensamento
perante si mesmo a fim de se julgar, ora ou entanto o espírito crítico não é uma
qualidade essencial da alma africana, a alma africana não é mais sensual e
refletida mais misticas que epistemlogica.
Thomas
conclui
que o complexo das tradições e das conceções negros africanos constitui um
conjunto que raramente podem qualificar como filosofia propriamente dita se
consideramos como filosofia da investigação ou ontologica expressa num sistema
consiosamente elaborado.
O
pensamento de Thomas é posto em crise por que afirma sem rodeio existência de uma
filosofia africana.
Desde
que haja consciência a imagem do mundo era objecto de crença e de experiência vivida
transforma-se em filosofia «todas as coisas têm a sua filosofia» escreveu
Friedell ou mais exatamente «todas as coisas são filosofia a tarefa do homem é procurar
a ideia que se encontra escondida em cada coisa pesquisar em cada coisa o
pensamento que lhe da forma»
Concluindo
Joh Janheison como se trata de uma filosofia africana e não uma variedade
filosofia europeia torna-se evidentemente perigoso expressar esta forma de pensamento
com as categorias deo mundo e do vocábulario europeu isto é expresso não de uma
forma univoca mas varia de povom para povo tendo em conta a sua visão da vida e
da história enfim a sua forma de dialogar, de ler a sua realidade.
OQUE
É A FILOSOFIA AFRICANA
Filosofia
africana é a reflexão sobre a realidade africana é a sua maneira de conceber a
vida, de conceber a história, o mundo o seu modo de expressão das coisas e do s
acontecimentos. Esta reflexão basea-se na fonte cultural na cosmovisão linguística
sem no entanto fechar-se as influências da filosofia ocidental. Tudo isto é
feito desde uma hermeneutica que tem como chave de leitura a tradicionalidade
em diálogo com a realidade.
CONTEXTO
SOCIO-CULTURAL DO SEU SURGIMENTO
As
reflexões sobre a filosofia africana surgem. Num contexto de colonização e d e
séquito: o tráfico de escravos, a segregação racial, a denominação colonial, a exploração
dos recursos naturais, o pensamento do continente.
Os
europeus ao transformarem a Á frica sem dor, num restaurante de abustres
negando a historicidade dos povos do continente, fazendo “ tabula raza” ao seu modo
de vida além de reduzidos a “primitivo ” “selvagens” portanto povo sem cultura,
provocou uma revolta interior ao africano a ânsia de liberdade.
Neste contexto, surge como reação e resposta
ao despontar do eurocentrico o pan-africanismo, a negritude, o conciencismo, o
socialismo africano, a auntentecidade etc.
A
pesar desta literatura não se elaborada de maneira filosoficamente sistemática,
e explicita, historiadores da fiosofia como: Elungo P.E.A não exitam em
considera-la “ literatura filosofica de conotação ideologica”. Alías a primeira
manifestação explícita de uma reflexão filosofica expecificamente africana.
Assim,
olhada no contexto social que está na sua origem a ideia da filosofia africana
surge e desenvolve-se como afirmação de uma “ipscidade” e pela revindicaçaõ das liberdades negadas
pela cultura ocidental.
Mostrando
que o africano é um ser de “razão” através da manifestação de uma filosofia “autenticamente africana” destruimos o
arguemento principal de ideologia colonial. Um dos fundamentos históricos deste
momento da filosofia africana foi a revindicação da soberania política do
continente.
PIONEIRO DA REFLEXÃO FILOSOFICA
DO CONTINENTE E CORRENTES PRINCIPAIS DO PENSAMENTO
Das astúcias do colonialismo, as firmações de
Temples
Começamos
com o Templos não como quem iniciou a reflexão filosófica em África, mas como
aquele que marcou o ínicio da produção filosófica escrita, pois no momento em
que eles a sua filosofia Bantu em 1945 as discussões sobre a negritude
iniciaidas pelos mesmos negros já tinham lugar desde dos anos 1935.
Temples
pertence a uma categoria de homens preocupados pelo estudo de sistema de
pensamento floriscente incenso numa época na qual a questão era saber o que a
“alma negra” uma sobre a literatura militante para uma filosofia negra viu a
luz; Hocetondji,
Kinyongo, Jonh A. Semet fornece listas destes
trabalhos, envidentemente os africanos não esperam Temples para filosofar, mas
na travecia do século XX, a sua obra ao mesmo tempo provocadora e ambigua
provocou polémica e criações teoricas e inestimáveis.
Partindo
de dados etnográficos servindo-se de filosofia escolástica como modelo do homem
negro. A sua tese principal é “comportamento Bantu” deve ser compreendido como
um comportamento racional, que se opõe sobre um sistema de pensmento coerente.
Isto levou a afirmar que oo “Homem negro é plenamente Homem” e que
o grande pecado do colonizador foi tê-lo reduzido a dimensão de um semi- Homem.
A
questão da existência de uma filosofia é secundaria, o problema fundamental é o
problema de conduzir os negros, humanidade de negro e mais genericamente do primitivo.
O reconhecimento desta humanidade, por tanto de uma filosofia bantu, é a primeira
condição necessária e que quase suficiente para a normalização das relações
entre as raças.
CORRENTES
DO PENSAMENTO AFRICANO
v A
Negritude
v Consciencismo
v A
utenticidade
CORRENTES
ACTUAIS
v A
inspiração marxista
v A
inspiração pós- estruturalista (culturalista)
v A
inspiraçaõ fenomenológica
v Filosfofia
da Linguagem
v Inspiração
Poética
Os
protagonistas deste movimento são: Aimé Cesaire, Leopoldo Sedar Senghor, Léon
Gontran Damas. Dão início a este movimento por volta de 1935. A negritude
movimento de protexto contra a submissão do negro suarge a partir de uma viagem
particular da história europeia cracterizada entre outros pelos princípios de
relativismo cultural.
Os
protagonistas deste movimento encontram nos escritores negros americanos a sua
inspiração, escreve Senghor se nos anos 31-35 lançamos o mpovimento de
negritude é porque os negros anglofonus precisamente os negros americanos
tinham lançado antes de nós o movimento negro-renascimento.
Em
1903 o promotor do movimento “Negro- Renascimento” Dubois
proclamava: «So negro en tenho orgulho deste nome, sou orgulhoso do sangue que
me corre nas veias» Lanston Hoghes escrevia na revista The Natim Juhho 1926 nós
criadores da nova geração negra, queremos exprimir a nossa personalidade negra
sem vergonha ném temor se isto agrada aos brancos, ainda bem, se isto nãos lhes
agrada ainda bem não nos importa «o tami- tami chora se isto agrada a gente de cor
ainda bem, se isto não lhes agrada, não importa, é para amanhã que construimos
os nossos templos sólidos como nós sabemos edificar e permanencemos erectos acima
da montanha livre em nós mesmos».
Assim a anegritude é u simples reconhecimento
o facto de ser negro, a aceitação deste facto do nosso distino de negro da
nossa história e da nossa cultura ou simplesmente a descobertados valores
negros e a tomada de consciência por parte de negro da sua situação. Este movimento é caracterizado pelo retorno
das fontes. O comportamento da negritude conscistirá na assunção dos valores do
mundo negro na sua totalidade para actualizar- lo, fecundando-o n com
contribuições estrangeiros para viverem em si mesmom e fazer viver pelos outros
a fim de levar a contribuição negro universal.
EPILOGO
Depos
de esbeirotarmos sobre as realidades e indagações sobre a emaranhada e
hermética questão sobre a existência e o surgimento da filosofia africana
concluímos que:
Filosofia
africana é a reflexão sobre a realidade africana é a sua maneira de conceber a
vida, de conceber a história, o mundo o seu modo de expressão das coisas e do s
acontecimentos. Esta reflexão basea-se na fonte cultural na cosmovisão
linguística sem no entanto fechar-se as influências da filosofia ocidentalEsboço sobre a existência e o surgimento da filosofia africana
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