sábado, 9 de agosto de 2025

 

 

TRIBALISMO:  ENFERMIDADE PARA  O DESENVOLVIMENTO DA SOCIEDADE

Reflexão antropológica sobre os conflitos étnicos na Bacia do Kwango- Lunda Norte- Angola.

BETO BAIÃO[1]

Professor e Escritor.

albertobaiao21@gmail.com

 RESUMO: O Presente trabalho, tem por objectivo a reflexão sobre o  Tribalismo como en fermidade e obstáculo  da sociedade. Nele, procuramos cogitar a realidade e modus vivendi dos habitantes da Bacia do Kwango, parte sul da Província da Lunda Norte, onde a diversidade étnica e linguística, ainda é um problema maior na esfera social. Habintam nesta região,  vários grupos étnicos, tais com: os Cokwes, Bângalas, Lundas ou Rhunda, Mussukistas, Khalis, Pakas, Xinjis, Kaholos e tantos. Esta diversidade linguística, têm criado constragimentos na política de inclusão ou então na filosofia da unidade na diversidade. As vezes o homem é esquecido pelas suas qualidades, por não pertencer a um certo grupo ou tribo, porque cada um acha-se  superior ao outro. A enfermidade notada no sector público, bem como no privado. Este não é apenas um problema na Bacia do Kwango, mas sim do país. É por esta razão, que trouxemos esta temática como via de compreensão desta enfermidade que mata o desenvolvimento de uma sociedade.  Para termos uma sociedade próspera, é necessário que  se coloque e se reflita bastante sobre o homem na sua dimensão transversal e não pelas suas características segundárias.

Palavras chave: Humanismo, Desenvolvimento e Sociedade

 

 

 

                                                         

 

 

Todo homem que devota o tribalismo é inocente e nega-se a si mesmo enquanto essente que participa no Ente, aquela que é a causa primeira do homem enquanto ser. Daí  que « entre Deus e os humanos não existe nenhum contrato (aliança), porque diante de Deus, o homem apresenta-se como criança, sem título para estabelcer um contrato com o pai» (BONO, 2015, p.21).O Livro  do Gênesis nos remete a uma igualidade totalmente humana, sem cor,  tribo ou etnia.

«Façamos o homem a nossa imagem e semelhança,»( GN 2, 7). De igual modo no novo testamento, a geneologia de Jesus Cristo, filho de Davi, descreve de modo peculiar que todos nós, somos  um só e viemos da mesma árvore antropológica. (cf. Mat. 1, 18. ) O homem é ele mesmo e para com os outros. « o homem participa e faz parte da grande família que compreende os ancenstrais, os vivos  e os que hão de vir no tempo potencial.»(Domingos, 2011 ,p.03)  na cosmovisão bantu, o Mutu ou Munthu revela o ser Pesssoa, aquele que é ele mesmo e semelhante aos outros.  Esta semelhança, este ser homem remete  a uma estreita ligação para com os outros num ambiente mais social.  O Desenvolvimento intregral e harmonioso deste ser dotado de razão, depende também de uma fecunda contribuição dos outros. Cf. Bosch, 2018, p.29). O homem é um apenas ser total Porque ele é um ser  dotado de razão e existe para os outros.  

« estar isolado na sociedade africana, é estar morto»  ( Domingos, 2011,p.3).A  unidade na diversidade é uma característica de um verdadeiro africano, aquele que acredita na humanidade como verdadeira fraternidade. Valores como solidariedade, irmandade, fraternidade e unidade, deveriam norteiar a filosofia de vida da população da Bacia do Kwango para a verdadeira prosperidade da região.  O Tribalismo cria obstáculos no desenvolvimento local. É necessário e urgente que deixemos  de nos preocupar com o homem pela sua cor, tribo, raça ou etnia.  O homem na sua plenitude, não se pode difinir com base na pertença, mas sim pelo que mata o desenvolvimento  de uma sociedade que pretende desenvolver-se  seriamente.  Na Bacia do Kwango, região que engloba a parte sul da Lunda Norte, este fenómeno ainda tem uma legião e profundos devotos, quer na esfera política, social, religiosa, militar, sector empresarial, desporto, político- partidário, associações e sindicatos. Existem ainda alguns sociogramas restritos de radicais que procuram exaltar uma certa etnia para melhor governarem. Outrossim, a gestão de recursos humanos nesta parcela  ainda reflecte um poder oligarquíco, um ciclo vicioso que aos poucos vai matando o progresso.

Uma socieade onde se manifesta constantemente a supermacia de uma tribo, raça ou etnia, dificilmente se  desenvolve. E na Bacia do Kwango, este fenómeno é visível,  mormente na esfera pólitica.  Existe nesta região uma famosa filosofia de governação, aquela que chamam de equilíbrio étnico. Onde, por exemplo, se um Admnistrador Municipal, Comunal ou distrital for Cokwe, impera-se categoricamente que os seus auxiliares sejam da outra tribo, mesmo que não tenham as vezes qualidades suficientes. Mas que seja um cágado por cima de uma árvore.  Esta realidade eferma a bacia do Kwango.

 Ensina o músico folcrorico, Ngombe Jetu, do grupo étcnico bângala, que salmodia o seguinte: « Bossu tweza, batu bosu tweza, na muka cokwe tweza. Na mukwa ambaka

 

O Tribalismo cria um sóciograma desnecessário e instabliza a sociedade que  pretende trilhar no caminho da prosperidade. Não é ético e salutar testemunharmos ainda na sociedade hodierna, académicos devotos do tribalismo.  Para uma boa convivência, é urgente que o homem enquanto ser dotado de razão, faculdade que o diferencia dos outros seres, apartar-se deste sacerdócio enfermo. E na Bacia do Cuango, este problema é actual e actuante.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Conclusão

 

Sendo o homem um ser social,  manifesta naturalmente a convivência com os outros.  Como sustenta e ensina Artistóteles: “ todo homem que não é social ou é um deus ou um monstro”.  «O homem em geral, já nasce como membro de um grupo: a família. À medida que vai vendo, passa a pertencer a outros» ( Torres, 1983, p.33). Infelizemnte quando um grupo étnico procura reduzir a nada o outro, enferma o desenvolvimento social, político, humano, científico e económico.  O processo de socialização, deve ser fecundo e próspero para que brote a paz social  e humana. Onde se conserve e respeite a dignidade humana. « podemos afirmar que sem contacto com um grupo social, o animal homem  dicifilmente desenvolveria as caratecterísticas  que chamanos humanas»  ( Dias  2005, p.85).

A Bacia do Kwango, é uma região da zona sul da Província da Lunda Norte, com distintos grupos étinico . É nesta abundância das difrentes etnias que se concebe bastante conflito social que tem criado instabilidade nas comunidades. A unidade na diversidade, seria a via salutar para o desenvolvimento da região.  Reconhecer o homem como ser único e a sua raça, aquela que chamamos de humana. Criaria bastante desenvolvimento no seu compto geral.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

BIBLIOGRAFIA

BONO E.L., MUNTUÍSMO: A ideia de pessoa na filosofia africana, Paulinas, Editora 2015- Prior Velho- Portugal

BOSCH ,S.E. J.,  A PESSOA EM ROMANO GUARDINI: Textos para reflectir na Antropologia Filosófica, Rubricart Editora, 2018- Benfica- Luanda

DOMINGOS T.L., A VISÃO AFRICANA EM RELACÃO À NATUREZA, Revista Brasileira Histórica das Religiões , ,Maringa v. III Nº 9, Janeiro – 2011

DIAS Reginaldo., INTRODUÇÃO À SOCIOLOGIA, Person Prentice Hall, São Paulo- 2005

TORRE, M.B.L.,  O HOMEM E A SOCIEDADE : uma introdução à Sociologia, 11ª edição, Ed. Nacional, São Paulo- 1983

 

 



[1] [1] Alberto Cambolo Ngonga Baião, lido como Beto Baião, É Filósofo,  Pesquisador,  Poeta, Conferencista, Palestrante, Escritor e Activista Social, é formado em Filosofia pelo Seminário Maior São Paulo- Uíje, homolgante  em Filosofia da Educação Pelo Instituto Superior  Dom Bosco- Universidade Católica de Angola, autor dos Livros:  A Importância do Perdão na Resolução dos Conflitos para o Homem Hodierno, Gritos d´Alma, O Ensino nas Comunidades e a Interfência Político- Partidária. É Professor de História, Articulista do Jornal  Angolano de Artes e Cultura, Comentarista do Programa Diálogo em Família- Rádio Tocoista, Conferencista Residente no Instituto Superior de Ciências da Educção- Uíje e actualmente, é Director Geral do Complexo escolar nº 18 Luz do Amanhã- Cafunfo.

 

 

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

AS VANTAGENS DA LÍNGUA PORTUGUESA NAS RELAÇÕES INTERCULTURAIS ENTRE OS POVOS DA CPLP


AS VANTAGENS DA LÍNGUA PORTUGUESA NAS RELAÇÕES INTERCULTURAIS ENTRE OS POVOS DA CPLP[1]

 

Por: Alberto Cambolo Ngonga Baião[2]


 

Resumo

 

A presente comunicação tem, por finalidade a demonstração e a exaltação do valor da língua portuguesa na CPLP. O presente artigo é fruto de uma reflexão pessoal inspirada na temática central da semana da lusofonia “Lusofonia, identidade e diversidade Cultural” nele procuraremos descrever os aspectos mais importantes da língua portuguesa como a ferramenta chave nas relações inter-pessoais e interculturais dos povos da CPLP.

Palavras-chave: Comunidade Linguística, Língua, Povo e Relações Interculturais

 
Desde a sua manifestação como símbolo da identidade cultural no espaço lusófono, a Língua Portuguesa tem desempenhado um papel fulcral nas relações interculturais entre os povos da CPLP e não só. Como podemos testemunhar com as cintilantes relações diplomáticas, académicas, trocas científicas, mercado (economia), (concertação política comunitária), desporto (Jogos Comunitários), interculturais e as mutáveis comunicações na lusofonia na criação e recriação de novas ferramentas que sempre favoreceram a troca de experiência entre os povos desta comunidade linguística portuguesa, que também já é conhecida por comunidade lusófona.

A presença da língua portuguesa nos PALOP[3] , e a sua omnipresença inter-continental, demonstra por si só a sua grande vantagem na comunicação entre os povos da lusofonia. A presença da Língua Portuguesa nos continentes Africano, Europeu, Asiático e Americano, país da CPLP, olhando pela diversidade linguística dos países da CPLP, e dispersão continental, a Língua Portuguesa aparece como vector móvel entre os povos que formam esta comunidade.

O que virá então a ser uma comunidade linguística portuguesa?

Esta comunidade linguística portuguesa é o conjunto de povos que se expressam na mesma língua, uma vez que a língua Portuguesas não é uma língua estanque, trata-se de uma língua aberta a novas palavras, novos termos. Embora tenhamos todos de ter os devidos cuidados em mantê-la viva respeitando-a na sua forma original. Podemos exemplificar aqui a introdução de alguns termos meramente Angolanos, tais como, maximbombo, bué entre outros, logicamente que na essência estas palavras em termos de escrita original seria outra, porém ao ser enquadrada na língua Portuguesa esses mesmos termos, foram aportuguesados. Neste contexto devemos sempre respeitar a essência da língua originária da Pátria Mãe que é Portugal. Fazendo assim com que todos os povos que têm como escolha esta língua se possam continuar a entender e a ajudar no aperfeiçoamento da mesma; A CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) e evitando uma ladainha de vantagens da Língua Portuguesa nas relações interculturais entre os povos da CPLP, achamos pertinente destacar as mais notáveis que aparecem frequentemente no espaço lusófono, não obstante da diversidade cultural, etnolinguística e história diferente.

· Trocas científicas: A Língua Portuguesa, hodiernamente continua a desempenhar um papel considerável na CPLP, sobretudo nas relações interculturais entre os povos desta comunidade linguística, concretamente nas trocas científicas que são feitas dentro da mesma. Este contributo da Língua Portuguesa como linha unificadora da CPLP, não está limitado apenas neste campo, porém estende-se a outros campos como:

· Mercado (economia): Olhando pela diversidade cultural e linguística do espaço lusófono e a dispersão continental, a Língua Portuguesa, torna-se favorável para o intercâmbio comercial e económico entre os povos da CPLP, disponibilizando os elementos linguísticos para os possíveis contactos.

· Diplomacia (concertação política comunitária), A concertação Política no espaço lusófono, tem como elemento chave a língua, aquela que se torna mais importante pela comunicação oral e escrita, sem ela não haveria comunicação. Mas que língua estaríamos nós a apresentar, se os povos da CPLP pela sua diversidade cultural e dimensão antropológica possuem linhas divisórias distintas? Esta é uma questão a ponderar.

Sem a Língua Portuguesa, não há lusofonia e é esta língua que abre as relações diplomáticas com maior facilidade entre os povos desta Comunidade linguística. É a Língua Portuguesa, que aparece na CPLP, como porta magna que se abre ao mundo para auxiliar e abraçar a comunicação clara e objectiva deste universo lusófono com uma diversidade cultural muito abismal. Tudo isto se processa na comunicação linguística portuguesa, aquela que sem ela não se poderá falar sequer em relações diplomáticas, cientificas, interculturais, interpessoais, desportivas etc.

Sem a devida comunicação nada se poderá fazer. Mas é importante saber que qualquer debate que se abre na CPLP, tem como ferramenta principal a comunicação linguística portuguesa, não obstante a diversidade cultural e aplicação linguística que se encara nos PALOP.

A Língua Portuguesa surge como a língua oficial da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, o que nos merece a todos uma relevância de respeito pela originalidade e legalidade da mesma.

É a Língua Portuguesa que revela o elemento unificador da CPLP e com ela os seus falantes se actualizam frequentemente nos aspectos mais evolutivos que aparecem no espaço lusófono.

Portanto, a Língua Portuguesa, surge na CPLP como característica de defesa que me permiti identificar nas relações interculturais, os laços culturais e a diversidade etnolinguística entre os Povos da CPLP.

Estas vantagens também são extensivas no Desporto (Jogos Comunitários). A CPLP, não será uma simples Comunidade de Países de Língua Portuguesa, limitada apenas na expressão linguística, será sempre a ferramenta principal nas relações interculturais entre os povos que podem e devem usar de forma correcta, exemplar e de respeito para com a língua mãe por todos nós escolhidos. Devemos usá-la nas mais distintas áreas para alçar as relações salutares através da Língua Portuguesa, como vector principal da sua/nossa comunidade. « [..]. A CPLP, buscar o aprofundamento da amizade mútua e da cooperação entre os países membros» ( cfr. Jornal de Angola, 2016.p3).

Mas para uma boa compreensão da nossa abordagem temática, procuramos elucidar os conceitos chave da nossa comunicação que podem ser definidos na seguinte maneira:

· Para o dicionário da Língua Portuguesa (2010,p.1651) o termo vantagem, significa: «Qualidade do que está adiante, utilidade [...], lucro». Já na visão do senso comum e ao nosso ver, uma coisa vantajosa, é aquela que é lucrativa, importante e que possui características preponderantes que despertam o interesse comum. Assim sendo, torna-se vantajosa nas relações interculturais entre os povos da CPLP porque se consegue unificar os povos da toda a comunidade linguística portuguesa, não obstante a sua diversidade cultural e até para muitos étnicos. (devemos assim e em termos mais respeitosos, retirar das nossas mentes, as etnias, referirmos apenas tal como na língua materna os seres humanos!).

· Por povo, entende-se um conjunto de habitantes de um país» (idem, p.1318).

Falar do povo, é necessariamente dissertar aspectos que estão ligados a uma nação, e a CPLP está voltada na ligação de povos que são representados por vários países que formam esta comunidade linguística portuguesa, aproximar os povos através da Língua Portuguesa.

Linguisticamente falando, concebe-se por língua, idioma ou linguagem que um certo povo ou uma população usa para facilitar a sua comunicação, tendo por base a própria escolha.

Já para Dias (2005, p. 315) «entende-se por cultura a totalidade das habilidades, crenças, conhecimentos, bens materiais [.]. Que são partilhados por um grupo de pessoas [...]».

Assim sendo, ligando os termos relações e cultura, entenderemos por relações interculturais a partilha de hábitos, costumes, crenças etc. Que são feitas dentro da diversidade dos povos que formam a comunidade linguística Portuguesa, no universo.

Como conclusão: Diremos que a expansão da Língua Portuguesa permitiu o entendimento profícuo nas relações interculturais entre os povos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, criando laços de cooperação nas mais distintas áreas e influenciam o entendimento na lusofonia.

Ainda é importante dizer que com a fundação da CPLP em 17 de Julho de 1996, as relações interculturais na comunidade linguística portuguesa, tornaram-se mais fortes e mais próximas na resolução dos problemas que afectam a CPLP, não somente como comunidade linguística mas também como uma organização voltada para a estabilidade da vida sociopolítica dos países membros. Portanto, a CPLP tornou-se o maior pilar na lusofonia.

 

Referência bibliográfica

Texto Editores, Dicionário Integral da Língua Portuguesa: 2010

DIAS, Reinaldo, Introdução à Sociologia. Pearson Pretince Hal, São Paulo, 2005

JORNAL de Angola, ano 41 nº14035, 18 de Maio de 2016

Fontes Orais (Entrevista)

DAMIÃO, Carlos. Professor de Geografia, Escola do I Ciclo Rainha Mwene Cafunfo, entrevistado no dia 15 de Setembro de 2016, 19h30.

JOEL, M. André. Professor de Língua Portuguesa, Escola do I Ciclo do Ensino Secundário Rainha Mwene Cafunfo, entrevistado no dia 13 de Outubro de 2016, 15h15

CHITA, Francisco. Professor de Língua Portuguesa, Escola do II Ciclo do Ensino Secundário Cafunfo Sul, entrevistado no dia 13 de Outubro de 2016, 1h30

 

 




[1] Comuidade de Países de Língua Portuguesa, fundada aos 17 de Julho de 1979
[2] Alberto Cambolo Ngonga Baião. É Escritor, Pesquisador, Palestrante e Poeta. É  formado em Filosofia pelo Seminário Maior Diocesano de São Paulo-Uíje. Autor dos livros “A Importância do Perdão na Resolução de Conflitos para o Homem Hodierno” e “Gritos da Alma”. Conta com participações em distintas conferências nacionais e publicou em várias Antologias Internacionais da Comunidade Lusófona. Tem, também, vários artigos publicados em Jornais e Revistas Nacionais e Internacionais. É Membro da Associação dos Jovens Amigos da Literatura. Frequenta, actualmente, o Curso de Pedagogia na Escola Politécnica do Cuango, da Universidade Lueji Á Nkonde, na Lunda Norte. Nasceu no dia 21 de julho de 1989, no Cuango –Lunda Norte.
[3] Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa
AS VANTAGENS DA LÍNGUA PORTUGUESA NAS RELAÇÕES INTERCULTURAIS ENTRE OS POVOS DA CPLP

terça-feira, 19 de julho de 2016

CURRICULUM ACTAULIZADO DE Alberto Cambolo Ngonga Baião "Beto Baião Bebeckson"

Nome: Alberto Cambolo Ngonga Baião, nascido aos 21 de Julho de 1989 em Luremo, Município do Cuango, Província da Lunda-Norte.
Fez os estudos primários e de base, em Cafunfo, Município do Cuango-Lunda-Norte
Em 2005, mudou-se e para Saurimo Capital da Lunda-Sul onde frequentou a Escola do II nível de Saurimo. E Iº Ciclo do Ensino Secundário na Escola Rei Mwatxissengue Wa-Tembo 2006-2008.
Estudou Geografia e História no Colégio Orgulho de Ser em Cafunfo-2009-2010 e Ciências Humanas na Escola do IIº Ciclo José Manuel Salucombo de Saurimo 2011-2012.
Em 2007-2008, ingressou na Companhia de Teatro da Lunda-Sul..

Frequentou o curso de agente educador de HIV-SIDA em 2007, promovido pelo Centro de Atendimento e Testagem Voluntária (CATV-Sociedade Mineira de Catoca Saurimo-Lunda-Sul).
Em 2009 fundou o Grupo Teatral Cuango Artes, e Formou-se em Electricidade e Informática pelo MAPESS E AJUDECA-2009-2010.Cuango/Lunda-Norte
Foi Mestre-de-cerimónias na Apresentação do Max Single do Músico Denys Dhy, Cafunfo 2010 e do Concurso de Moda da Gold Star, Cuango/Lunda-Norte
Em 2011 abraçou a vida Religiosa, tendo ingressado em Janeiro no Seminário Arquidiocesano São Kizito-Saurimo onde, terminou o curso propedêutico de Filosofia 2011-2012
Exerceu cargo de Assistente Espiritual do Movimento Eucarístico Juvenil- MEJ- Sé Catedral do Uíje em 2014.
Monitorou o Curso Propedêutico de Psicologia e Pedagogia 2014-2015, Colégio orgulho de Ser, Cuango Lunda-Norte.
É proprietário do blog: baiao& sentimentos/ alberto2013blogspot.com

Foi confericista na 5ª Jornadas de Reflexão Sobre a África-Instituto Superior de Ciências da Educação –Uíje em 2013, com a temática  A  importância do perdão na resolução dos conflitos para o homem hodierno,

Actualmente é bacharel do Curso Superior de filosofia no Seminário Maior de São Paulo-Uíje e
Professor convidado de Filosofia na Escola do IIº Ciclo do Ensino Secundário- Cafunfo-Lunda-Norte e Funcionário da Secretaria do Comité Municipal do Partido/MPLA no Cuango.


autor de : A  IMPORTÂNCIA DO PERDÃO NA RESOLUÇÃO DOS CONFLITOS PARA O HOMEM HODIERNO.

GRITOS DA MINHA ALMA (Poesia)


Distinção entre a Liberdade e Libertinagem (Palestra)



A PEDAGOGIA DA RECONCILIAÇÃO EM "EU FALHEI"(música) ,DE BRUNA TATIANA.

Por: Beto Baião 4/07/16
Ouvir á música "Eu Falhei" da cantora supracitada, é viajar no tempo e cogitar a realidade das relações conjugais hodiernas. Mas a faixa preludia com uma frase totalmente pedagógica e humilde, que procura exortar a reconciliação entre os cônjuges e quebrar o orgulho por muitos sustentado.
Assim se pode esgaldirar: <<EU FALHEI (...). Agora oque eu faço para mudar?>>
Mergulhar na dor e reconhecer a fragilidade humana, é a mais viva mensagem que a cantora nos transmite. E porque não tomá-la como orientação? Na verdade, é notória a situação dos actuais lares desfeitos por motivos de: Orgulho, ressentimentos e falta de amor.
Mas para tornar estes factos salutares e resolutos, a BT, numa via mais pedagógica e humanista, canta, desabafa e suplica: <<eu juro que falhei...eu não usei a força do nosso amor... eu mudaria tudo...>> Por isso, ela procura e ensina o perdão ea reconciliação!

A ESSÊNCIA DOS BASSUCOS DO LESTE DE ANGOLA.

Qual é a linha etnolinguística da população dos Bassucos do Leste de Angola?
Atendendo o mosáico cultural e etnolinguístico de Angola e a conceição migratória nos reinos pré-coloniais, o corredor do Many-NKONGO, dera a luz de uma população que mais tarde, instalou-se na outra margem do rio Kwangu na Lunda-Norte, no himesféro Sul da Comuna do Luremo, concretamente na região do MUSSUCO, o então berço da Evangelização de Angola(1918). No alvor dos Padres Espiritanos. Fruto da II evangelização de Angola.
Num cruzamento entre o Kwangu do Kimbele e o Tunguila que liga a RDC. A Antropologia Cultural, passou assim a conhecer os Bassucos, descendentes BAKONGOS do Nóki (Noqui),do norte de Angola, que vieram a instalar-se na região que hoje é chamada por MUSSUCO, dista a 85 kms do Município sede do KWANGU, a sul da Lunda-Norte.
Hodiernamente, os bassucos tomaram um vasto território no leste de Angola e a sul da Lunda-Norte, onde manifestam os seus hábitos e costumes.

sábado, 23 de abril de 2016

BREVE CURRICULUM

BREVE CURRICULUM
Nome: Alberto Cambolo Ngonga Baião, nascido aos 21 de Julho de 1989 em Luremo, Município do Cuango, Província da Lunda-Norte.
Fez os estudos primários e de base, em Cafunfo, Município do Cuango-Lunda-NorteBETO BAIAO BEBECKSON, CV
Em 2005, mudou-se e para Saurimo Capital da Lunda-Sul onde frequentou a Escola do II nível de Saurimo. E Iº Ciclo do Ensino Secundário na Escola Rei Mwatxissengue Wa-Tembo 2006-2008.
Estudou Geografia e História no Colégio Orgulho de Ser em Cafunfo-2009-2010 e Ciências Humanas na Escola do IIº Ciclo José Manuel Salucombo de Saurimo 2011-2012.
Em 2007-2008, ingressou na Companhia de Teatro da Lunda-Sul..

Frequentou o curso de agente educador de HIV-SIDA em 2007, promovido pelo Centro de Atendimento e Testagem Voluntária (CATV-Sociedade Mineira de Catoca Saurimo-Lunda-Sul).
Em 2009 fundou o Grupo Teatral Cuango Artes, e Formou-se em Electricidade e Informática pelo MAPESS E AJUDECA-2009-2010.Cuango/Lunda-Norte
Foi Mestre-de-cerimónias na Apresentação do Max Single do Músico Denys Dhy, Cafunfo 2010 e do Concurso de Moda da Gold Star, Cuango/Lunda-Norte
Em 2011 abraçou a vida Religiosa, tendo ingressado em Janeiro no Seminário Arquidiocesano São Kizito-Saurimo onde, terminou o curso propedêutico de Filosofia 2011-2012
Exerceu cargo de Assistente Espiritual do Movimento Eucarístico Juvenil- MEJ- Sé Catedral do Uíje em 2014.
Monitorou o Curso Propedêutico de Psicologia e Pedagogia 2014-2015, Colégio orgulho de Ser, Cuango Lunda-Norte.
É proprietário do blog: baiao& sentimentos/ alberto2013blogspot.com

Actualmente é bacharel do Curso Superior de filosofia no Seminário Maior de São Paulo-Uíje e
Professor colaborador de Filosofia na Escola do IIº Ciclo do Ensino Secundário- Cafunfo-Lunda-Norte
autor de : A  IMPORTÂNCIA DO PERDÃO NA RESOLUÇÃO DOS CONFLITOS PARA O HOMEM HODIERNO.

GRITOS DA MINHA ALMA (Poesia)


Distinção entre a Liberdade e Libertinagem (Palestra)

sábado, 26 de março de 2016

RENCONTRO, CONFISSÕES E TRANSCENDÊNCIA DA ALMA NO AZWLULA DO GABRIEL CIEMA (Tchiema).

RENCONTRO, CONFISSÕES E TRANSCENDÊNCIA DA ALMA NO AZWLULA DO GABRIEL CIEMA (Tchiema).
Um rítmo, uma canção, uma melodia, uma língua, uma linha de pensamento, uma voz, uma expressão e uma letra: Concebem o classicismo de um músico angolano que nos altares das fecundas melodias do continente berço, aparece claramente com a alma dum verdadeiro compositor. Assim podemos apresentar Gabriel TCHIEMA, na solenidade da música clássica angolana africana, com a sua originalidade de expressar-se na sua eterna língua materna toda a respiração e comunicação da alma musical e poética a mais sublime homenagem afectiva no seu cintilante AZULULA.
No paraiso do Andrea Bocello, Pavarott, Lokwa Kanza, Afrikanita, Salife Keita, Roberta Carlos e outros ilustres compositores que convidam a alma a transcender vivamente no êxtase das melódicas canções que no palco das recordações, despensam apresentações, Gabriel Tchiema, surge como uma verdadeira revelação no banquete das composições para anunciar e cativar com a sua suave e natural voz o primeiro e o último ouvinte. E que não é mesmo verdade? Pois Gabriel, também assim era chamado o anjo que anunciara o nascimento de Cristo. Dizem-no, os teólogos.
Mas Tchiema, que também é Gabriel, apresenta no AZULULA a mais esperada confissão que qualquer um gostaria de ouvir do seu amo. ILOTA YAMI YENA " Meu sonho é Você", ITUMBO YAMI YENA " Meu remédio é Você" É notória a crisalida declaração que o compositor faz com a transcendência da sua alma! Numa nave de reencontros e recordações . GT, declara-se enfermo diante dum verdadeiro amor e uma ardente paixão. Por isso o afirma cantando: ITUMBO YAMI YENA " Meu remédio é você" .Quão profunda é esta afirmação que mostra a tamanha crença do autor...
Numa viagem dos deuses da música, restam-me apenas parabenizar este filho dos Moyoweno que baptizado com as águas do Cihumbwe (Txihumbwe), continua a surprender o moisaico musical angolano e africano, e aproveito o ensejo de convidar todos os ouvintes a viajarem com ele nesta barca da boa música...
BBB. 2016.13.03
00h45